Texto de 1982, no Pão Com Manteiga integrado no programa Contra-Ataque.
Memórias de um Ex-Fumador
A secretária
O chefe da secção estava furioso. Aqueles relatórios eram uma miséria, tudo engatado! Chamou o funcionário mais competente e deixou-se enervar um pouco mais enquanto esperava. Finalmente, o empregado chegou, trémulo, prevendo a tempestade.
– Mas o que é isto, Sousa?! – perguntou o chefe de secção, dando um valente murro na secretária – Estes relatórios estão todos enganados! Nada bate certo!
– Não me diga, sr. Gonçalves… – ripostou, hesitante, o empregado Sousa, aproximando-se do relatório.
– Olha para isto! – berrou o sr. Gonçalves, dando novo murro na secretária. E apontou para os gráficos, para as contas, para tudo o resto que, pelos vistos, não batia certo. – Isto assim não pode continuar tenho de tomar medidas e das duras! – continuou o chefe de secção. E deu mais dois murros na secretária.
De súbito, indignada e cheia de nódoas negras, a secretária levantou-se e encaminhou-se para a porta, dizendo: “É um bom emprego, o ordenado é óptimo, mas estou farta de levar porrada! Boa tarde!”
E saiu.
-in Pão com Manteiga, Rácio Comercial, 4.10.1981
A Criação do Domingo
No princípio, a semana possuía apenas seis dias, o que era um inconveniente inegável. Por isso, às 24 horas de sábado, deus decidiu criar o domingo.
Adão e Eva ficaram satisfeitíssimos porque tinham o dia livre para crescerem e se multiplicarem, entregando-se ao Pecado Original, sob os olhares reprovadores dos Querubins. Esse foi o primeiro domingo que ficou na História da Humanidade. E, apesar de tudo, deus achou que o domingo fora uma boa invenção.
Com efeito, sem domingos, não haveria a missa de domingo, os passeios de domingo e o Pão com Manteiga. Sem domingo, Fernando Namora não teria escrito o romance “Domingo à Tarde”, a semana inglesa teria de começar na sexta-feira à hora do almoço e os calendários teriam muito menos números vermelhos. Sem domingo, o domingo de Páscoa calharia para aí a um sábado.
Percebendo tudo isso, deus achou que o domingo fora uma boa invenção e sentiu-se até tentado a criar mais domingos ao longo da semana, eliminando dias bem mais aborrecidos. Teríamos então o domingo, a segunda-feira, o segundo domingo, a terça-feira, o terceiro domingo, a quarta-feira e o sábado. Mas isso seria muito confuso e convidaria os homens à boa vida. Por isso deus deixou ficar a semana como ainda está hoje e para mostrar que nem tudo corre bem aos domingos, escolheu esse dia para o Dilúvio.
Talvez digam as Escrituras que Sodoma e Gomorra foram destruídas a um domingo, que as setes pragas do Egipto calharam a um domingo, que Cristóvão Colombo descobriu a América a um domingo e que François Mitterand foi eleito a um domingo.
E é por essas e por outras que o Pão com Manteiga é a um domingo.
- in Pão com Manteiga, 21.6.1981
Consultório de Beleza – o buço
Rubrica da responsabilidade da nossa colaboradora Lizete Rimel, especializada em excrescências da cútis, com dois cursos tirados em Paris a uma pessoa que ia a passar distraída.
Vamos então ao nosso assunto de hoje, que é o buço.
O buço é uma espécie de bigode modesto que algumas senhoras possuem ou, para ser mais científico, um conjunto de pêlos situado entre a parte inferior do nariz e o lábio superior.
As senhoras detestam ter buço e fazem as coisas mais incríveis para o ocultar: disfarçam-no com água oxigenada, lixívia ou ácido bórico, rapam-no, arrancam-no e outras coisas piores. Quando os buços são mesmo muito abundantes, as senhoras, em vez de os disfarçarem, disfarçam-se elas próprias. Chega até nós a notícia de que, nos Estados Unidos, foram postas à venda umas pálas especiais, fabricadas em Singapura, que servem exactamente para tapar o buço, aplicando-as sobre aquela região, presas às orelhas por uns atilhos. Vendem-se em várias cores e com aromas delicados.
E, no entanto, o buço é tão simples de extrair, bastando um pouco de paciência e a confecção de um creme, cuja invenção data de há uma data de anos. É a famosa Pomada Buçal, que já as egípcias usavam para tirar o buço. Diz-se mesmo que a própria Cleópatra usava essa pomada, embora alguns historiadores de cosmética garantam que isso é uma mentira enorme, já que o nariz da Cleópatra era suficientemente extenso para tapar o buço.
Ora bem, a receita é simples: arranje 500 gramas de farinha de trigo e misture com 250 gramas de algodão em rama, um dente de alho, duas cebolas picadas com um alfinete, uma lata de graxa castanha, um pouco de noz mosca e derreta tudo em banho-maria ou Manuel, conforme. A mistura obtida é passada depois pelo picador e novamente se amassa até formar uma pasta de consistência duvidosa, assim entre a argamassa e o granito. Em seguida, aplica-se sobre o buço, tendo o cuidado de evitar o nariz. Há casos de senhoras que ficaram sem o nariz ao retirar a pomada…
Depois de bem aplicada, deixa-se ficar durante 22 horas e 52 minutos, findos os quais se puxa por aquilo como se fosse fita-cola. Em princípio, os pelinhos saem com um gritinho de dor. No entanto, pode acontecer que não saiam e, nesse caso, não sei.
Bom dia e paciência para todas são os desejos de Lizete Rimel, cujo buço faria inveja ao próprio Bismark.
- in Programa da Manhã da Rácio Comercial com Júlio Isidro, 13/12/1983
Mentirolário – vocabulário da mentira
* Quando um fémur se encontra num braço, estamos na presença de um mentirosso
* A mentira nas horas de lazer recebe o nome de mentirócio
* Aqueles répteis cinzentos e repelentes que se fazem passar por simpáticas lagartixas, são as mentirosgas
* Quando um norueguês afirma que a capital do seu país é Nouatchock, deve-se chamar-lhe mentiroslo
* Um herpes simplex que se faz passar por herpes zooster, recebe o nome de mentirzona
* Uma fila em que as pessoas passam à frente umas das outras, inventando as desculpas mais incríveis, chama-se aldrabicha
* Quando aquele nosso amigo muito mentiroso nos convida a dar um passeio no seu iate novo, estamos perante um aldrabote
* Um cão que mia é um grande aldracão
* Se tem pé de atleta na mão, não passa de um aldramão
* Uma rapariga muito feiinha que vence um concurso de beleza é certamente uma aldramiss
* Um daqueles gangster manhosos que não consegue impor respeito aos seus capangas é, sem dúvida, um aldraboss
- Pão com Manteiga – abril de 1988
Fertilidade
Fertilidade é sempre muita coisa, toneladas, aos montes, à brava, em abundância, para dar e vender, de sobra, em excesso, catadupas.
Fertilidade é um beijo hoje e gémeos nove meses depois.
Fertilidade é abrir, com uma única chave, todas as portas.
Fertilidade é Mozart.
Fertilidade é cuspir na terra e fazer nascer um faval.
As origens da fertilidade perdem-se nos tempos sem idade do nevoeiro da História.
Tudo começou com duas irmãs, provavelmente gregas: Ester e Ferter.
Ester e Ferter deitaram-se com o mesmo homem, Alfredo de Seu Nome.
Alfredo de Seu Nome era o reprodutor por excelência. Setenta por cento dos habitantes de Penopoulos era filho de Alfredo de Seu Nome.
Por isso, Ester e Ferter com ele se deitaram, uma de cada vez, noite sim, noite não, durante 31 dias.
Três meses depois, Alfredo de Seu Nome olhou para o ventre de Ester e apenas viu o umbigo. Olhou então para o ventre de Ferter e viu-o globoso, com a pele esticada, lustrosa, sob tensão.
Os meses passaram e enquanto o ventre de Ester permanecia liso e chato, o de Ferter crescia de uma maneira preocupante.
Nove meses passaram e o corpo de Ester não deitou ao mundo nada que não tivesse deitado antes.
Pelo contrário, Ferter deu à luz sete filhos – mais tarde conhecidos como os sete magníficos: Yul Breyner, Charles Bronson, Steve McQueen, Eli Wallach, Robert Vaughn e mais dois.
Foi assim que, de Ester veio a esterilidade e de Ferter, o filme de John Sturges, com a duração aproximada de 127 minutos, já disponível em vídeo.
Plurales, plurães, plurões, plurãos ou pluralistas
Abundância é plural.
E o plural é muito mal tratado na nossa língua. Esta a conclusão a que chegou o Grupo de Trabalho do Gabinete de Estudos Linguales do Pão com Manteiga.
Com efeito, se o plural de televisão é televisões, o de cão deveria ser cões. Mas se o plural de cão é cães, o de mão deveria ser mães – mas este é o plural de mãe. O verdadeiro plural de mão é mãos, pelo que o de capitão deveria ser capitãos. Ora, se o plural de capitão é capitães, o de limão deveria ser limães. Mas se o plural de limão é limões, o de mão deveria ser mões. Mas se é mãos, o plural de patrão deveria ser patrãos – ou patrães, já que o plural de pão é pães.
Por outro lado, o plural de qualquer é quaisquer, pelo que o plural de halter deveria ser haister.
Não esquecer ainda que, se o plural de barril é barris, o plural de projéctil deveria ser projectis – mas é projécteis. E, neste caso, o plural de funil deveria ser funeis.
O próprio plural de plural é plurais e não plurales, como deveria ser, já que o plural de mal é males, e não mais.
Nem mais!
- in Pão com Manteiga, março de 1988
Grandes segredos bíblicos
* Quando Jesus disse que era mais fácil a um camelo passar pelo buraco da agulha do que a um rico entrar no reino dos céus, não contou com uma coisa muito importante: alguns ricos são mesmo uns grandes camelos!
* Os mistérios de deus são mesmo insondáveis. Se há um anjo da Guarda, por que razão não há um anjo da Covilhã? Fica ali a dois passos!
* Por vontade expressa de Jeová, o Egipto é mais rico que a Checoslováquia. Sete pragas a uma
* De Sodoma, ainda nos chegou a sodomia. Agora, de Gomorra, nada… A gomorria deve ser cá uma indecência!
* Está provado: o dilúvio apanhou os meteorologistas desprevenidos
* Ao andar sobre as águas, Jesus inventou o surf
* Afinal, parece que 30 dinheiros velaram a pena. Não há dúvida que Judas é o mais famoso dos apóstolos
* Original foi o pecado de Adão e Eva. Todos os outros não passam de cópias
* Caim matou Abel porque não havia mais ninguém à mãe e matar os pais não era muito bem visto, mesmo naquele tempo
* A profissão do pai acaba sempre por influenciar o filho. S. José era carpinteira e trabalhava com madeira e pregos. O seu filho foi pregador
* Se deus tivesse um pouco mais de calma e gastasse, pelo menos, mais vinte dias a fazer o mundo, talvez isto fosse mais bem feitinho
* Como a sua mulher fosse estéril, Abraão dormiu com a serva – que assim se tornou a precursora das barrigas de aluguer
- in Pão com Manteiga – março 1988
Fenómenos Estranhos
Indivíduos estranhos (excerto)
* Em Frankfurt existe um homem tão míope que precisa de óculos para dormir.
* Em Sydney é conhecido o caso daquele homem tão pequeno que tem de subir a um banco para atacar os sapatos.
* Em Liverpool todos conhecem o caso do homem tão magro que a gravata lhe fica larga nos ombros.
* Algures no Utah existe um senhor que, sempre que coça a cabeça, se acende uma luz no joelho esquerdo. Não precisa de pilhas.
* Em Nova Deli há uma mulher de ascendência anglo-britânica que tem uma boca tão pequena que só consegue alimentar-se de esparguete.
* Pelo contrário, em Kampala, há uma outra mulher com uma boca tão grande que consegue comer um melão inteiro de uma só dentada, desde que feche um bocadinho a boca.
* Em Antuérpia viveu um homem que tinha as duas orelhas do mesmo lado da cabeça. Felizmente para ele, do outro lado tinha o nariz.
* Perto de Pequim habita um camponês tão velho que assistiu ao próprio nascimento.
Fenómenos estranhos (excerto)
* Um cientista dinamarquês conseguiu, ao fim de 5 anos de trabalho penoso, demonstrar que, afinal, as estátuas dos gigantes da ilha da Páscoa, não se movem. Como se sabe, era aceite que essas estátuas se deslocavam cerca de 6 milímetros por ano, em direcção ao mar e, quando atingissem as águas, o ayatollah Khomeiny aceitaria escrever uma peça de teatro com Miguel Esteves Cardoso. Khadafi forneceria as anfetaminas. No entanto, o notável cientista dinamarquês – um tal Sjorgen qualquer coisa – esteve 5 anos sentadinho na ilha da Páscoa, vigiando as estátuas dia e noite, e afirma peremptoriamente, que elas não se mexeram.
* Gregory Stewart, hortelão de Ohio, afirma ter ouvido uma das suas couve-flor proferir, em tom profético, «you Bloody bastard!». Verificou-se, mais tarde, que eram os tomates de Stewart que falavam e o norte-americano foi acusado de praticar ventriloquia em vegetais, sem a devida autorização do sindicato.
* Extraordinário fenómeno de telequinésia na 7ª Avenida, em Nova Iorque. Todo o conteúdo de uma ourivesaria foi deslocado pela força mental de um extra-sensorial para o interior de uma carrinha a diesel que, por sua vez, se deslocou pelos seus próprios meios, para bem longe dali.
* Em Abbiate Guazzone, subúrbio da pequena cidade de Tradate, a alguns quilómetros de Varese, em plena Lombardia, isto é, Itália, sem tirar nem pôr, Bruno Facchini, um homem de 40 anos e dois filhos, decidiu ir à retrete após uma valente tempestade. A retrete situava-se do outro lado do pátio e Facchini teve que se deslocar cerca de 10 metros. Quando regressava a casa, após ter satisfeito as suas mais elementares necessidades, viu um reflexo, uma cintilação que cortava a obscuridade do seu pátio. Tinha deixado a lâmpada fosforescente da cozinha acesa.
* Em Aveiro, a senhora de Castro Sintra afirma ser capaz de influenciar a saída das cartas numa jogatana de poker. Partiram-lhe dois braços.
* Na Nova Cantuária é encontrado um túmulo de um homem que, segundo os primeiros estudos, teria falecido há mais de 3 mil anos. O corpo estava intacto, as roupas praticamente novas e o próprio morto confirmou, depois de muito instado, que morrera há uma porrada de anos.
* Dois ovnis aterram em Alverca, mas ninguém vê.
Fenómenos estranhos em Portugal (excerto)
* Em Avintes, uma galinha pôs um ovo cosido com esse.
* Em Ourique, existe uma árvore genealógica com 3 metros de altura
* Em Sernancelhe nasceu uma pata com um erro genético nas vogais.
* Em S. Bento existe uma fonte geralmente bem informada que nunca deu água. Apenas mete.
* Em Viana do Castelo o sr. Rebordão tem tomates do tamanho de melões no seu quintal. Já foram fotografados e tudo.
* Em Tomar, perto do rio Nabão, foi encontrado um gambuzino com o dobro do tamanho habitual e ainda mais verde.
* Na Amareleja existe um barbeiro tão desajeitado que só faz a barba aos outros. A ele, corta-se
* Na Amadora, um gato tentou suicidar-se e só conseguiu à oitava tentativa.
Mais fenómenos estranhos
* Andar com os dois pés no chão ao mesmo tempo
* ter caspa na cabeça dos dedos
* ter umbigo na barriga das pernas
* voar nas asas do nariz
* fazer o ninho atrás da orelha e pôr ovos no sovaco
* ir para a cama com todas as meninas dos olhos
* usar soutien nos peitos dos pés
* atirar tudo para trás das costas das mãos
* estar pelos cabelos, sendo careca
* atar os nós dos dedos
* subir ao alto da cabeça
* meter a mão na consciência e sujá-la
* morrer e ir para o céu da boca
* pôr supositórios pelo rabo do olho
* ter o coração aos saltos em altura
* sofrer de dores na bacia e ser operado ao bidé
* jogar andebol no pavilhão auricular
* ter um olho de vidro martelado
* curar a bebedeira do intestino grosso
* ter as costas largas e só entrar em casa de lado
* lavar os dentes com a pasta de executivo
* ensebar o couro cabeludo
* usar pêra no queixo e nêspera nas orelhas
* ter as maçãs do rosto com bicho
* ter uma corda na garganta e engoli-la
* despir o sobretudo e vestir o realmente
* estender o cabelo escorrido
* tomar o pulso com um copo de água
* ter garrafas de tinto na caixa dos pirolitos
* colocar lentes de contacto nas pupilas do sr. Reitor
* pôr óleo nos maxilares para não ranger os dentes
* bocejar com a boca de incêndio
* engolir em seco debaixo de água
* usar suíças na Alemanha
* dormir ao ralenti e constipar-se devagarinho
* beber uma cervejinha e comer os caracóis do cabelo
* ter a cara cheia de pés de galinha, a cabeça cheia de bicos e pôr ovos pelos ouvidos
* ser analfabeto, ter nariz aquilino e chamar-se Ribeiro
* ser um testa de ferro e enferrujá-la numa noite húmida
- Programa Pão com Manteiga – 2 de janeiro de 1983
Futebol – modalidade multifacetada
Quando o guarda-redes rechaça com os punhos – é boxe
Se o avançado executa um pontapé de bicicleta – é ciclismo
Se o guardião mergulha aos pés do adversário – é natação
Se o avançado dispara à queima-roupa – é assassínio
Se fuzila o guarda-redes – é carrasco
Se dispara sem preparação – é assassínio involuntário
Quando a bola bate na barra – é galo
Se passa por baixo das pernas do guarda-redes – é frango
Se bate duas vezes na barra e não entra – é vaca
Se o avançado está à mama – é a zoologia completa
Se a bola pinga sobre a baliza – há molho
Se os avançados fazem tabelinha – é bilhar
Quando o jogador chuta na relva – é desprezo pelos espaços verdes
Quando atira para a terra de ninguém – é um perdulário
Quando o avançado surge isolado na grande área – é a solidão
Quando o defesa corta – há sangue
Quando o defesa se corta – é maricas
Se o jogador se agarra muito à bola – é fanático
Se passa em profundidade – é escafandrismo
Quando o avançado se interna no campo adversário – está doente
Se se agarra muito à linha – é alfaiate
Se o guardião defende in extremis – é latim
Se o defesa alivia de qualquer maneira – é porcalhão
Se o defesa, atento, está sempre em cima do adversário – é a dor nas costas
Quando o avançado centra solicitando a cabeça de um companheiro – é um sanguinário
Se o guardião oferece o corpo à bola – é um depravado
Se o jogador vai a todas – é um garanhão.