Posts Tagged ‘televisão’

Dexter – 2ª e 3ª temporadas

Thursday, August 12th, 2010

Michael C. Hall faz um Dexter perfeito.

As 2ª e 3ª temporadas desenvolvem a personagem do psicopata controlado que consegue viver em sociedade, satisfazendo a sua necessidade de matar eliminando assassinos que a justiça não consegue condenar.

Depois de ter morto o irmão, no final da 1ª temporada, Dexter vê-se obrigado a matar o seu único amigo, no final da 3ª temporada e casa-se, o que vai ser óptimo como disfarce. Quem vai desconfiar do técnico forense casado e com um filho a caminho?

Entretanto, Michael C. Hall adoeceu com um linfoma mas, felizmente, parece estar a recuperar e há-de conseguir fazer a 4ª temporada desta que eu considero uma das melhores séries ainda no ar.

Boston Legal

Tuesday, July 20th, 2010

Pela primeira vez vi uma série toda de enfiada e não me arrependi.

Boston Legal passou na ABC entre 2004 e 2008 e é uma criação de David E. Kelley, autor de outros êxitos televisivos como a série Ally McBeal.

Tendo por base uma firma de advogados, a Crane, Poole & Schmidt, a série caracteriza-se pelos grandes “bonecos” criados por William Shatner (Denny Crane) e sobretudo por James Spader (Alan Shore).

Denny Crane é um advogado septuagenário que em tempos foi famoso, gabando-se de nunca ter perdido um caso. Republicano, conservador, reaccionário, Crane está a braços com um Alzheimer no seu início, que muitas vezes serve de desculpa para dizer e fazer grandes barbaridades.

Alan Shore é o advogado das causas perdidas, defendendo-as sempre com grande brilhantismo. Democrata e progressista, pelo menos comparado com Crane, aceita os casos mais absurdos, acabando sempre por apresentar uma argumentação fortemente politizada.

Outra característica da série é a cena final de cada episódio, em que Crane e Shore conversam na varanda do escritório, fumando um charuto e bebericando Chivas Regal. Os diálogos são quase sempre deliciosos e é fantástico como foi possível escrever 101 destes diálogos, sem que nunca sejam banais.

As figuras secundárias, tirando Candice Bergen, que é a Schmidt, uma advogada contida e que terá sido uma devoradora de homens (incluindo Crane), têm pouca importância na série, se comparadas com os dois principais.

Já conhecia Spader de filmes como “Sex, Lies & Videotape”, mas em Boston Legal ele compõe uma figura que vai perdurar na história das séries. Menos brilhante, mas também muito divertida a participação do ex-capitão Kirk, William Shatner.

Californication – 2ª temporada

Thursday, May 13th, 2010

A maior parte das séries de televisão norte-americanas desta nova fornada, começa muito bem mas vai perdendo gás ao longo das temporadas. As excepções (Sopranos e The Wire), confirmam a regra.

Californication ainda só vai na 2ª temporada e, por enquanto, mantém a mesma performance. Claro que não se compara a qualidade desta série soft-porno-chic, com The Wire, por exemplo – são coisas completamente diferentes, mas Californication é divertida, mantém um andamento apreciável e como os episódios são curtos, não chega a chatear.

Duchovny, no papel do escritor falhado, continua o seu underacting e, com aqueles olhos de carneiro mal morto, vai papando as miúdas todas da série, mas sempre sem querer e com uma dose de culpabilidade que dura 10 minutos.

Gosto muito da personagem de Charlie Runkle, interpretada por Evan Handler, masturbador compulsivo, agente de actrizes porno falhadas e que parece estar sempre no local errado, à hora errada.

Vejamos se a 3ª temporada mantém o ritmo das duas anteriores.

House – 5ª temporada

Friday, April 23rd, 2010

A 5ª temporada de House tenta regressar às origens, apresentando alguns casos clínicos interessantes, apesar de raríssimos e altamente improváveis.

House continua intratável e consegue sempre fazer esquecer o doente e fazer centrar sobre si próprio as atenções de todos, desde a directora do hospital ao pobre do Dr. Wilson, que House manipula a seu belo prazer.

A meio da série, um dos seus discípulos suicida-se (devia querer mudar de emprego), House fica abalado, aumenta a dose de Vicodin, começa a ter alucinações (que o tradutor insiste em chamar “delírios”!) e faz um “cold turkey” com a ajuda da directora do hospital, acabando por ir para a cama com ela.

Vamos ver como os argumentistas descalçam esta bota na 6ª temporada: um House “clean” e tendo um caso com a Cuddy é capaz de não ter tanta graça.

“Planet Earth”

Thursday, April 8th, 2010

Esta série de documentários da BBC, datada de 2006, merece ser vista assim, em dvd, um episódio todas as noites, para termos uma ideia da grandiosidade do projecto.

Os episódios, de cerca de uma hora, contêm, no final, uma pequeno “making of”, que nos mostra algumas das técnicas usadas para conseguir imagens únicas.

E vamos viajando pelo mundo, através dos episódios: pole to pole, mountains, fresh water, caves, deserts, ice worlds, great plains, jungles, shallow seas, seasonal forests e ocean deep e um último dvd com o título “The Future” e com mais três episódios: saving species, into the wilderness e living together.

A narração é de Sir David Attenborough e, como não tem legendas, é por vezes difícil de perceber o que o senhor diz, porque o timbre da sua voz se confunde com a banda sonora – mas apenas por momentos.

Gostei da experiência e vou arranjar mais séries destas para (re)ver.

Precisão – até no erro!

Thursday, March 11th, 2010

Ontem à noite verifiquei que estava sem televisão, sem internet e sem telefone fixo.

É o que dá colocar todos os ovos no mesmo cesto.

Liguei para o Apoio ao Cliente da Zon e atendeu-se um Gonçalo qualquer.

Muito simpático e aparentemente feliz por estar a falar comigo, o Gonçalo Qualquer, depois de indagar o meu número de cliente e de consultar O SISTEMA (sempre com letra grande), informou-me que, de facto, havia uma avaria na minha zona.

Mais me informou que a avaria estava a ser resolvida e que havia uma previsão: estava previsto que o problema fosse resolvido às 0h32 do dia 11 de março.

Não às 0h30, não pouco depois da meia-noite, não por volta da meia-noite e meia, não ainda antes da uma da manhã – mas sim, às 0h32!

Claro que esta manhã, quando acordei, continuava sem televisão, sem internet e sem telefone fixo.

O Gonçalo Qualquer enganou-se – mas com muita precisão!…

Mad Men – 1ª temporada

Saturday, February 27th, 2010

Mad Men pode ter duplo sentido: homens loucos e homens de Madison Avenue.

Loucos, nem por isso. Não há sequer um alcoólico, para amostra, nem tampouco um cocainómano e, apesar do protagonista, Draper, ter duas namoradas, para além da esposa, também não há nenhum mulherengo.

Quanto à Madison Avenue, lá está, em Nova Iorque – e só tenho pena de não ir lá há 8 anos. E a série nem para isso serve, isto é, não me mata as saudades de Nova Iorque, porque, embora a acção se passe, pretensamente, na Madison Avenue, raramente (ou nunca), vemos uma cena no exterior.

Apesar do aplauso unânime da crítica, esta série televisiva não conseguiu agarrar-me. Concordo que a reconstituição da época, do final dos anos 50 e princípio dos anos 60, é quase perfeita, mas a trama da série é muito superficial e não fiquei com vontade de ver a 2ª temporada.

Lost – 5ª temporada

Monday, February 15th, 2010

Já não há pachorra para esta série!

A coisa arrasta-se e, depois dos flash-back e dos flash-forward, agora temos saltos no tempo e vemos os principais paspalhões a saltarem 30 anos para a frente e 30 anos para trás, com a figura patibular do Locke, qual deus dos pequenos argumentistas, como pano de fundo.

Pena que a série não dê também alguns saltos para o lado. Podia ser que invadisse o espaço onde estão a filmar o “24″ e o Jack Bauer entrasse por ali adentro e desatasse a partir o pescoço à malta toda – menos à Juliet, que deve ter feito um “boob job” nas férias, e à Kate, que faz tão bem aqueles anúncios a champôs (ou será depilatórios?).

Enfim, estou a ser mauzinho porque, na realidade, adormeci a meio de quase todos os episódios. No entanto, se me perguntarem, sou capaz de vos fazer um resumo do argumento, o que também não é difícil.

E ainda falta uma 6ª temporada!

24 – 7ª temporada

Sunday, January 31st, 2010

O argumento da série 24 está cada vez mais inverosímil.

Na 7ª temporada, os EUA têm que enfrentar um bando de patetas, provenientes de um país imaginário, Sangala, comandados por um general improvável, chamado Zuma e que têm a brilhante ideia de invadir a Casa Branca.

Caso aquilo não resulte, têm, por trás, uma organização tentacular, que possui armas biológicas e que vai largá-las no metro de Washington, a fim de matar milhares de norte-americanos, provavelmente para obrigar a presidente dos EUA – desta vez uma mulher, que parece uma dona de casa desesperada – a renunciar, se é que é isso que eles querem, porque nunca se chega a perceber.

Tony Almeida que, afinal, não morreu, colabora com os maus, porque se quer vingar de um país que sempre serviu, mas que o lixou ou, então, quer-se vingar do homem que será responsável pela morte da mulher, Michelle, e que é o cérebro da tal organização, ou talvez não.

No meio de tudo isto, Jack Bauer passa um terço da série a morrer, depois de ter inalado gás cheio de H1N1 ou algo parecido, sempre a chutar dopamina para as veias para evitar as convulsões, sempre a sussurrar, em vez de falar, e com um trejeito na boca que lhe deve ter dado caimbras.

Confuso? Mais ficarão, depois de verem a 7ª temporada de 24 – uma série que já foi das melhores mas que, a partir da 5ª temporada se assemelha, cada vez mais, a um filme de acção de segunda categoria.

Salvam-se alguns bons momentos de Jack Bauer, como aquele em que, amarrado a uma mesa cirúrgica, depois de ter sido sedado e de lhe terem feito uma punção medular na coluna cervical (!), e apesar de ter apenas duas horas de vida, estar cheio de convulsões e movimento atetósicos, consegue libertar-se, cortar o pescoço a um dos médicos com um bisturi, matar o outro com um golpe de karate e partir o pescoço ao terceiro!

Aguardemos pela 8ª série, na qual Bauer, de cadeira de rodas, vence um exército inteiro enquanto sussurra qualquer coisa ininteligível.

Nip/Tuck – 5ª temporada, 2ª parte

Tuesday, December 22nd, 2009

niptuck5_2Já se sabe que Nip/Tuck é a série mais “kinky” da televisão.

Basta dizer que Matt, o filho do cirurgião McNamara que, afinal é filho do outro cirurgião, Christian Troy, uma vez que a sua mães, Julia, dormiu com os dois cirurgiões, muito antes de descobrir que era lésbica, pois Matt casou-se com uma ex-atriz porno, que já fora casada com o Dr. Troy e com ela teve uma menina que, aos 18 meses, já leva com Botox nos lábios para poder fazer campanhas publicitárias.

Depois, os casos clínicos vão desde o tipo que tem o corpo coberto de verrugas enormes, passando pela mulher que corta uma das mamas com uma serra eléctrica na recepção da clínica, e culminando com o tipo que quer fazer uma redução do pénis porque passa o tempo a fazer broche a si próprio.

Esta é mais uma daquelas séries que exige, do espectador, a aceitação do “setting”. Se o aceitarmos, divertimo-nos pela certa.

E a produção é excelente, com o guarda roupa dos actores a condizer com os sofás, ou os cortinados.

Por mim, pode continuar durante mais algumas temporadas.