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E quem disse que ela queria?…

Sunday, September 23rd, 2018

Por que razão os juízes não sentem necessidade de mandar umas quecas depois dos 50 anos

Sunday, October 19th, 2014

Esta semana ficámos a saber que os juízes acham que a sexualidade, depois dos 50 anos, “não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança”.

Esta máxima inacreditável é da autoria da juiz-conselheira Maria Fernanda Maçãs (58 anos) e dos seus dois colegas, Alberto Costa Reis (64 anos) e José Fonseca da Paz (66 anos), e faz parte de um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo.

Em 1995, uma mulher, na altura com 55 anos, foi operada na Maternidade Alfredo da Costa a uma situação ginecológica que lhe provocava infecções de repetição. Na cirurgia, e por erro de técnica, terá sido cortado o nervo podendo e, desde então, a vida sexual dessa mulher deixou de ser o que era.

A primeira instância determinou uma indemnização de 175 mil euros, que a Maternidade teria que pagar à doente.

Quase 20 anos depois, o Supremo reduziu a indemnização para 111 mil euros, invocando a tal descoberta feita pelo trio de juízes e que consiste nisto: foder depois dos 50 já não tem grande importância.

A Dra. Maria Maçãs, o Dr. Costa Reis e o Dr. Fonseca da Paz devem saber do que falam…

Mandar umas quecas depois dos 50 é assim como lavar os pés – a posição é incómoda e o prazer é efémero.

Aos 60, já com uma barriguinha proeminente, os juízes devem lavar os pés uma vez por semana e, depois disso, uma vez por semestre deve ser o suficiente.

Depois de meditarem sobre o assunto, este trio maravilha deve ter pensado que era quase uma espécie de lenocínio ao contrário, estar a atribuir uma indemnização a uma mulher por não conseguir mandar pinocadas como antes.

E pensaram neles próprios: uma juíza com 58 anos e dois juízes com mais de 60. Ó colega, o sexo ainda lhe diz alguma coisa? Para falar francamente, o meu sexo nunca me disse nada! Eu bem olhei para ele anos a fio mas o tipo nunca me dirigiu a palavra! O que eu dava para ter uma pila que falasse! Bom, por volta dos 30 anos, a coisa até funcionava mais ou menos, mas agora… Pensando bem, já nem me lembro bem como era aos 30 anos! E orgasmos? Não se importa de repetir? Orgasmos, nunca soube o que isso era!… Vamos mas é baixar esta indemnização!… Se a senhora se quer divertir que vá ao cinema!

E vistas bem as coisas, os três juízes até foram magnânimos!

É que a queixosa, neste momento, tem mais de 70 anos e, nessa idade, ter relações sexuais até é capaz de ser punido por lei!

Do grilo da Alzira à chupadela da Teresa

Thursday, May 9th, 2013

Miguel Costa, cantor popular, foi processado por uma vizinha.

Razão: Miguel compôs uma cantiga intitulada “O grilo da Zirinha” e a vizinha chama-se Alzira, sendo conhecida, em Padim da Graça, Braga, exactamente como Zirinha.

Logo, a Alzira, casada e mãe de três filhos, achou que Miguel Costa se referia a si, quando cantava «cacei o grilo na toquinha, cacei o grilo à Zirinha».

Por isso, acusou-o de difamação e injúrias, pedindo 6 mil euros de indemnização.

O Tribunal de Braga, no entanto, ilibou o cantor.

O juiz explicou que a chamada “música pimba” «encerra a possibilidade de as suas letras serem interpretadas de formas diferentes por quem as ouve, pelo que só assim alguém pode considerar que “caçar” é sinónimo de “copular” e “grilinho” de “vagina”».

Peço desculpa ao douto juiz, mas penso que, com o termo “grilinho”, o cantor se referia ao grelinho, e não à vagina.

Mas isso é um pormenor anatómico.

Demonstrando grandes conhecimentos no mundo da música pimba, o juiz deu, como exemplo, esse grande êxito do enorme Quim Barreiros, “Chupa Teresa”, dizendo que, «obviamente, o cantor não se referia a um qualquer gelado, mas ressalvando que a destinatária (da chupadela, supõe-se…) não seria uma mulher em concreto, com aquele nome».

Em resumo: é tudo uma parábola – nem a Teresa chupa, nem ninguém come o grilo à Alzira.

Estamos todos muito mais descansados!

Nota: as frases entre parêntesis são retiradas de uma notícia de hoje do DN.

 

Exaltar o Isaltino

Thursday, April 25th, 2013

O Isaltino está preso.

Quer dizer: o Isaltino estava preso quando comecei a escrever este texto.

Agora, neste momento, não sei se ainda está preso.

Mas quero dizer que acho mal.

O Isaltino enriqueceu a língua portuguesa. Inventou um novo verbo: isaltinar e dois novos substantivos, pelo menos: isaltinice e isaltinanço.

Isaltinar quer dizer interpor recursos para lá de tudo o que é razoável.

Foste apanhado com a boca na botija e vais de cana?

– Isaltina!

Está-se mesmo a ver que foste tu que desviaste essa massa toda e foste apanhado?

– Isaltina!

Há sempre a possibilidade de um isaltinanço.

Só não isaltina quem não tem tomates!

A Justiça portuguesa está sempre a postos para uma isaltinice – o que é preciso é lata!

E é por isso que devemos exaltar o Isaltino – e exaltar no sentido de aplaudir, e não no sentido de irritar.

Até porque um Isaltino irritado pode explodir e sujar-nos a todos…

Quanto vale a vida sexual?

Monday, February 4th, 2013

Notícia do DN de hoje:

«A mulher de um homem que ficou impotente, na sequência de um acidente de viação, vai receber uma indemnização de 25 mil euros por ter ficado “total e permanentemente privada” da sua vida sexual, decidiu o Tribunal.»

O homem foi vítima de um acidente de viação em 2002, na sequência do qual terá ficado impotente. O Tribunal da relação de Coimbra determinou que a mulher se “encontra vinculada, por virtude do casamento, entre outros, ao dever de coabitação e de fidelidade, assistindo-lhe o direito ao trato sexual com o seu cônjuge, que, por força do acidente de que foi vítima, está definitivamente incapacitado de cumprir”.

Além dessa indemnização de 25 mil euros à mulher, o Tribunal decidiu, também, que fosse paga uma indemnização de 115 mil euros ao homem.

Ora aí está a diferença de valores da vida sexual: 115 mil euros para o homem; 25 mil para a mulher.

Onde pára a justiça?…

O exemplo das Pussy Riot

Friday, August 17th, 2012

As três miúdas russas da banda punk Pussy Riot, foram condenadas a 2 anos de prisão, por terem cantado uma canção anti-Putin numa igreja ortodoxa.

Logicamente, Tony Carreira devia ser condenado a prisão perpétua por cantar em comícios que levam domésticas para maus caminhos.

O caso da ré fofinha

Friday, November 18th, 2011

Esta história é tão inacreditável que me sinto obrigado a fazer uma declaração solene.

E essa declaração é: o que eu vou contar é verdade!

O Conselho Superior de Magistratura decidiu aposentar compulsivamente um juiz da Covilhã que, para além de ter centenas de processos em atraso, ainda tinha o desplante de usar termos menos próprios, em pleno tribunal.

Por exemplo, segundo o Boletim do Conselho, o juiz teria dito, no final de um julgamento, “está absolvida a ré fofinha”.

Ora, não é aceitável que um juiz classifique de “fofinha” qualquer ré, por mais jeitosa que seja.

Se a ré for feiosa, malpronta, desajeitada, será que o juiz diria: “está absolvida o estafermo da ré”?

Ou ainda: será que o juiz absolveu a ré por ela ser fofinha?

Em resumo: fez muito bem, o Conselho Superior de Magistratura, em reformar compulsivamente o dito juiz.

Ou não?

O Público hoje revela que, afinal, o que o juiz disse foi: “foi absolvida a ré Fofinha”.

E, neste caso, o éfe capital, é importantíssimo.

É que a ré era, com efeito, uma empresa – Fofinha – Fios e Tecidos, Ld.

Portugal no seu melhor!…

Strauss-Khan – o âmago da questão

Tuesday, May 17th, 2011

Os telejornais massacram-nos com o rosto cansado do Presidente do FMI, com papos por baixo dos olhos, a barba por fazer e ar de quem foi apanhado com a boca na botija (a imagem não é muito feliz porque quem terá tido a boca na botija, terá sido a empregado do Sofitel).

Os enviados especiais das televisões explicam-nos por que razão o alquebrado Strauss-Khan surgiu algemado, como é que a polícia forense vai tratar as provas, como é que a justiça norte-americana trata destes casos.

Os comentadores falam sobre a possibilidade de tudo isto ter sido montado para lixar a vida do homem, que até poderia vir a ser o próximo presidente das França. Será que isto será mais uma maneira de o dólar humilhar o euro?

Tudo isto é conversa fiada.

A questão fulcral é esta: Strauss-Khan tem 63 anos, tinha acabado de tomar banho e preparava-se para seguir para o aeroporto, de regresso a Paris. A empregada guineense, de 32 anos, entrou na suite (de 2 mil euros por noite, como os jornalistas invejosos não se esquecem de sublinhar) com o intuito de a limpar e o homem que, segundo as regras em vigor em França, na Grécia e até em Portugal, já tinha idade para estar reformado, força-a a sexo anal e oral?!

A pergunta óbvia é esta: qual é o medicamento que o sacana do Strauss-Khan usa?

Será o Viagra, o Cialis ou o Levitra?

O resto é conversa de chacha!

“The Life of David Gale”, de Alan Parker (2003)

Saturday, February 5th, 2011

Kevin Spacey é um actor de poucos espalhafatos e gosto dele por isso. Já fez algumas patetices mas também já fez filmes notáveis (“American Beauty”, por exemplo). Neste filme, encarna David Gale, um professor universitário do Texas, que é militante contra a pena de morte. Numa festa, onde bebe demais, é tramado por uma aluna sedutora que, depois de se enrolar com ele, na casa de banho, com mútuo consentimento, o acusa de violação.

A partir desse episódio, a vida do professor dá uma volta, torna-se alcoólico e acaba por ser acusado da violação e morte da líder do movimento anti-pena de morte (Laura Linney).

A três dias da sua execução pede para ser entrevistado por uma jornalista (Kate Winslet), a quem vai contar a sua história (quase) toda.

E ficamos a saber como David Gale levou a sua militância anti-pena de morte ao extremo.

O filme é escorreito, Alan Parker é um realizador experiente e com muitos êxitos na carreira, Winslet não sabe ser má actriz e só o título em português destoa (“Inocente ou Culpado?”… patetice…)

O canal de Pinto Monteiro

Thursday, October 14th, 2010

O Procurador Geral da república, Pinto Monteiro, meteu baixa médica.

Não, não foi uma subida tensional provocada pelos sindicato dos juízes ou dos magistrados, ou lá o que é. Também não foi azia, própria de todas as rainhas de Inglaterra, obrigadas a engolir sapos vivos porque não têm verdadeiros poderes.

Não foi nada disso.

Segundo o Diário de Notícias de ontem, numa notícia assinada por Carlos Rodrigues Lima, Pinto Monteiro «decidiu meter baixa para tratar de um problema relacionado com o seu coração. Pinto Monteiro não será operado, mas apenas alvo de uma intervenção para desobstruir um canal que faz a ligação ao coração.»

Um canal que faz a ligação ao coração?!

O Pinto Monteiro tem um canal que faz a ligação ao coração?!

Ena pá!

Deve ser por isso que o homem é Procurador Geral da República!

Eu cá não tenho nenhum canal que faça a ligação ao meu coração, caramba!

Ora “ligação” refere-se ao acto de ligar duas ou mais coisas entre si. O canal de Pinto Monteiro fará a ligação do coração a quê? Ao pâncreas? Ao intestino? À boca – nesse caso, o PGR teria o coração ao pé da boca (ah! ah! ah!).

Não sendo o Canal da Mancha nem o saudoso canal 18, pergunto-me que canal será esse?

Não fui um grande aluno em Anatomia, mas passei à primeira, com 11 valores e juro que não me lembro de nenhum canal que faça a ligação ao coração…

Mas o que é certo é que, segundo o DN, o tal canal estará entupido, talvez com pastas do processo Face Oculta, e há que desentupi-lo.

Depois da tal intervenção que, ainda segundo DN, não será cirúrgica (deve ser por telepatia…), sempre quero ver se o Pinto Monteiro vem com cara de quem tem o canal desentupido!