Um partido sexy que tira para fora

O CDS tem um novo líder.

Chama-se Francisco Rodrigues dos Santos, mas todos lhe chamam Chicão.

Quando era pequenino, era o Chiquinho, mas depois foi para o Colégio Militar e passou a ser Chicão.

Chiquinho era mariquinhas de mais para um aluno do Colégio Militar.

Chicão tem 31 anos e diz que é conservador.

Foi ao Congresso do CDS acompanhado pela noiva. Note-se que não é namorada, é noiva, que é um estatuto muito mais sério.

Chicão quer um CDS mais encostado à direita. Um CDS onde os militantes se cumprimentem com um único beijinho. Sabemos que é contra a adopção por casais do mesmo sexo, contra o casamento entre homossexuais e contra o aborto.

Como o lugar das mulheres deve ser em casa, a tratar da prole numerosa, a nova direcção do CDS só tem homens. A política é coisa de homens, evidentemente.

No seu discurso, disse que, “Quando o combate aperta até fascistas somos todos”. Todos, os do CDS, presume-se.

Portanto, já sabemos ao que o Chicão vem…

Disse, também, que quer transformar o CDS num partido sexy.

Ora, sendo contra o aborto, ou opta pela abstinência, ou tira para fora.

Indicadores do SNS – Que diz a isto Sr. Bastonário?

Exerci Medicina durante 40 anos, sempre no SNS, 33 dos quais como Médico de Família e já sabia que o nosso SNS era excelente, universal, tratando todos da mesma maneira e com grande cuidado na prevenção.

A OCDE faz estudos. A OCDE é uma instituição insuspeita; não consta que seja esquerdista…

Segundo a OCDE, nos EUA, morrem 175 pessoas por cada 100 mil por causas que podiam ser evitáveis; a média dos países da OCDE é de 133; em Portugal, o número desce para 110.

No que respeita à taxa de internamento por diabetes, na Alemanha, 209 doentes em cada 100 mil pessoas, são internadas por esses motivo, em França, 151, na Bélgica são 139, na Dinamarca, 92, na Noruega, 77 – em Portugal, apenas 52 (a média na OCDE é de 129!).

Quanto a mortes por enfarte, a média da OCDE é de 115 por 100 mil; na Alemanha, esse número desce para 102, na Noruega, para 66, mas em Portugal é apenas de 51.

Mortes por cancro: média da OCDE – 201 por 100 mil. Dinamarca, por exemplo, 230; Portugal – 196.

Finalmente, sobrevivência de cancro da mama após 5 anos: na OCDE, a média é de 97.4 anos. Portugal é o quarto país com melhor taxa – 98.7 %.

Que merda de SNS nós temos, na verdade!…

Os leitores do Expresso elegem Ventura!

Todos os anos, o Expresso elege as figuras nacional e internacional do ano.

A redacção escolhe um lote de candidatos e, depois, procede-se à votação.

Este ano, escolheram para candidatos a figuras nacionais do ano, o cardeal Tolentino Mendonça, António Costa, Margarida Matos Rosa, Jorge Jesus, Joacine Katar Moreira e o fascista André Ventura.

Para figuras internacionais do ano, escolheram Donald Trump, Boris Johnson, Ursula Von Der Leven e Greta Thunberg.

Não vou comentar estas escolhas. Os jornalistas do Expresso lá sabem por que carga de água metem no mesmo saco um treinador de futebol que ganhou a Taça dos Libertadores e um primeiro-ministro que conseguiu concluir quatro anos de governo com o apoio do PCP, um cardeal que foi nomeado responsável pelo arquivo do Vaticano e um tipo que comenta jogos de futebol e que foi eleito para o Parlamento por um partido chamado Chega!, com ponto de exclamação e tudo…

As escolhas internacionais são muito mais coerentes: um presidente, um primeiro ministro, uma líder da União Europeia e uma activista pelo clima.

No que respeita à escolha da figura internacional do ano, a redacção do Expresso escolheu a Greta Thunberg.

Escolha óbvia. A adolescente sueca arrastou multidões, trouxe a discussão das alterações climáticas para as primeiras páginas e conseguiu irritar muita gente.

Já no que respeita à escolha da figura nacional, o Expresso decidiu-se pelo cardeal Tolentino Mendonça – decisão corporativa, já que o cardeal colabora com o Expresso há alguns anos, com uma coluna semanal. De resto, que importância tem para o comum dos portugueses o facto do cardeal ter sido nomeado para um cargo importante no Vaticano? Poderá vir a ser Papa? E depois?…

Mas o que mais me interessa nesta iniciativa do Expresso é que o semanário decidiu pôr à votação dos leitores a escolha das figuras do ano.

É uma atracção fatal.

Abomino programas do estilo fórum, em que os ouvintes/telespectadores são convidados a dar a sua opinião sobre tudo. O Sr. Vitorino, reformado de cascais, telefona a dizer a sua douta opinião sobre os incêndios, as inundações ou Orçamento do Estado, assim como sobre as carreiras fluviais do Tejo ou os novos passes sociais.

Desta maneira, as estações de rádio e televisão enchem horas de emissão com opiniões bacocas e, muitas vezes, ideias erradas, nunca contrariadas e que passam como verdadeiras.

E qual foi o resultado da votação dos leitores do Expresso?

Simples: André Ventura e Donald Trump!

Trump conseguiu 52% dos votos dos leitores do Expresso, enquanto Ventura arrebatou 89% dos votos!

Espectacular!

Isto quer dizer que quase 9 em cada 10 leitores do Expresso acham que André Ventura foi a figura nacional mais importante de 2019.

Se eu fosse director do Expresso, demitia-me!…

José Mário Branco (1942-19.11.2019)

Tomei contacto com a música de José Mário Branco, pela primeira vez, em novembro de 1971, no extinto Cinema Roma.

Encontrei notícia desse encontro aqui, num texto de Rogério Santos, Estudos da Rádio em Portugal.

Diz o autor: “De indicativo musical composto pela banda Pop Five Music Incorporated, o programa (Página Um) (…) fez emissões ao vivo (…) do cinema Roma, aqui a estrear os discos de José Mário Branco (Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades) e de Sérgio Godinho (Os Sobreviventes) (novembro de 1971). Os discos foram apresentados faixa a faixa pelos autores, em entrevista em directo, conduzida por Adelino Gomes. Como os músicos viviam exilados em Paris, no palco puseram-se duas cadeiras, e, no lugar deles, um gravador e as bobinas da música. O espectáculo foi público e estiveram cerca de 50 pessoas”

Eu fui uma dessas 50 pessoas.

Em novembro de 1971, tinha 18 anos e não perdia uma emissão do Programa de rádio Página Um, da Rádio Renascença, apresentado por José Manuel Nunes e com reportagens de Adelino Gomes (que haveria de ser meu colega jornalista na redacção da RTP, depois do 25 de Abril).

O Programa passava música anglo-saxónica e música de intervenção portuguesa (Zeca Afonso e quejandos).

Os Pop Five Musica Incorporated era uma banda pop-rock que integrou, entre outros, o irmão de Sérgio Godinho, Paulo Godinho, David Ferreira, Tó Zé Brito, Miguel Graça Moura.

Lembro-me que, sentado na plateia do cinema Roma, fiquei logo fascinado com a música do José Mário Branco. Como era possível aquela sonoridade num disco de um português?

Todas as músicas eram excelentes: Cantiga para pedir 2 tostões, Cantiga do fogo e da guerra, O charlatão, Queixa das almas jovens censuradas, Nevoeiro, Mariazinha, Casa comigo Marta, Perfilados de medo, Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Os arranjos eram todos diferentes do que tinha ouvido até aí. Era possível fazer uma música de intervenção com qualidade e moderna!

Claro que comprei o disco, assim que saiu em Portugal, e acompanhei a carreira do José Mário Branco, mesmo naquele período mais ou menos louco do GAC (tenho os vinis todos e, ainda hoje, cantamos, em coro, Na herdade de Albernoa… e destaco o grande Pois Canté!).

Como não gosto muito de fado, a carreira do José Mário Branco como produtor de discos de fado, nomeadamente, do Camané, passou-me ao lado – mas não posso esquecer o Inquietação e aquela espécie de melopeia/manifesto anti-FMI, que ainda hoje me emociona e tenho dificuldade em ler todo aquele arrazoado, sem um nó na garganta.

Os meus sinceros agradecimentos a José Mário Branco

O Coiso – na net há 20 anos!

O Coiso saiu à rua, pela primeira vez, em 7 de Março de 1975 e afirmava ser “o semanário de maior penetração no país”.

Era feito nas tipografias do saudoso jornal República, e tinha como principais mentores, o director comercial desse jornal, Álvaro Belo Marques, o Ruy Lemos (director), o grande Mário-Henrique Leiria (chefe de redacção), o José António Pinheiro e eu próprio. Os cartoons e bonecos em geral estavam a cargo do Carlos Barradas, Carlos Brito, Fred – e muitos outros colaboraram nessa pequena loucura durante 11 semanas.

Depois, o jornal República fechou, vítima dos acontecimentos turbulentos do chamado prec (processo revolucionário em curso), e O Coiso acabou. Ainda se publicaram mais dois números, com uma redacção muito desfalcada, e O Coiso murchou de vez.

Sempre senti O Coiso como meu, por razões que eu cá sei e, por isso, em novembro de 1999, meti O Coiso na net.

E, com maior ou menor assiduidade, O Coiso cá tem andado – e já lá vão 20 anos!

Parabéns ao Coiso!

O milagre das Glock

Conta a lenda que o dono de uma empresa avícola, de nome Manuel Gonçalves das Neves, aceitou exportar para a Guiné-Bissau, umas quantas pistolas Glock e respectivas munições, gamadas à PSP por João Paulino e António Laranjinha, especialistas na matéria.

Preparando-se para enviar para a Guiné um carregamento de ovos produzidos pelas galinhas da sua empresa, foi abordado pela Judiciária, que o terá interrogado:

“Manuel, que levais aí, senhor?”

“São ovos, senhor polícia, são ovos!…” – exclamou Manuel.

Foram ver e eram mesmo ovos!

Só que, entre os ovos, estavam também carregadores e munições para as Glock fanadas.

E o empresário foi preso, o que foi uma injustiça, já que ele pretendia, apenas, ajudar os guineenses a defenderem-se.

Este bastonário não me representa

Miguel Guimarães foi eleito bastonário da Ordem dos médicos em 2017 por 10 830 médicos, de um total de 50 680 inscritos na Ordem.

No entanto, nas eleições, Guimarães obteve 73% dos votos, uma vitória esmagadora sobre os opositores, Álvaro Beleza incluído.

O problema é que apenas 29% dos médicos inscritos na Ordem se deram ao trabalho de votar, o que quer dizer que Guimarães, embora represente a maioria dos médicos votantes, apenas se pode outorgar o direito de falar por cerca de 20% dos médicos inscritos.

É pouco.

É sobretudo pouco quando Miguel Guimarães, em vez de se “limitar” às questões relacionadas com a ética e a formação médica, se lança na política partidária, atacando permanentemente o Governo, contribuindo para os problemas, em vez de fazer parte das soluções do SNS.

Aqui há uns meses, surgiu a notícia de que a Galiza queria contratar médicos portugueses, oferecendo-lhes altos salários. Logo Guimarães se chegou à frente, surgindo nas televisões, dizendo que, em Espanha, os médicos eram muito mais considerados que em Portugal e que era natural que aceitassem sair do país para trabalhar aqui ao lado.

Quando, algum tempo depois, se percebeu que os tais altos salários eram promessas vãs e que os médicos que aceitassem ir trabalhar para a Galiza, teriam que saltar de serviço em serviço, fazendo várias urgências por semana para conseguir as tais remunerações principescas, não ouvi o bastonário vir pedir desculpa e fazer o contraditório.

Nas várias declarações que tem feito – e que são muitas – oiço-o sempre “defendendo” o SNS sem nunca dizer aquilo que ele sabe, melhor do que eu, que está na génese da falta de médicos no serviço público: a fuga para os hospitais privados.

Como é possível que um bastonário aceite que os membros da sua Ordem sejam formados pelas Universidades públicas, façam os estágios nos hospitais públicos, se especializem nos hospitais do SNS e, assim que são especialistas, se pirem para os privados?

E depois, quando o novo governo é anunciado, os média anunciam: “os médicos contra a continuidade de Marta Temido e Mário Centeno”

E lá aparece o bastonário, com aquele seu ar superior, a dizer que António Costa “não está a saber aproveitar a nova oportunidade que os portugueses lhe deram”, ao manter em funções a ministra da Saúde e o ministro das Finanças!

Mas será que este palerma não percebe que mais de 2 milhões de portugueses votaram no PS e que isso legitima as escolhas do Costa?

Será que Guimarães pensa que os 50 680 médicos inscritos na Ordem votaram no PSD, no CDS ou pior?!…

A Gaiola das Malucas

Morais Sarmento, o ex-boxeur do PSD, classificou o seu partido como uma gaiola das malucas.

Gaiola das Malucas – no original, La Cage aux Folles – é um filme italo-francês de 1978, realizado por Édouard Molinaro, com Ugo Tognazzi e outros.

O filme conta a história da chegada de Laurent Baldi à casa dos pais, um casal homossexual formado por Renato, o gerente de uma boate drag de Saint-Tropez, e Albin, a atracção principal do estabelecimento. Laurent volta para casa para anunciar que está noivo de Andrea, filha do político ultra-conservador Simon. Com a ocorrência de um escândalo sexual no seu partido político, Simon decide casar sua filha com Laurent para poder fazer os média esquecer tudo, sem imaginar como é a família do noivo.

Acho que não é preciso dizer mais nada sobre o PSD…

A esfinge de Boliqueime está triste

Cavaco Silva fez saber que está triste com o resultado do PSD nas eleições legislativas.

Habituado a maiorias absolutas, não consegue digerir os 28% de Rui Rio – e faz questão de o dizer publicamente, o que equivale a uma facada nas costas do actual líder do PSD.

A criatura foi comparada a um eucalipto, que tudo seca à sua volta. Ainda hoje, quando o vejo na televisão, não consigo tirar essa imagem da cabeça. Cavaco faz mesmo lembrar um eucalipto – hoje em dia, um eucalipto velho, seco, depauperado e com uma azia do camandro!

Deve ser difícil para ele ver um socialista ocupar o seu lugar durante tantos anos. No entanto, apesar de se afirmar triste, no fundo, Aníbal deve sentir uma pontinha de felicidade por assistir à derrota de Rio, de quem não gosta especialmente.

De quem ele gosta, pelos vistos, é da Maria Luís Albuquerque, aquela especialista em swaps.

Nesta sua afirmação pública de tristeza, Cavaco lembra o nome de Maria Luís, dizendo que ela é “uma das mulheres com maior capacidade de intervenção que conheci”.

Será que a Dona Maria Cavaco Silva teve conhecimento destas afirmações?

Algo vai mal no reino de Boliqueime!…

E ainda se queixam do SNS!…

Fui fazer um tac crânio-encefálico e um angio-tac das carótidas à Cuf Almada. Como tenho ADSE, “só” paguei o que consta da tabela deste subsistema, isto é, 74 e 130 euros, respectivamente. Depois, enviei a factura para a ADSE e aguardo que me seja feito o reembolso de parte daquela despesa.

Para todos os efeitos, paguei 200 e tal euros à Cuf para que me fizessem aqueles dois exames.

Fiz os exames sem qualquer problema, o atendimento, por parte da técnica, foi excelente.

Paguei os 200 e tal euros na secretaria e, quando ia a sair da Clínica, recebi um sms da Cuf, informando-me que o exame tinha sido cancelado.

Espantado, voltei à secretaria e perguntei à funcionária: então, o exame que acabei de fazer foi cancelado?

Ah! Não ligue!… – exclamou a funcionária – fez o exame, não fez?… então…

Encolhi os ombros e deixei a Clínica com a indicação que os exames estariam prontos no dia 30, mas era melhor só os ir levantar no dia seguinte.

Assim fiz. Ontem dia 1 de outubro, lá estava na Clínica Cuf Almada, para levantar os meus tão ansiados exames, os que iam determinar se tinha, ou não, uma carótida entupida, se tinha, ou não, alguma sequela de um eventual avc.

Não estavam prontos.

Disse-me a menina da secretaria que o médico se tinha atrasado, mas, se quisesse levar o cd com as imagens, depois, podia consultar o relatório na app mycuf. Embora desiludido, e ansioso, aceitei o que a menina me disse e sentei-me, aguardando que o cd fosse gravado.

Entretanto, percebi que havia um problema qualquer de folgas e que as senhoras da secretaria estavam preocupadas com isso e, uma delas, aquela que me atendeu, estava até a choramingar.

Aguardei…

Vi, depois, que o encarregado de transcrever os relatórios, chegou ao serviço e que a sua colega administrativa lhe explicou que um senhor (eu), tinha lá ido buscar os exames, mas que ainda não estavam prontos. “Mas ele já levou o cd”, disse a administrativa.

Fui ter com ela e lembrei-lhe que continuava à espera do cd. Olhou-me com surpresa; já não se lembrava de mim e só tinham passado alguns minutos!

Enfim, lá me deu o cd e avisou-me que o relatório estaria no mycuf talvez só amanhã!

Regressei a casa um pouco chateado: o resultado daqueles exames era mesmo muito importante para a decisão terapêutica.

Mas aguardei…

Durante a tarde, consultei, de vez em quando, a app mycuf, mas nada constava, no menu “resultado de exames”.

Até que, a meio da tarde, alguém me telefonou da Cuf, informando-me de que o relatório dos meus exames estava, finalmente, pronto. Poderia ir levantá-lo. Quanto ao mycuf, talvez lá surgisse o relatório, mas era coisa para demorar umas horas…

Pela segunda vez, desloquei-me à Clínica Cuf Almada e, finalmente, levantei o relatório dos meus exames que, felizmente, estavam melhores do que eu esperava.

Quando cheguei a casa, tinha, na caixa do correio, uma carta da Cuf avisando-me que teria de pagar um adicional de 12 euros devido ao contraste que foi utilizado no angiotac.

Tinha estado, por duas vezes, pessoalmente, na Clínica e nenhuma das administrativas me avisou disso e, só depois de ter regressado a casa, é que fico a saber que ainda devo mais 12 euros! Quem me enviou aquela carta, afinal?!

Praguejei e paguei os 12 euros por transferência bancária.

Passado algum tempo, recebo um sms a avisar-me de que deveria pagar os 12 euros; se não o fizesse, ficaria sujeito a juros!

Quanto aos relatórios dos meus exames, nada constava na aplicação mycuf.

E nada continuava a constar hoje, quase 24 horas depois.

E ainda dizem mal do SNS!…