Posts Tagged ‘jornalistas’

Vá para dentro, cá fora

Tuesday, June 8th, 2010

O ministro da Economia, Anibal Cavaco Silva, incitou os portugueses a ficarem por cá, nas férias: «neste tempo difícil que atravessamos, os portugueses devem fazer turismo no seu próprio país, pois é uma ajuda preciosa para ultrapassar a situação difícil em que o país se encontra», disse.

A estas declarações, reagiu o ministro da economia, Vieira da Silva, dizendo: «eu só espero que outros chefes de Estado de outros países não façam o mesmo apelo, porque se não perdemos uma fonte importante de divisas em Portugal.»

Perante isto, o ministro da Economia Cavaco Silva, retorquiu: «férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa. Sei muito bem daquilo que falo, porque conheço os números».

Toma!

E não: os dois ministros da Economia não estavam a discutir, na mesma sala. O primeiro Silva estava em Albufeira, Algarve, e o segundo Silva estava em Xangai, China.

O diálogo foi possível graças à calhandrice dos jornalistas, este constante leva-e-traz que consiste, por exemplo, em perguntar a um ministro qualquer qual é a opinião dele sobre, digamos, a eutanásia e, depois, ir a correr ter com outro ministro qualquer e bufar a opinião do primeiro, para ouvir a reacção do segundo; com sorte, a reacção do segundo ministro pode dar azo a uma declaração engraçada e, depois, é só voltar ao primeiro ministro e atirar-lhe com a afirmação do segundo ministro. E está lançada mais uma confusãozinha, que já dá para encher mais alguns minutos do telejornal.

Mas voltando aos ministros Silva: se eu fosse pela opinião do ministro da Economia, Cavaco, no próximo sábado, em vez de ir gastar euros para o Báltico, ficava a gastá-los em Almada. Mas também é verdade que, se todos seguissem esse exemplo, deixaríamos de ter estrangeiros a deixar cá os euros deles.

Juro que estou confuso.

Como é possível? Temos dois ministros da Economia e, mesmo assim, estamos em crise!

Ninguém prende este espanhol?!

Saturday, May 8th, 2010

Quem lesse só as gordas da primeira página do Expresso de hoje, ficaria convencido que anda por aí um espanhol aos tiros, nas escolas.

Depois, lendo a notícia, ficamos a saber que foi o ensino do espanhol a disparar nas nossas escolas, isto é, cada vez há mais portugueses a aprenderem espanhol.

Liberdades jornalísticas…

Os milhões de Mexia

Thursday, April 8th, 2010

Está tudo muito escandalizado com os 3 milhões de euros que o chefe da EDP meteu ao bolso, em salários e prémios.

Mas o que são 3 milhões de euros?…

É certo que dava para pagar o prejuízo da TAP, mas não chegava, por exemplo, para comprar sequer metade do passe de Fábio Coentrão!

Com 3 milhões Mexia compraria, quanto muito, um Helder Postiga – mas, francamente, para que queria o Mexia um Helder Postiga?! Qua haveria de fazer com ele? Só se fosse para o pôr a fazer as leituras dos contadores da luz…

Também foi notícia de primeira página do DN que Mexia tinha ganho mais que o Steve Jobs – aquele senhor da Apple (pronunciar “eiple”, como muitos jornalistas que pensam, que assim, estão a falar muito bem inglês…).

O Jobs já deve até ter perguntado aos seus assessores: mas quem é esse tal português que ganha mais do que eu? Que é que ele inventou?

Se Pedro Mexia, agora já não mexe, irritado com todo este barulho e está a pensar incorporar os milhões, passando a chamar-se Pedro Mexilhões.

Aljubarrota – a sequela

Thursday, March 4th, 2010

“Manuela diz que Sócrates até pressionou Rei de Espanha”

(Título do Diário de Notícias.)

Cego pelos ataques de Manuela Moura Guedes, Sócrates telefonou ao Rei de Espanha e gritou:

“Ou fazes com que a Prisa cale aquela gaja, ou a gente invade o teu país e levam mais porrada do que em Aljubarrota!”

E foi assim que, com o rabinho entre as pernas, o Rei Juan Carlos telefonou aos tipos da Prisa e a Manuela foi para a rua.

Ó Manuela: tenha paciência, querida. Eu sei que a menina deve estar farta de médicos, nomeadamente, de cirurgiões plásticos, mas acho que a querida precisa, urgentemente, de um anti-psicótico.

Tadinho do mensageiro!…

Sunday, February 7th, 2010

Conta a lenda que, em 490 A.C., Fidípides  correu os 42 km que separam a planície da Maratona da cidade de Atenas, para anunciar a estrondosa vitória das tropas do ateniense Milcíades sobre os persas.

Ao chegar, terá dito: “Alegrai-vos, atenienses, nós vencemos!”

E depois caiu, morto de cansaço.

Assim nasceram duas tradições: a realização da maratona, como prova desportiva e o sacrifício dos mensageiros.

Vem isto a propósito do prazer que os jornalistas têm, como classe, de se vitimizarem.

É frequente ouvi-los protestar contra as “condições de trabalho”, sempre que a cabina de som não tem ar condicionado ou não os deixam passar o cordão de segurança.

Agora, a propósito daquela história ridícula do Mário Crespo, do famoso Plano para Controlar a Comunicação Social (tudo com letra grande) e dos tabefes que Carlos Queirós afinfou num tipo chamado Jorge Batista, comentador desportivo da Sic, a classe está em polvorosa.

Esta manhã, na RTP, outro comentador, também chamado Batista, dizia que este facto era a prova do nervosismo que se vive em Portugal, que se traduz por este hábito de “bater no mensageiro”.

Ora, segundo outro mensageiro, o DN, Carlos Queirós terá dado umas murraças no tal Batista por causa de um assunto pessoal: Queirós terá arranjado emprego ao Batista há 19 anos e agora, o ingrato diz mal do seleccionador.

Quer dizer: a coisa é o mais prosaica possível e não tem nada a ver com “bater no mensageiro”.

Quanto ao tal Plano para Controlar a Comunicação Social é mais um exemplo de lágrimas de crocodilo: tenho a certeza que a nata dos jornalistas detestava o estilo da Manuela Moura Guedes, que até é considerada uma “outsider”, uma apresentadora de TV armada ao pingarelho, que até suspendeu a carteira profissional para poder fazer publicidade.

Se Sócrates a calou, foi um alívio.

Finalmente, no que respeita ao Mário Crespo, até Vasco Pulido Valente, que odeia Sócrates, acha que ele tem todo o direito de exprimir, em privado, a sua raiva para com um tipo que lhe anda a sarrazinar o juízo há anos.

Então, agora, já temos que voltar a ter cuidado, quando falamos com os amigos num restaurante, não vá estar, na mesa ao lado, alguém que vá depois transmitir a mensagem a outrem?

Quem não se lembra disto? A frase “as paredes têm ouvidos” deve ter sido inventada por um gajo da Pide.

Ainda hoje, no editorial de outro mensageiro, o Público, comenta-se o facto de Sócrates ter chamado a este tipo de jornalismo, “jornalismo de buraco de fechadura”, dizendo que “insistir nas críticas ao mensageiro sem cuidar de desfazer a mensagem só é uma boa estratégia para manter a união entre as hostes do PS”.

E eu diria que ambos estão errados: Sócrates deveria ter desmentido ou desmontado as escutas e os jornalistas tinham a obrigação de esmiuçar a informação, não se limitando a pespegar com as certidões do juiz de Aveiro.

Aliás, cá no burgo, chama-se jornalismo de investigação quando se tem um amigalhaço na PJ que nos arranja cópias dos processos.

Talvez não fosse má ideia os jornalistas deixarem de olhar para o seu próprio umbigo e preocuparem-se, apenas, em transmitir as notícias, sem juízos de valor.

E, de preferência, verdadeiras.

Caso contrário, os mensageiros continuarão a levar uns tabefes de vez em quando…

Nopenhaggen 2009

Sunday, December 20th, 2009

Existe um certo paralelismo entre a vacina contra a gripe A e o aquecimento global.

Ambos têm defensores acérrimos e muita gente contra.

A vacina contra a gripe A começou por ser mal apresentada ao público. Com vergonha de confessar que fabricar uma vacina contra o H1N1 é semelhante a fabricar uma outra contra qualquer tipo de vírus da gripe, os laboratórios e as autoridades mundiais de saúde (OMS incluída), deram a entender que a pandemia ia matar milhões de pessoas, a menos que a indústria conseguisse fabricar uma vacina. Os governos, temendo sublevações da população mas, sobretudo, temendo as críticas da comunicação social, pressionaram a indústria e prometeram que comprariam milhões de doses. E a vacina surgiu, quase de um mês para o outro. No fundo, ela já estava preparada para o H1N5 – foi só modificá-la um pouco mas, a impressão que ficou na opinião pública, transmitida pela comunicação social, foi que a vacina foi fabricada à pressa.

O resultado foi que muita gente, médicos incluídos, rejeitaram a vacina, com medo dos eventuais efeitos secundários.

Aqui, em Portugal, os meios de comunicação social passaram a ideia de que a vacina podia  matar fetos na barriga das mães. Impunemente. Até hoje, nenhum responsável de nenhum órgão de comunicação social foi responsabilizado pelo facto de transmitir informações erróneas sobre a vacina. Aquelas três grávidas tiveram morte fetal por que sim. Nada teve que ver com a vacina. Apenas os jornalistas fizeram essa assumpção.

Em resumo: a opinião pública, jornalistas e muitos médicos incluídos, falaram sobre a vacina contra a gripe A sem nada saberem sobre ela, deram apenas a sua opinião pessoal, sem nenhuma base científica, apenas pelo “ouvir dizer”, como se ouve dizer que a porteira do nosso prédio se anda a deitar com o carteiro.

Passa-se o mesmo com o aquecimento global.

Toda a gente, jornalistas incluídos, tem uma opinião sobre o aquecimento global: o planeta está a aquecer e, em 2050, as Maldivas vão desaparecer da face do planeta. Claro que a maior parte das pessoas que, hoje em dia, têm uma opinião sobre isto, não estarão vivas em 2050 – o que quer dizer que não poderão confirmar se é verdade, ou não, que o planeta vai aquecer de tal modo, que as calotes polares vão derretr e o nível do mar vai subir não-sei-quantos-metros.

É que a posição da comunicação social é, no caso da vacina da gripe, no sentido de dar maior ênfase aos eventuais (e falsos) efeitos secundários, do que às óbvias vantagens e, no caso do aquecimento global, adoptar a ideia de que é inexorável e de que, daqui a alguns anos, as ilhas do Pacífico vão desaparecer.

Depois, quando sabemos que os EUA, o Brasil, a Índia, a China e a África do Sul são os responsáveis pelo acordo (frágil) de Copenhaga, interrogamo-nos: afinal, o aquecimento global será assim tão intenso? será que os dirigentes destes 5 grandes países se estão mesmo borrifando para o degelo das calotes? Será que as Maldivas e Vanuatu vão mesmo desaparecer ou, como me pareceu ser sugerido, alguns países em vias de desenvolvimento tentam aproveitar-se desta história para receber mais ajudas internacionais, depois gastas pelas mulheres dos seus dirigentes, quando viajam até à Europa para virem comprar roupa de marca?

Em resumo: Hopenhaggen transformou-se em Nopenhaggen mas – podem crer – amanhã, toda a comunicação social, em Portugal, apenas falará do Benfica-Porto.

E, se calhar… ainda bem…

Pronto: tomem lá as escutas!

Saturday, December 5th, 2009

O formidável director do Sol, José António Saraiva, escreveu no seu editorial desta semana:

“O PGR, Pinto Monteiro, teve há semanas um desabafo que um jornal transformou em manchete onde dizia mais ou menos isto: «Se for necessário para acalmar os ânimos, eu divulgo as escutas todas do 1ºministro». Ora essa divulgação é impossível, como o PGR sabe, por uma razão inultrapassável: as conversas contêm linguagem imprópria, com insultos e referências desprimorosas a figuras públicas, pelo que não podem ser divulgadas. Se isso acontecesse, Sócrates seria forçado a renunciar – ou o PR teria de o demitir.”

Isto quer dizer, obviamente, que José António Saraiva conhece o conteúdo das conversas entre Sócrates e Vara, isto é, violou o segredo de justiça.

Mas não é só ele. Também eu conheço o conteúdo dessas conversetas e, para se acabar com as especulações, aqui têm um excerto de um dos telefonemas entre Sócrates e Vara:

S- Alô, Vara, como vai isso, meu ganda c*****?

V – Olá, Sócrates, meu s***** de m****! Então, que é feito?

S – É pá, estou f***** com aquela p*** da MMG e da m**** do Jornal Nacional. A gaja está-me a f**** e eu a ver!

V – Tens razão, pá! Havíamos de calar a tipa! Mas como?!

S – Olha, enfiando-lhe uma p**** pela boca abaixo!

V – Isso era o que ela queria! Mas a malta não pode arranjar maneira de acabar com aquilo?

S – Só se for com a ajuda dos c****** dos espanhóis!

V – Ou então, arranjamos alguém que lhe parta uma perna… eu, por acaso, conheço um sucateiro que era capaz de se encarregar disso.

S – Ah é? E quanto é que ele levaria por esse trabalhinho?

V – O c***** é ganancioso e é capaz de levar uns 10 mil euros!

S – Ó pá, eu até lhe pagava o dobro!

V- Tás a brincar, não tás, ó Sócras!

S – Claro, meu c*****! Não é que isso já me tenha passado pela cabeça mas, se alguma vez o fizesse, não combinava isso contigo pelo telefone, por causa das escutas…

V – Então, mas afinal, quem é que está a ser escutado? Ouvi dizer que tu é que estavas a escutar o Cavaco!

S- Lérias, Vara! Lérias! Olha, tenho que ir! Adeus e não te deixes corromper, pá!

V – Está descansado. Com o ordenado que os tansos do BCP me estão a pagar, só me deixava corromper por uma quantia milionária!

Como se compreende, não é possível publicar isto nos jornais, se não, o nosso 1º ministro teria que se demitir e os jornalistas não querem isso, nomeadamente, os do Sol – depois, como Felícia Cabrita ocuparia o tempo e que manchetes arranjariam eles para vender o seu formidável jornal?

Onde estavas no 25 de Novembro?

Wednesday, November 25th, 2009

Estava na redacção do Telejornal, ainda no velho Lumiar. Nessa altura, era jornalista.

De repente, vejo muitos tipos vestidos com camuflados a tomarem posições, no páteo, nos telhados, nas esquinas. Estavam armados. Vejo, também, alguns jornalistas, conotados com o PCP, a tomarem posições de comando, um deles, de granada na mão.

Foi quando o major Clemente interrompeu o António Santos, que estava a ler o telejornal e se dirigiu ao país. E, depois, os emissores do Porto cortaram-lhe o pio e puseram, no ar, um filme idiota com o Danny Kaye.

Sinceramente, não achei piada nenhuma ao que se estava a passar e fui-me embora.

Um golpe de Estado?

Mais um?!

À saída, nenhum dos militares que montavam guarda me importunou.

Quando cheguei a casa, disse para a Mila: “Acabou-se! Estou sem emprego!”

No dia seguinte, a RTP esteve fechada. Não houve emissão.

No outro dia, telefonaram-me: não queria aceitar o lugar de responsável pela 3ª edição do Telejornal?

Afinal, ainda tinha emprego.

E até fora promovido!

Mais um golpe de Estado e teria chegado a presidente da coisa!

Continuei jornalista da RTP até ao final de 1976, quando acabei o curso de Medicina.

Comecei a exercer medicina em janeiro de 1977 e deixei de ser jornalista.

Não estou arrependido.

“A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo”, de Stieg Larsson

Saturday, October 31st, 2009

millenium2Este segundo volume da trilogia “Millenium” é mais fraco que o primeiro.

Stieg Larsson, o tal escritor sueco que entregou estes três calhamaços para publicação e, depois, morreu de ataque cardíaco, enche algumas páginas com “palha”, conversa mole, em que nada acontece, como este naco:

“Dormiu até quase ao meio-dia. Quando acordou, decidiu que era mais do que tempo de mudar os lençóis. Passou a tarde de sábado a limpar o apartamento. Levou o lixo para fora e juntou os jornais em dois sacos de plástico que deixou no papelão. Fez uma máquina de roupa interior e t-shirts, e a seguir outra de jeans. Encheu a máquina de lavar loiça e pô-la a funcionar. Finalmente, aspirou e lavou o cão. Às nove da noite, estava encharcada em suor. Preparou um banho, com montes de espuma. Recostou-se na banheira e fechou os olhos, para pensar. Acordou à meia-noite, e a água estava fria. Secou-se e foi para a cama. Adormeceu quase instantaneamente.”

Sabendo que a senhora que fez todas estas coisas é a “hacker” Lisbeth Salander, perita em artes marciais e capaz de torturar bandidos e dar tiros a calmeirões, soa um bocado a falso e conversa para encher chouriços.

O outro herói, continua a ser o super-jornalista Mikael Blomkvist e, neste 2º livro da trilogia, o tema é tráfico de mulheres.

Sinceramente, quase que não me apetece ler o 3º volume…

Serrano & Pelicano

Saturday, October 10th, 2009

Reinaldo Serrano é aquele repórter da SIC com uma obesidade que o integra na lista de prioridades para ser vacinado contra o H1N1 e que possui, também, um bigode que já ninguém usa, a não ser ele.

Vejo-o de vez em quando, nos telejornais da Sic, sobretudo na altura das eleições.

Vi-o, há uns anos, a levar uns encontrões valentes, durante uma “arruada” qualquer. Quase submerso pelos manifestantes, agarrava o microfone como se fosse uma bóia de salvação e ia debitando informações, enquanto submergia.

Tenho reparado nele, de quando em vez e, nestas três campanhas eleitorais, com mais insistência.

Nas autárquicas, foi destacado para seguir a campanha do PS. Cada reportagem sua é um poema falhado – falhado porque quer parecer um poema, mas é apenas um texto cheio de lugares comuns e jogos de palavras. Como uma redacção de um daqueles putos bons a português, que ganham prémios no Liceu e cujos pais dizem: “o meu filho, quando crescer, há-de ser escritor”.

E, depois, não passam de repórteres da Sic…

Um exemplo: “O quarto poder é um quarto. Com vista sobre a cidade que já não o é; sobre as ruas que já o foram; sobre as casas que deixaram de o ser.”

Lindo, não é?…

O problema é que Serrano escreve este tipo de texto quer seja sobre a importância da comunicação social (o quarto poder), quer seja sobre uma arruada do PS no Cacém. O tom é sempre o mesmo…

Ontem, Reinaldo Serrano tentou perguntar a Mário Soares, o que é que ele achava do facto de Helena Roseta concorrer com António Costa.

O octogenário Soares começou por se espantar: “Você por aqui, outra vez? Não esteve comigo esta manhã? Ah, foi ontem, no Cacém!… Então, diga lá…”

E Reinaldo fez as perguntas.

E Soares mandou-o passear: “Você diga lá a quem o manda fazer essas  perguntas que não me obriga a dizer o que você quer que eu diga!…”

Tudo com bonomia, tudo muito civilizado.

E Serrano, igualmente bochechas, sorrindo também, encaixou e foi entrevistar Almeida Santos.

Ganda Serrano!

Quanto ao Pelicano – é o operador de imagem. Não tem culpa nenhuma disto. Apenas aparece no título deste texto do mesmo modo como Serrano escreve os textos – por associação: Serrano & Pelicano…