Bocage continua actual.
Todos escutámos, com muita atenção, as declarações do ministro da educação, Fernando Alexandre.
Disse ele:
“Vamos ter residências renovadas que daqui a cinco anos vão estar todas degradadas… é por colocar na residência universitária estudantes dos meios mais desfavorecidos que se degradam…
A prática do Estado é não misturar e pôr nas residências universitárias os estudantes de meios socioeconómicos mais desfavorecidos.
E por isso, já agora, é que elas se degradam, por isso é que elas depois não são cuidadas”.
Resumindo: metendo os estudantes pobres, todos juntos, nas mesmas residências universitárias, os filhos da puta, estragam tudo porque estão habituados a casas degradadas, a não limpar os quartos, a cagar nas alcatifas e a partir a loiça e os vidros das janelas. O que eles mereciam era ir todos para um daqueles bairros de Loures ou do Monte de Caparica para aprenderem a passar a dar valor ao que o Estado lhes oferece, à custa dos impostos dos liberais que se fartam de trabalhar e de descontar.
Elevador social, caraças!
Claro que o ministro Fernando Alexandre não queria dizer isto, mas fugiu-lhe a boca para a verdade.
E disse mais:
“Quando metemos pessoas que são todas de rendimentos mais baixos a beneficiar de um serviço público, sabemos que o serviço se deteriora. É assim nos hospitais, nas escolas públicas, sabemos que é assim.”
Que mania que o Estado tem!
Pobres para um lado – ricos para outro e remediados, logo se vê.
Mas ele não queria dizer nada disto!
Como já dizia Bocage…
O pum que o Alexandre deu, não foi ele, foi outro qualquer…