A mentira do Primeiro de Abril

Não sei se já perceberam qual foi.

O Governo montenegresco divulgou a informação preciosas (para eles) de que o Marco Rubio telefonara a Paulo Rangel, agradecendo pela colaboração do governo português, através da base das Lajes, com a administração Trump, na sua demanda anti-iraniana.

Babando-se de orgulho, Rangel publicou essa informação nas redes sociais, não fosse passar despercebida para todos nós. Tão lindos que foram os nossos governantes, ao apoiarem os falcões da Casa Branca!

Claro que esta foi a grande mentira do 1º de Abril.

O Marco Rubio não telefonou para o Paulo Rangel, coisa nenhuma.

Mentira!

Foi o Paulinho Rangel que telefonou para o futuro ditador cubano a garantir-lhe que a base das Lages estará ao seu dispor sempre que ele quiser invadir, destruir, aniquilar, destruir e dar cabo de qualquer país à sua escolha!

Um gajo que não gosta de Museus!

O presidente Trump já não surpreende ninguém.

Ou talvez sim.

Ontem disse que não gosta de museus e bibliotecas. Enfim, talvez goste da biblioteca da Casa Branca, que talvez venha a ter o seu nome – tal como o Centro Rockefeller e o Estreito de Ormuz.

Do que ele gosta mesmo, é de hotéis, de sítios onde as pessoas dormem dois ou três dias e não deixam marca. Agora, Museus, onde os grandes artistas têm as suas obras?! Que bocejo! Bibliotecas, onde os escritores, quase todos tipos ou tipas com problemas psicológicos, mal-amados, fodidos da cabeça, deixou os seus textos?! Que seca!

Já repararam no hotel que vou mandar construir em Miami? Coisa linda! Vai ter um Air Force One no lobby!

É com esta criança patológica com 78 anos que o nosso mundo tem de lidar e o nosso governo está de joelhos.

Para além de lhes facilitar a Base das Lages para que os yankees a usem a seu bel-prazer, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, dá-se ao luxo de divulgar conversa telefónica com o traidor cubano, Marco Rubio, como se isso fosse algo de extraordinário. Portugal está a ser o capacho dos yankees e gosta!

Boticas: o próximo alvo de Trump

Os Estados Unidos invadiram a Venezuela e prenderam o seu presidente Nicolas Maduro.

A partir de agora, segundo Trump, o petróleo da Venezuela passa a ser gerido pelas empresas norte-americanas.

O resto não interessa para nada.

A seguir, Trump já anunciou, será a Colômbia com o seu petróleo, gás natural, carvão, ouro, prata, recursos hídricos, café e cacau.

E o México, com o seu petróleo, prata, outro, cobre e chumbo.

E ainda a Gronelândia, rica em lítio, níquel, cobalto, terras raras…

Lítio?

Disseram lítio?…

Boticas que se cuide. Trump já deve ter perguntado ao seu satff onde fica aquela terreola onde há grandes reservas de lítio.

O que nos vale?

O nosso valoroso ministro dos Negócios Estrangeiros.

Será Rangel que se oporá a qualquer invasão norte-americana.

Ele já disse: levem-nos os Açores, mas deixem-nos o nosso lítio!

Please!

Palhaços ricos, palhaços pobres

Não há eleições sem palhaços.

Sem palhaços, não há circo.

Sem circo, as eleições não têm graça.

A campanha das legislativas ainda não começou e, por enquanto, só temos tido umas bocas do Portas, outras do Costa, outras do Passos.

Tudo dentro dos conformes.

Mas os verdadeiros palhaços ainda não tinham entrado em cena.

Até ontem.

Ontem, o Paulo Rangel meteu a cabeça de fora e abriu as hostilidades.

Disse que, se o PS estivesse no governo, o Sócrates e o Ricardo Salgado não estariam em investigação.

O que quer dizer, por outras palavras, que um dos Poderes, o judicial, está sob o comando do poder político.

Portanto, o facto do Sócrates estar em prisão preventiva e do Salgado estar confinado ao domicílio, é tudo obra e graça do governo do PSD, e não porque eles sejam culpados seja do que for.

É de supor que, por esta ordem de ideias, o Oliveira e Costa está detido porque o governo era do PS e, se o governo fosse do PCP, estariam todos presos, incluindo o palhaço do Paulo Rangel.

E, claro, se o governo fosse do Partido Nacional Renovador, o Jerónimo seria o primeiro a ir dentro, mas os do PSD também não se safariam… e daí?…

rangel

O Passos Aguiar e o Rangel a ranger

Pacheco Pereira já explicou como escolheu o candidato que ele quer ver como presidente do PSD e que é Paulo Rangel. Diz o brilhante Pacheco que, se formos ver os blogues dos socialistas, só vemos críticas a Rangel – e nada sobre Passos e Aguiar.

Portanto, Pacheco escolhe o seu presidente, não pelas suas ideias e o seu programa, mas porque é o candidato que mais irrita o PS.

Vai longe, este PSD!…

O Passos (com três esses), há muito na corrida, continua com aquele ar de Anhuca, só lhe falta uma lágrima permanente, a escorregar do olho direito.

O Aguiar Branco andou a adiar a candidatura e, agora, acabou por ser ultrapassado pelo Rangel. Zangado, diz que mantém sempre a sua palavra, ao contrário do gordinho, que afirmou a pés juntos que não se candidataria.

Aguiar é um betinho que devia cortar o cabelo mais curto e não o estou a ver com paciência para aguentar um partido de deprimidos, como o PSD.

Quanto ao Rangel, ainda me lembro quando ele invectivou a Elisa Ferreira por ela se candidatar ao Parlamento Europeu e í  Câmara do Porto…

Agora, aí está o Rangel, já no Parlamento Europeu, a candidatar-se a um lugar quer lhe pode permitir chegar a primeiro-ministro.

E agora a sério: alguém imagina este gajo como primeiro-ministro?

—

O regresso do Blue Meannie

—Paulo Rangel é patético!

Não só parece, fisicamente, uma personagem de banda desenhada, como se comporta como uma.

O discurso de apresentação da sua candidatura a presidente do PSD – transmitido, em directo, pelos canais de televisão de um país onde, segundo ele, a liberdade de expressão está seriamente ameaçada – é algo de ridículo.

Dizer que o PSD é o partido da ruptura é, no mínimo, ignorância histórica: um partido que sempre foi o mais situacionsita possível que, no post-25 de Abril, temendo afirmar-se como liberal e de direita, se auto-intitulou Partido Popular Democrático; que, quando percebeu que, afinal, os socias democratas, em Portugal, eram os do PS, foi a correr mudar o nome para Partido Social Democrata; que sempre esteve no Poder ou lá perto – ruptura com quê, ó Rangel?!

Estás a gozar com quem?

E tantos adjectivos, pá!

Andaste í  cata deles, no dicionário?

 “Candidatura desprendida”, “circunstâncias excepcionais e até dramáticas”, “intensidade perturbante”, “desgaste continuado”, “obras faraónicas”, “investimentos megalómanos”, e mais, e mais…

Que prosápia! Que pesporrência!

Mas quem julgas tu que és?

O salvador da pátria?

Então um gajo praticamente sem currículo, que surgiu do nada há pouco mais de dois anos, tem a lata de nos vir dizer que não estava a pensar candidatar-se mas, como a situação do país é muito grave, achou que era seu dever avançar.

Porquê? Que tem ele de tão especial, de tão messiânico, de tão sebastiânico?

E é ele, com aquela barriguinha sedentária, que andou pela campanha com um grupo de jovens laranjas a gritar ninguém-pára-o-rangel atrás, sempre em risco de tropeçar, cair e ir a rebolar pela ribanceira abaixo – é ele, com aquele sentido de estado que o levou a denunciar, no Parlamento Europeu que, em Portugal se vive um clima de asfixia da comunicação social, é ele, que nem no seu próprio partido consegue consenso, é ele que nos vai salvar?

Ora abóbora, Rangel!

Por que não dizes, de caras, que te queres candidatar ao tacho, como todos os outros, estás farto de Bruxelas, não gostas do clima, queres subir no partido, és ambicioso, o cargo de deputado europeu abre menos portas – tudo, menos este desígnio nacional de nos salvar!

Vai salvar outros, pá!

E, já agora, vai dar banho ao cão!

Que ninguém o pare!

Houve duas coisas de que gostei muito na noite eleitoral.

Uma, foi a maneira sentida, vibrante, máscula, í  homem, como Paulo Portas, com uma lágrima no canto do olho, se abraçou a Nuno Melo.

Por momentos, pensei que iam arrancar o braço um ao outro, tal o vigor aplicado naquele abraço.

Os homens a sério vêem-se neste gestos(*).

A outra, foi ver Paulo Rangel a ocupar metade do palanque e rodeado por 152 jovens pê-esse-dês, imberbes, a gritarem: “Ninguém pára o Rangel! Ninguém pára o Rangel! Ninguém pára o Rangel, olé-ó!”.

Concordo plenamente.

Posto a rolar, em direcção a Bruxelas, espero bem que ninguém o pare e que o deixe rolar, Europa fora, até aos Urais.

(*) – Os homens? A sério?! Vêem-se nestes gestos?

Os homens!… A sério que se vêem nestes gestos?

Os homens a sério vêm-se nestes gestos?