Apodrece…
Uma “maçã podre”, segundo o presidente do Sporting.
Uma dúzia de maçãs podres
O quê?… São só onze?… Falta um?…
Ficou combinado que, neste Benfica-Sporting, só marcariam golos aos lagartos os jogadores encarnados com as seguintes características:
- Que falassem espanhol
- Que tivessem nascido a sul do Equador
- Que tivessem orelhas de tamanho normal
Esta decisão teve a ver com o facto de todos os jogadores do Benfica quererem marcar um golo ao Sporting, o que iria dar uma embrulhada das antigas: por um lado, seria um engarrafamento à entrada da grande área dos lagartos, tudo a querer rematar à baliza; por outro, teríamos uma goleada que punha a cabeça do Costinha a prémio – e nós ainda temos muito para gozar com o Costinha como director desportivo de Alvalade…
Portanto, vistos os actos e ponderados os factos, só o Cardozo, que nasceu no Paraguai e o Aimar, que é argentino, cumpriam aquelas condições – e foram eles que marcaram golo.
O Javi ainda tentou, mas todos lhe disseram: ok, tu falas espanhol, mas nasceste bem a norte do equador; não podes marcar.
Quanto ao Di Maria, com aquelas orelhas à Dumbo, nem tentou.
O Máxi e o Saviola reuniam as condições para meter a bola no fundo da baliza do Sporting, mas o uruguaio estava castigado e o argentino, lesionado e não puderam jogar.
E foi por isso que o Sporting, ontem, só perdeu por 2-0.
Ontem, o Cardozo não conseguiu marcar nenhum dos 4 golos com que o Benfica brindou o Leixões…
Em compensação, o Di Maria marcou 3 – o que corresponde a metade de todos os golos que o Liedson marcou em todo o campeonato…
Mas o Cardozo preocupa-me: continua com 17 golos e o Sporting já vai com 20!
E não é que o Sporting conseguiu marcar um golo ao Benfica?
Nada mau!
Para uma equipa de meio da tabela, deve ter sido um orgulho só ter levado 4 golos e ainda ter conseguido marcar um.
Sejamos justos: aquele algarvio que o Sporting tem, o tal Liedson, até nem é mau jogador e aquele golito deve ser, para ele, o topo da carreira como ponta-de-lança.
De resto, tudo normal.
Fica confirmado que esta treta da Taça da Liga acaba sempre com dois clubes grandes na final.
Não se percebe por que razão continuam a deixar que estes clubes pequenos participem, como o Pinhalnovense ou o Sporting. Acabam sempre por ser eliminados e, embora possam dar um arzinho da sua graça, como fez ontem o Sporting, é sempre tempo perdido.
Mas não quero deixar de dar uma palavra de apoio ao clube de Alvalade: continuem nessa senda. Talvez um dia, quem sabe?…
Um dos grandes atractivos da Taça de Portugal é este: de vez em quando, uma pequena equipa, com um pequeno orçamento, intromete-se entre os grandes e consegue fazer um brilharete.
Estou a falar, obviamente, daquele pequeno clube regional do norte, o Futebol Clube do Porto, que ontem conseguiu eliminar o Sporting da Taça de Portugal – e logo com um resultado expressivo de 5-2.
Embora conheça mal a equipa do FCP, tenho que lhe tirar o chapéu, já que todos os ordenados de todos os seus jogadores juntos não dariam sequer para pagar as botas do Liedson.
A exibição do Sporting foi lamentável e, embora não tenha visto o jogo, posso dizer – como o Mário Crespo – que ouvi dizer que tinha sido uma merda.
E se eu ouvi dizer é porque é verdade e quem me desmentir quer calar a comunicação social e instaurar uma ditadura socrática.
Parabéns FCP! Vocês têm futuro!
Espero que, em breve, deixem os campeonatos regionais e possam vir a jogar com os clubes a sério…
Só agora comento a cena de porrada entre Sá Pinto e Liedson porque só agora me passaram os espasmos de tanto rir…
A coisa ainda teve mais graça porque aconteceu no dia em que a Academia do Sporting foi considerada a melhor da Europa, e no dia em que a equipa sofreu três golos made in China.
Percebe-se por que razão a Academia de Alcochete é a melhor da Europa: se os seus alunos não se portam como deve ser, o director desportivo dá-lhe umas valentes murraças nas ventas que é para aprenderem.
Compreende-se que Sá Pinto estivesse nervoso: há muito tempo que o Sporting não sofria três golos no mesmo jogo e, ainda por cima, marcados pelo mesmo chinês que, em vez de estar na loja a vender quinquilharia, foi a Alvalade humilhar o leão. O chinês chama-se Zang – e Sá Pinto ficou zangado.
Também há quem diga que Sá Pinto é assim uma espécie de “serial killer” ou, melhor dizendo, “serial boxer”. Tal como esses criminosos que, por vezes, estão anos parados e, depois, quando algo os irrita, voltam a matar, também Sá Pinto, depois do soco em Artur Jorge, esteve muitos anos sem bater em ninguém da selecção nacional. Teve que esperar que Liedson se naturalizasse e que Carlos Queirós o convocasse para a selecção para o poder esmurrar.
Diz-se que a cena de pancadaria foi provocada por uma observação que Liedson fez à atitude dos sócios perante a fífia do guarda-redes leonino, que deu origem ao segundo golo de Zang, mas eu acho que fui tudo uma confusão entre futebol e soccer.
Não foi bem uma caldeirada – foi mais bacalhau à Gomes de Sá Pinto com Liedson a murro.
Paulo Bento demitiu-se!
O chefe do Sporting, Soares Franco, disse ontem, na televisão, que o árbitro Lucílio Batista terminou a sua carreira, ao assinalar aquele penalti na final da Taça da Liga.
Francamente, Soares Franco!… Não estarás a exagerar?
O homem não amputou a perna errada, não se esqueceu de descer o trem de aterragem, não atropelou ninguém na passadeira, não disparou acidentalmente uma caçadeira de canos serrados sobre a multidão, não fez uma queimada no Parque Nacional do Gerês, não despejou merda de uma suinicultura no rio Liz, não desviou 40 milhões de euros para uma off-shore, não inventou a bomba atómica, não deitou estricnina no aqueduto das águas livres.
O homem nem sequer contratou jogadores inaptos, nem é ele que lhes paga ordenados principescos, e lhes desculpa birras infantis, e lhes perdoa ordinarices incríveis.
O homem apenas pensou que o teu inteligente e bem-educado defesa Pedro Silva tinha desviado a bola com o braço e, consequentemente, marcou penalti.
Depois disso, ainda houve mais 20 minutos de jogo e 5 penaltis para cada lado.
Não ganhaste a Taça porque não marcaste um segundo golo nesses 20 minutos e porque falhaste três penaltis, pá!
Não queiras ferir a nossa inteligência!
E vamos mas é falar de coisas importantes!…
Com uma brilhante exibição, o Benfica esmagou o Sporting e arrecadou a Taça da Liga.
Em nenhum momento do jogo o Sporting se conseguiu impor e o golito que marcou foi por mero acaso.
De facto, foi patético ver alguns jogadores do Sporting.
Derlei caiu 35 vezes e queixou-se sempre da região lombar. Das duas, uma: ou tem falta de imaginação (ele há tantas partes do corpo que podem ser aleijadas…), ou anda muito tempo de gatas e deu cabo dos rinzes.
Liedson mostrou, uma vez mais, por que razão pode muito bem vir a ser ponta de lança da selecção de Madagáscar: dá encontrões a toda a gente, faz aquela cara de quem não sabe o que se está a passar (e não deve saber…) e está sempre a fazer queixinhas ao árbitro.
Polga, depois de ter dado uma grande ajuda ao Bayern, também tentou ajudar o Benfica. Deve estar quase a ser contratado pelo Louletano.
Rochenback parece um hipopótamo a correr: depois de começar, é difícil fazê-lo parar; o que vale é que corre sempre em frente; se lhe abrissem uma porta, o tipo acabava por sair do estádio.
Quem também se portou muito bem, foi o árbitro. Lucílio Batista deu uma verdadeira lição de anatomia, ao explicar ao Pedro Silva que aquela parte do peito faz parte do braço.
Com efeito, toda a gente sabe que, para empurrar a região peitoral para a frente, é preciso dar um impulso com o braço.
Ora, usar o braço, dentro da grande área, é penalti.
Obrigado à Sic, pela excelente transmissão, permitindo-me ver o Paulo Bento a gritar “CARALHO FODA-SE!”, com aqueles lábios tão sensuais que ele tem!
Uma palavra para o Quim, que defendeu três penaltis: aconselho Quique Flores a continuar a usar o Moreira, na baliza e, sempre que houver um penalti, substitui-o pelo Quim.
Força, Benfica!
Sempre me insurgi com a tradução para português dos títulos de muitos filmes.
Por exemplo: porquê chamar “Os Amigos de Alex”, a um filme que se chama, de facto, “O Grande Calafrio” (“The Big Chill”).
Mas há boas adaptações.
Por exemplo: “Dirty Dozen”, em vez de ter sido traduzido para “A Dúzia Porcalhona”, ficou “Os Doze Indomáveis Patifes”, e ficou muito bem.
Ora, 12 indomáveis patifes foi o que aconteceu ao Sporting, na Liga dos Campeões. Foram 12 golitos que levaram do Bayern, coitados…
Diz-se que à dúzia é mais barato mas, neste caso, o Sporting nem vendeu cara a derrota. Entregou-se.
Os lagartos pareciam lagartixas letárgicas.
E 12 golos é muito golo, em apenas dois jogos.
Claro que o Bayern teve ajudas: o Polga marcou na própria baliza, o guarda-redes leonino agarrou a cabeça de um defesa, em vez de agarrar a bola, vários jogadores com a camisola às riscas, chutaram na atmosfera, com a bola a saltitar sobre a linha de golo.
Enfim, o Bayern não teve outro remédio senão marcar mesmo 12 golos!
Não faço ideia por que razão existe um substantivo próprio para designar a quantidade “doze”.
Que eu me lembre, só existe um outro substantivo semelhante e que é “grosa”. Ora, uma grosa corresponde a 144, isto é doze dúzias. Lá está a dúzia a funcionar.
Convenhamos que, para o Sporting, estas considerações têm pouco importância. Levou aquilo a que se chama uma abada e, para o caso, tanto faz que se diga que foram 12 golos ou uma dúzia de golos.
Doze!
É dose!
PS – dormi tão bem esta noite (provocação)…