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O franciú, o portuñol e o Anhuca

Saturday, May 22nd, 2010

Depois do 25 de Abril, Portugal sofreu duas grandes crises económicas e ambas estão ligadas a primeiros-ministros socialistas e a problemas de pronúncia.

Nos anos 80 do século passado, Mário Soares, que falava um francês tão típico, que se tornou anedótico, foi obrigado a retirar o 13º mês aos funcionários públicos, para diminuir a despesa pública.

Foram os tempos do franciú e do mon-ami-miterã.

Agora, é Sócrates que está aflito com o endividamento do país. O “rating” – ou seja-lá-o-que-for – está a lixar o orçamento, mas Sócrates também tem culpas no cartório: ninguém percebe o que ele diz, naquelas entrevistas que dá em Espanha.

São os tempos do portuñol e do mi-amiego-zapatero.

Entretanto, vocês já repararam que a comunicação social está a fazer ao Passos Coelho o mesmo que fez ao Sócrates há 6-7 anos: está a levá-lo ao colo até ao lugar de primeiro-ministro.

Passos Coelho é sempre mostrado com ar solene, a dizer coisas sérias e definitivas e sublinhando o seu cadastro (ainda) limpo.

Talvez tenha chegado a hora de começarem os boatos: que o Passos é disléxico, trissexual ou, até, que é mesmo o Anhuca, mas sem o nariz vermelho e com a gravata.

Sócrates, 30 anos depois

Saturday, February 21st, 2009

No passado dia 20 de Fevereiro, fez 30 anos que Sócrates é nosso primeiro-ministro.

A meio do seu sétimo mandato, Sócrates encontra-se numa encruzilhada. Depois de Manuela Ferreira Leite se ter retirado da política e de o PSD ter desaparecido por implosão interna, não resta a Sócrates outra oposição que a do segundo homem mais velho do planeta, Manuel Alegre, que continua a gritar que ninguém o cala, a dizer que, no PS, existe um clima de medo e que o partido se está a afastar das suas raízes de esquerda.

Entretanto, o homem mais velho do planeta, Mário Soares, já prometeu que se o próximo “check-up” médico lhe for favorável, não se importa de concorrer à presidência da República.

Como se sabe, o nosso presidente, o venezuelano naturalizado português, Hugo Chavez, já está tão velho que, na última cerimónia pública, urinou na tribuna presidencial.

O ministro da Economia do governo de Sócrates, Francisco Louçã, admitiu que partiria a cara ao líder da Oposição, Paulo Portas, se ele continuasse a exigir menos impostos para os agricultores, que não passam, hoje em dia, de cinco ou seis famílias que detêm umas hortas em Loures.

Na Assembleia da República, o PCP, hoje reduzido a Jerónimo de Sousa, dois habitantes do Seixal e um cão, nascido em Grândola, continuam a sua greve de fome, a favor da continuação do inquérito ao caso BPN, exigindo que Dias Loureiro seja presente à comissão de inquérito pela 57ª vez, porque ainda há umas verbas perdidas que não estão bem explicadas.

Na próxima semana, deve ser aprovado o casamento entre todos os homossexuais, seguido da dissolução da igreja católica que, aliás, se encontra na falência, desde que se descobriu que o Vaticano tinha a massa toda investida no esquema piramidal do Freeport.