Posts Tagged ‘política’

Silvano é um bacano!

Friday, November 9th, 2018

O secretário geral do PSD chama-se José Silvano.

Tem estado nas bocas do mundo porque a sua assinatura aparece nas sessões do Parlamento, enquanto o senhor está noutro lado qualquer.

Parece que cada deputado tem uma password e que ele teria que ceder a sua a outra pessoa para a sua presença ficar efectivada, mas ele garantiu que não cedeu a password a ninguém e não pediu a ninguém que assinasse por ele.

Mistério!

Hoje, apareceu uma senhora deputada do PSD, chamada Emília Cerqueira, a dizer que foi ela que marcou a presença por Silvano.

Garante que foi por sua livre iniciativa – embora se saiba que é essencial a tal password.

Pergunta-se: Silvano cedeu a password a Emília de livre vontade ou terá sido coagido?

Não estaremos em presença de uma coacção de tipo sexual, do género #metoo, mas de sexo oposto?

É que – reparem bem no Silvano… é um pedaço de homem, caramba!

Será que Emília está embeiçada?…

Ai Rui Rio, que estás a braços com um escândalo digno de Hollywood!…

 

O Coiso – há 19 anos na net

Monday, November 5th, 2018

O Coiso nasceu, em papel, nas oficinas do jornal República, em Maio de 1975 e durou 12 semanas. O director era o Ruy Lemus e, como colaboradores, tinha, entre outros, o Mário-Henrique Leiria, o Belo Marques, o Carlos Barradas, o José António Pinheiro e eu próprio.

Era um jornal humorístico, carregado de non-sense e que, embora abordasse, aqui e ali, a realidade política explosiva do momento, era, sobretudo, um veículo do humor “puro”, despegado, diria “surrealista”, ou não tivesse a grande influência do Mário-Henrique.

O chamado verão quente de 1975, com a invasão e posterior desaparecimento do República, ditou o fim de O Coiso.

Em novembro de 1999, decidi fazê-lo renascer, desta vez na net, e alimentei-o regularmente durante todos estes anos, embora, ultimamente, o tenha deixado um pouco ao abandono.

Penso que ainda é possível encontrar textos publicados no Coiso nos anos 1999 e seguintes, mas só consigo aceder, sistematicamente, a textos publicados a partir de 2003, aqui, no Velho Coiso.

E por que razão, nos últimos tempos, tenho deixado o Coiso ao abandono, publicando quase nada?

Ora, porque a realidade tem muito mais graça.

Que dizer, por exemplo, de termos um ex-primeiro-ministro que está acusado de receber subornos e de viver à grande e à francesa, graças a uns encostos que um amigo recebia em seu nome, sobretudo vindos de um banqueiro que conseguiu destruir o seu próprio Banco?

Que dizer de um membro destacado do PSD que está acusado de ter ido ao Brasil matar uma senhora idosa, só para lhe ficar com a herança?

E de um outro membro do PSD, que até fez parte do governo, e que está condenado a 14 anos de cadeia por ter destruído outro Banco?

E de ainda outro membro do PSD, ex-primeiro-ministro, que decidiu fundar um novo partido e que pretende, assim de repente, ter 30 deputados?

E que dizer – só para terminar, para não ser fastidioso – que dizer das armas que desapareceram de Tancos e que, depois, reapareceram, mas não todas, na Chamusca, fenómeno que está a provocar grande celeuma, não propriamente por causa do roubo, mas mais por causa do reaparecimento das armas?

Com tanto material surrealista para nos rirmos, nem me apetece escrever mais nada!

E quem disse que ela queria?…

Sunday, September 23rd, 2018

Galinhas unidas contra Jerónimo de Sousa

Sunday, September 9th, 2018

A  ANAGAPE (Associação Nacional das Galinhas Patrióticas e de Esquerda) emitiu duro comunicado contra o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, devido ao facto de ele se ter referido ao cu das galinhas como “dito cujo”.

Via-se que a líder da ANAGAPE estava verdadeiramente indignada quando declarou: “se o Jerónimo quer um governo verdadeiramente patriótico e de esquerda, tem que contar com todas as galinhas. Caso contrário, quem vai levar com um pontapé no cu será ele!”

 

 

 

 

Mr. Lopes strikes back!

Monday, August 20th, 2018

O Sr. Lopes é tramado!

Agora com 62 anos, pai de 5 filhos, reformado desde os 49 anos, chegou à conclusão que o espectro político português necessitava de mais um partido político, ou de que a sua pensão de 3187 euros mensais não era suficiente, e vai de formar um novo Partido!

Claro que tinha que ser um Partido – nunca um Inteiro -, porque o Sr. Lopes é perito em partir as coisas, em deixar coisas a meio.

Já nem se fala nos casamentos que ficaram a meio – são coisas que acontecem…

Mas, vejamos: nomeado secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, em 1986, no primeiro governo de Cavaco; não conclui o mandato porque é eleito deputado ao Parlamento Europeu em 1987, abandonando o cargo 2 anos depois; em 1990, é nomeado secretário de Estado da Cultura no governo de Cavaco Silva, mas demite-se antes do fim do mandato, depois de ter inventado os concertos para violino de Chopin; em 1995, concorre a líder do PSD, contra Fernando Nogueira e Durão Barroso, mas desiste antes da votação final; nesse mesmo ano, é eleito presidente do Sporting, mas desiste ao fim de um ano; em 1996, torna a candidatar-se a chefe do PSD, mas perde para Marcelo Rebelo de Sousa; em 1997, candidata-se a presidente da Câmara de Figueira da Foz e ganha, mas não termina o mandato porque, 3 anos depois, torna a candidatar-se a chefe do PSD, perdendo, desta vez, para Durão Barroso; ficando sem nada para fazer, ganha a Câmara de Lisboa em 2002, mas também não conclui o mandato porque Durão Barroso pira-se para a Europa e Santana é nomeado primeiro-ministro em 2004, mas aguenta-se poucos meses, sendo demitido pelo Presidente Jorge Sampaio, que o tinha nomeado; em 2005 vai a eleições contra Sócrates e perde; em 2008, teimoso, torna a candidatar-se a chefe do PSD, mas perde para Manuela Ferreira Leite; no ano seguinte, é candidato novamente à Câmara de Lisboa, mas perde para António Costa; em 2011, Passos Coelho nomeia-o Provedor da Santa Casa da Misericórdia e António Costa dá-lhe mais 3 anos de mandato, mas Santana não os conclui porque torna a concorrer a chefe do PSD, desta vez contra Rui Rio e perde!

Ora bem, o que fazer a um Partido, ao qual se adere em 1976 e que nunca nos escolhe para chefe?

Santana concorreu contra Fernando Nogueira, Durão Barroso, Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite, Passos Coelho, Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio – e perdeu sempre.

Portanto, era lógico que mandasse o PSD à merda e formasse novo Partido.

Chama-se Aliança e, finalmente, o Sr. Lopes é chefe de um Partido.

Não vai durar muito…

Nota: este texto é escrito em português de antes do acordo ortográfico de 1990, negociado pelo Sr. Lopes…

Votações arrasadoras

Saturday, February 24th, 2018

1990/Robert Mugabe eleito presidente do Zimbabwe – 83%

2002/Reeleição de Saddam Hussein como Presidente do Iraque – 99,47%

2009/Reeleição de Bakiyev, Presidente do Quirguistão – 76,43%

2014/Parlamento da Coreia do Norte – Partido dos Trabalhadores – 100%

2017/Bruno de Carvalho eleito Presidente do Sporting – 86,13%

2018/Fernando Negrão eleito líder parlamentar do PSD – 39%

 

Rio seco

Sunday, February 18th, 2018

A pescada, antes de o ser já o era.

Rui Rio é como a pescada.

Tantos anos a ser o prometido líder do PSD e, no momento em que se torna, finalmente, chefe daquele saco de gatos, ficamos com a impressão de que está de saída.

O Montenegro, o Abreu Amorim e outros, na sombra, vão-lhe fazendo a cama.

Já colocaram o colchão e os lençóis… Só falta a colcha, que deve estar para breve.

A seca também não ajuda e este Rio nunca vai chegar ao mar…

Caça ao Centeno

Sunday, January 28th, 2018

Só faltava o Centeno!

Agora dizem que favoreceu os filhos do Kadhafi dos pneus e que se deixou corromper por uns bilhetes para a bancada central do Estádio da Luz.

O Ronaldo das Finanças foi fintado?

Chamem o Vídeo-árbitro!

Portugal dos Pequenitos #1

Sunday, January 21st, 2018

Resumo do episódio desta semana:

Rui Rio anda à procura de casa em Lisboa, desde que foi eleito líder do PSD; enquanto não encontra, está hospedado numa hotel de 3 estrelas.

Hugo Soares, líder do grupo parlamentar do PSD, decide ir ter com Rio e coloca o seu lugar à disposição.

Rio declina e diz que quer continuar a dormir no hotel.

Entretanto, Pinto da Costa exige ir ver os estragos na casa de banho do Estádio do Estoril.

Olhando para a racha na parede, exclama: “Já vi rachas maiores!”

Todos se riem.

A cena muda para um jovem universitário que diz que respondeu a um inquérito sobre a Sida.

Faz parte dos 27% que responderam que achavam que a Sida pode ser transmitida por um talher.

Jura que nunca mais enfia a colher na vagina das namoradas.

Logo a seguir, vemos José Sócrates combatendo os vírus informáticos que atacaram as gravações das escutas telefónicas da Operação Marquês.

Alguém fala ao telefone com alguém mas só se percebe parte do que é dito: “Está… pois…. dinheiro… emprestas… aldrabão…. foge… inconstitucional… porra!”

Sócrates sorri. O seu rosto diz tudo: águas de bacalhau.

A última cena passa-se numa igreja de Nelas, onde um padre ucraniano, casado e com filhos, diz missa.

Será que sobrevive?

Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.

 

O Ronaldo das Finanças, uma ova!

Friday, December 1st, 2017

O ex-ministro das Finanças alemão, aquele simpático senhor com um nome que soa a Xôble, terá dito que o nosso ministro das Finanças, Mário Centeno, era o Ronaldo das Finanças.

Os jornalistas exultaram.

Tudo o que tenha a ver com o Ronaldo é motivo de Orgulho Nacional, com maiúsculas.

Desde a D. Assunção, do CDS, ao bisavô Jerónimo, passando pelo Costa Concórdia, pela menina Catarina, pelo loquaz Marcelo ou pelos diversos líderes do PSD – todos acham que o Ronaldo é o símbolo da pátria, o exemplo a seguir, o testemunho de Portugal no mundo.

Já no que respeita ao Centeno, a coisa não é tão consensual.

O Xôble pode achar que o tipo é o Ronaldo das Finanças, mas a D. Assunção acha que ele não é nada de especial, tem um corte de cabelo que já não se usa e devia ter usado aparelho nos dentes quando era adolescente; o bisavô Jerónimo pensa que ele, o que quer, é perpetuar uma moeda única que não vale nada e que devia ser substituída pelo rublo, essa sim, uma moeda patriótica e de esquerda; a menina Catarina continua a dizer que podemos renegociar a dívida e pagá-la, por exemplo, em tampas de plástico, caricas e outros produtos reutilizáveis; os diversos líderes do PSD detestam todos o Centeno, mas ainda se detestam mais uns aos outros, pelo que não sabemos ao certo qual é a posição do Partido.

Em resumo, se o Centeno não é eleito chefe do EuroFin, o Costa não tem outro remédio senão transferir o Ministério das Finanças para o Porto, como vai fazer com o Infarmed!