Se não fumo, ele morre!

Isto é sintomático: quase todos os dias surge uma nova notícia sobre a proibição tabágica, cada uma mais surpreendente que a anterior.

Típico.

Claro que acontecimentos como estes, muito provavelmente, acontecem todos os dias. Só que, nem sempre os jornalistas estão para aí virados.

Os órgãos de comunicação social funcionam muito por ondas, como estou farto de sublinhar – e agora estamos numa onda de fumadores versus não fumadores.

A notícia de hoje, proveniente de Ohio, EUA (where else?), é a seguinte: em 2003, um grupo de jurados precisou de seis horas de reunião para considerar que o réu, Philip Elmore, era culpado da morte da sua ex-namorada. Uma semana depois, os mesmos jurados só precisaram de três horas para chegar à conclusão de que Elmore merecia a pena capital.

Agora, três anos depois, os advogados de defesa de Elmore, alegam que o júri chegou a este veredicto em apenas três horas, porque o juiz os impediu de fumar!

Dizem eles: “a recusa do juiz em atender o pedido dos jurados para fumarem, predispô-los a acordar numa decisão rápida”.

Por outras palavras: se o juiz tivesse deixado os jurados fumar à vontade, talvez eles pensassem com mais calma e, fumando um cigarrinho, tivessem chegado à conclusão que Elmore só merecia ser condenado, por exemplo, a prisão perpétua. Ou, quem sabe, se pudessem fumar mais um cigarrinho, pudessem ter encontrado circunstâncias atenuantes e Elmore acabasse por sair em liberdade condicional…

Que o cigarro faz mal à saúde do próprio ou de quem o rodeia, parece que já ninguém contesta.

Agora, afirmar que o facto de se proibir alguém de fumar pode levar à morte de outra pessoa – eis um facto novo!

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