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Maldito cunilingus, outra vez

Thursday, August 15th, 2013

Não há dúvida que é uma conspiração!

Agora, que deixei de fumar há sete anos, dizem que é o sexo oral que provoca o cancro da garganta nos homens!

Quer isto dizer que temos de deixar de fazer minete e podemos voltar a fumar?

Um grupo de cientistas canadianos publicou um artigo na revista Current Oncology que nos deixa ficar na dúvida…

Segundo esse artigo, citado pelo Público de hoje,  foram analisadas 160 pessoas que tiveram cancro da garganta (base da língua, faringe e amígdalas) entre 1993 e 2001 e verificou-se que o HPV (vírus do papiloma humano) estava presente na maioria dos casos, ultrapassando o álcool e o tabaco como factor desencadeante.

Os cientistas de Ontário analisaram as biópsias desses 160 doentes e em 91 delas encontrou HPV 16 (57% do total analisado) – e a maioria dessas biópsias pertenciam a homens com menos de 60 anos que não fumavam!

Mas eles foram mais longe e dividiram a amostra em três partes: na primeira, incluíram biópsias de 1993 a 1999 e a percentagem de HPV era apenas de 25%; na segunda, incluíram amostras de 2000 a 2005 e a percentagem subiu para  68% e no terceiro grupo, a percentagem foi de 61%!

Quer dizer, por outras palavras: à medida que a malta deixava de fumar porque era politicamente correcto e, começava a fazer mais minetes, o cancro da garganta aumentava!

O artigo científico diz textualmente: «devido às mudanças das práticas sexuais, a frequência das infecções transmitidas tem aumentado constantemente ao longo das últimas décadas».

Michael Douglas já tinha alertado para esta situação, afirmando que o seu cancro tinha sido provocado por sexo oral (recordar aqui: maldito cunilingus! – http://www.coiso.net/?p=5504)

Enfim: tabaco, álcool e cuninlingus parece uma associação perigosa e fico preocupado porque comecei a ser adepto dos três desde muito jovem e, até agora, só larguei o tabaco…

Última coisa que me tranquiliza: os cientistas concluem que os homens devem todos ser vacinados contra o HPV e o artigo do Público refere mesmo a marca da vacina (Gardasil), portanto, cheira-me a lobby para alargar aos rapazes a aplicação obrigatória desta vacina, que faz parte do nosso Programa Nacional de Vacinação, mas só para as miúdas com 13 anos.

Se for assim, assino por baixo mas, por favor, não nos proíbam o sexo oral!

Já nos resta tão pouco!…

Títulos

Friday, January 25th, 2013

Três títulos do Público de hoje:

– «O raio do protão é mais pequeno do que se pensava mas o enigma perdura»

O raio do protão? E o sacana do neutrão?

– «Não devemos excluir, de antemão, uma evolução dos tratados», disse o ministro alemão do Negócios Estrangeiros

Se não excluímos a evolução dos tratados, excluímos a dos doentes?

– «Contrato de venda da Ana será assinado no final da próxima semana»

Venda da Ana não será lenocínio?

Ó Bonifácio – vai dar banho ao cão!

Friday, December 9th, 2011

João Bonifácio é aquele senhor que escreve críticas de discos, livros, e outras coisas. Além de escrever, publica-as! No Público.

Foi ele que, numa conversa com o fadista Camané, se referiu ao poema de Jacques Brel, “Ne me quittes pas”, traduzindo «l’ombre de ton ombre, l’ombre de ton chien» por “o ombro do teu cão»!

Desde esse texto inesquecível, de abril de 2007, que nunca mais li nada do Bonifácio, mas hoje, não resisti a ler a crítica que ele faz ao livro “Pornopopeia“, de Reinaldo Moraes.

Claro que Bonifácio exultou com o livro! Pois se ele é só buceta, coca e malandragem!

Não discuto gostos. Penso que o livro em questão é uma obra menor, de temática repetitiva e que, apesar de ter caído no goto de alguns críticos, não vai ficar na história.

Mas o que não posso aceitar é que o Bonifácio escreva esta alarvidade:

«”Pornopopeia” tem sido comparado ao Henry Millers e aos Bukowskis, mas é um erro. Miller e Bukowski eram escritores menores que nunca é demais menorizar. Moares é outra loiça.»

Com que então, Bonifácio, Henry Miller é um escritor menor e Reinaldo Moraes é outra loiça?

Vai mas é dar banho ao ombro do teu cão, pá!

 

O caso da ré fofinha

Friday, November 18th, 2011

Esta história é tão inacreditável que me sinto obrigado a fazer uma declaração solene.

E essa declaração é: o que eu vou contar é verdade!

O Conselho Superior de Magistratura decidiu aposentar compulsivamente um juiz da Covilhã que, para além de ter centenas de processos em atraso, ainda tinha o desplante de usar termos menos próprios, em pleno tribunal.

Por exemplo, segundo o Boletim do Conselho, o juiz teria dito, no final de um julgamento, “está absolvida a ré fofinha”.

Ora, não é aceitável que um juiz classifique de “fofinha” qualquer ré, por mais jeitosa que seja.

Se a ré for feiosa, malpronta, desajeitada, será que o juiz diria: “está absolvida o estafermo da ré”?

Ou ainda: será que o juiz absolveu a ré por ela ser fofinha?

Em resumo: fez muito bem, o Conselho Superior de Magistratura, em reformar compulsivamente o dito juiz.

Ou não?

O Público hoje revela que, afinal, o que o juiz disse foi: “foi absolvida a ré Fofinha”.

E, neste caso, o éfe capital, é importantíssimo.

É que a ré era, com efeito, uma empresa – Fofinha – Fios e Tecidos, Ld.

Portugal no seu melhor!…

Sem comentários

Saturday, October 15th, 2011

* “Os seus propagandistas (do Governo) podiam poupar-nos a ilusões e a demagogia ideológica: daqui (das medidas do Orçamento) não resultará qualquer Estado mais virtuoso na sua magreza, nem nenhum país mais competitivo, nem um Portugal melhor. Sairá um país mais pobre, exausto, mais dependente, menos culto, menos qualificado, com  maiores diferenças sociais, mais zangado e mais violento e, muito provavelmente, com menos liberdades”

– Pacheco Pereira, in Público de hoje

* “Não há alternativa? Há sempre uma alternativa mesmo com uma pistola encostada à cabeça. E o que eu esperava do meu primeiro-ministro é que ele estivesse, de forma incondicional, ao lado do povo que o elegeu e não dos credores que nos querem extrair até à última gota de sangue”.

– Nicolau Santos, in Expresso de hoje

* “Até há dias, a estratégia do Governo passava por diferenciar Portugal da Grécia. Paradoxalmente, para evitar sermos vistos como a Grécia, a solução agora proposta é a mesma que levou ao descalabro económico e social que se vive nas ruas de Atenas. O fim dos subsídios de férias e de Natal, a somar a todos os outros cortes salariais e aumentos de impostos, terá inevitavelmente duas consequências: o colapso da procura interna e uma recessão ainda mais profunda do que o previsto.”

– Pedro Adão e Silva, in Expresso de hoje

* “Já basta e ofende a desculpa da herança do anterior governo. Primeiro, porque juraram que não o fariam; segundo, porque só mostra que nada sabiam do estado do país e não estavam preparados para governar, mas apenas para ocupar o poder; terceiro, porque, que se tenha percebido, o tal buraco inesperado de 3 mil milhões decorre, todo ele, da privatização do BPN, nas condições definidas por este governo, e das dívidas escondidas do querido Jardim, criatura emérita do PSD”.

– Miguel Sousa Tavares, in Expresso de hoje

 

Outra vez?!

Friday, October 14th, 2011

Título do Público de hoje:

“Igreja aberta a mexer nos feriados

Corpo de Deus pode vir a ser sacrificado”

Outra vez?!

Mas afinal, de que Lhe serve ser Deus, porra?!

La crise oblige

Saturday, November 27th, 2010

Segundo o Público de hoje, citando uma reportagem de Le Parisien, começam a surgir, na imprensa francesa, anúncios que oferecem serviços em troca de sexo.

Exemplo: «homem efectua tarefas domésticas a troco de mimos».

Ou este: «homem, 44 anos, respeitável, higiene irrepreensível, não fumador, com 1,80 metros, 85 quilos, troca reparações eléctricas por mimos picantes».

Ou mais este: «diplomado em Ciência Política dá aulas de francês, inglês, filosofia ou cultura geral a troco de carinhos de aluna maior de idade ou da mãe da aluna».

Ora aqui está uma excelente ideia que podia ser aproveitada pelo governo português!

A crise avança, o FMI parece inevitável, os mercados estão-se borrifando para a aprovação, ou não, do Orçamento, e Sócrates, apesar do  seu optimismo militante, já não consegue disfarçar o desconforto.

Por que não publicar, na imprensa da zona euro, anúncios daquele tipo?

Assim: «primeiro-ministro de país periférico, descomprometido, elegante, cabelo grisalho, troca dívida externa por mimos picantes com qualquer especulador(a) com peso nos mercados internacionais».

Ou ainda: «chefe de governo de um dos PIGS, boa forma física, que faz jogging em qualquer parte do mundo, aceita compra de parte da dívida soberana em troca de beijinhos e outras carícias mais íntimas. Preço a combinar, conforme as carícias.»

Não custa nada tentar, pá…

Sócrates e os jornalistas

Tuesday, October 19th, 2010

As relações entre Sócrates e a generalidade dos jornalistas não têm sido as melhores.

No entanto, por vezes, as iludências, aparudem.

Leiam, com antenção este naco de prosa, do Público on line de hoje:

No dia em que “Os Verdes” propuseram o adiamento por uma semana do debate do OE, devido ao atraso na entrega do documento, o PSD ainda questionou a previsível falta de Sócrates no dia da votação, 29 de Outubro, devido a uma cimeira europeia. O Governo garantiu que Sócrates vai estar. com Maria José Oliveira

O Governo garantiu que Sócrates vai estar com Maria José Oliveira, jornalista que faz parte dos quadros do Público!

Onde está a isenção jornalística?…

E o nosso primeiro-ministro prefere estar com uma jornalista em vez de estar no Parlamento, a defender o Orçamento, que era a sua obrigação?!

Onde isto já chegou!…

Tadinho do mensageiro!…

Sunday, February 7th, 2010

Conta a lenda que, em 490 A.C., Fidípides  correu os 42 km que separam a planície da Maratona da cidade de Atenas, para anunciar a estrondosa vitória das tropas do ateniense Milcíades sobre os persas.

Ao chegar, terá dito: “Alegrai-vos, atenienses, nós vencemos!”

E depois caiu, morto de cansaço.

Assim nasceram duas tradições: a realização da maratona, como prova desportiva e o sacrifício dos mensageiros.

Vem isto a propósito do prazer que os jornalistas têm, como classe, de se vitimizarem.

É frequente ouvi-los protestar contra as “condições de trabalho”, sempre que a cabina de som não tem ar condicionado ou não os deixam passar o cordão de segurança.

Agora, a propósito daquela história ridícula do Mário Crespo, do famoso Plano para Controlar a Comunicação Social (tudo com letra grande) e dos tabefes que Carlos Queirós afinfou num tipo chamado Jorge Batista, comentador desportivo da Sic, a classe está em polvorosa.

Esta manhã, na RTP, outro comentador, também chamado Batista, dizia que este facto era a prova do nervosismo que se vive em Portugal, que se traduz por este hábito de “bater no mensageiro”.

Ora, segundo outro mensageiro, o DN, Carlos Queirós terá dado umas murraças no tal Batista por causa de um assunto pessoal: Queirós terá arranjado emprego ao Batista há 19 anos e agora, o ingrato diz mal do seleccionador.

Quer dizer: a coisa é o mais prosaica possível e não tem nada a ver com “bater no mensageiro”.

Quanto ao tal Plano para Controlar a Comunicação Social é mais um exemplo de lágrimas de crocodilo: tenho a certeza que a nata dos jornalistas detestava o estilo da Manuela Moura Guedes, que até é considerada uma “outsider”, uma apresentadora de TV armada ao pingarelho, que até suspendeu a carteira profissional para poder fazer publicidade.

Se Sócrates a calou, foi um alívio.

Finalmente, no que respeita ao Mário Crespo, até Vasco Pulido Valente, que odeia Sócrates, acha que ele tem todo o direito de exprimir, em privado, a sua raiva para com um tipo que lhe anda a sarrazinar o juízo há anos.

Então, agora, já temos que voltar a ter cuidado, quando falamos com os amigos num restaurante, não vá estar, na mesa ao lado, alguém que vá depois transmitir a mensagem a outrem?

Quem não se lembra disto? A frase “as paredes têm ouvidos” deve ter sido inventada por um gajo da Pide.

Ainda hoje, no editorial de outro mensageiro, o Público, comenta-se o facto de Sócrates ter chamado a este tipo de jornalismo, “jornalismo de buraco de fechadura”, dizendo que “insistir nas críticas ao mensageiro sem cuidar de desfazer a mensagem só é uma boa estratégia para manter a união entre as hostes do PS”.

E eu diria que ambos estão errados: Sócrates deveria ter desmentido ou desmontado as escutas e os jornalistas tinham a obrigação de esmiuçar a informação, não se limitando a pespegar com as certidões do juiz de Aveiro.

Aliás, cá no burgo, chama-se jornalismo de investigação quando se tem um amigalhaço na PJ que nos arranja cópias dos processos.

Talvez não fosse má ideia os jornalistas deixarem de olhar para o seu próprio umbigo e preocuparem-se, apenas, em transmitir as notícias, sem juízos de valor.

E, de preferência, verdadeiras.

Caso contrário, os mensageiros continuarão a levar uns tabefes de vez em quando…

A polícia de rastos

Saturday, September 19th, 2009

Foto e legenda publicados hoje, no Diário de Notícias.

policiaderastosSerá que já é assim que os polícias fazem juramento de honra?

Ai Sócrates, Sócrates – deixaste os polícias de rastos!

(Espero que o Sócrates não leia este texto, caso contrário ainda sou capaz de levar electrochoques, como o director do Público, coitadinho!…)