Posts Tagged ‘eleições’

Força Xico!

Wednesday, August 25th, 2010

Está confirmado: Francisco Lopes é o candidato do PCP à Presidência da República.

O “nosso Xico”, como é conhecido entre os camaradas, é electricista e está pronto para mudar os fusíveis em Belém.

Força, camarada Xico!

As eleições estão no papo!

PS – acho que nem valia a pena realizarem as eleições; dava-se a presidência ao Xico e estava o assunto arrumado!

A marcar passos, Coelho…

Sunday, July 18th, 2010

Num futuro próximo, o PSD, liderado por Passos Coelho, ganha as eleições com maioria relativa. O PSD e o CDS juntos, têm praticamente o mesmo número de votos que o PS, o PCP e o BE.

O PSD e o CDS-PP formam governo, instável, sempre contestado pelos partidos à sua esquerda.

Zangado com as querelas parlamentares, o presidente da República, Manuel Alegre, aproveitando uma moção de censura construtiva apresentada pelo PS, destitui o governo e nomeia outro, formado por uma coligação, igualmente instável, entre o PS e o BE (o PCP nunca fará parte de nenhum governo…).

O novo governo não consegue vingar nenhuma proposta no Parlamento, sempre com a oposição da direita e com a abstenção do PCP.

Manuel Alegre vê-se obrigado a aceitar um governo PSD-PS, mas a coisa também corre mal porque, quer o CDS-PP, quer o BE ficam em brasa e boicotam todas as iniciativas do novo governo (o PCP sempre boicotou tudo, qualquer que fosse o governo).

Alegre, cada vez mais triste, decide, certo dia, ir à caça e nunca mais voltar, deixando os portugueses a contas com uma crise política provocada pelas ideias peregrinas do Passos Coelho, que quer transformar os governos em Programas Quinquenais (Lenine inventou isso..) e deixar a formação dos governos na mão dos Presidentes, sem ser preciso fazer eleições.

Onde é que eu já vi isto?…

O regresso do Blue Meannie

Thursday, February 11th, 2010

Paulo Rangel é patético!

Não só parece, fisicamente, uma personagem de banda desenhada, como se comporta como uma.

O discurso de apresentação da sua candidatura a presidente do PSD – transmitido, em directo, pelos canais de televisão de um país onde, segundo ele, a liberdade de expressão está seriamente ameaçada – é algo de ridículo.

Dizer que o PSD é o partido da ruptura é, no mínimo, ignorância histórica: um partido que sempre foi o mais situacionsita possível que, no post-25 de Abril, temendo afirmar-se como liberal e de direita, se auto-intitulou Partido Popular Democrático; que, quando percebeu que, afinal, os socias democratas, em Portugal, eram os do PS, foi a correr mudar o nome para Partido Social Democrata; que sempre esteve no Poder ou lá perto – ruptura com quê, ó Rangel?!

Estás a gozar com quem?

E tantos adjectivos, pá!

Andaste à cata deles, no dicionário?

 ”Candidatura desprendida”, “circunstâncias excepcionais e até dramáticas”, “intensidade perturbante”, “desgaste continuado”, “obras faraónicas”, “investimentos megalómanos”, e mais, e mais…

Que prosápia! Que pesporrência!

Mas quem julgas tu que és?

O salvador da pátria?

Então um gajo praticamente sem currículo, que surgiu do nada há pouco mais de dois anos, tem a lata de nos vir dizer que não estava a pensar candidatar-se mas, como a situação do país é muito grave, achou que era seu dever avançar.

Porquê? Que tem ele de tão especial, de tão messiânico, de tão sebastiânico?

E é ele, com aquela barriguinha sedentária, que andou pela campanha com um grupo de jovens laranjas a gritar ninguém-pára-o-rangel atrás, sempre em risco de tropeçar, cair e ir a rebolar pela ribanceira abaixo – é ele, com aquele sentido de estado que o levou a denunciar, no Parlamento Europeu que, em Portugal se vive um clima de asfixia da comunicação social, é ele, que nem no seu próprio partido consegue consenso, é ele que nos vai salvar?

Ora abóbora, Rangel!

Por que não dizes, de caras, que te queres candidatar ao tacho, como todos os outros, estás farto de Bruxelas, não gostas do clima, queres subir no partido, és ambicioso, o cargo de deputado europeu abre menos portas – tudo, menos este desígnio nacional de nos salvar!

Vai salvar outros, pá!

E, já agora, vai dar banho ao cão!

O flagelo do desemprego

Sunday, October 4th, 2009

santana_emprego

Mas afinal, quem ganhou as eleições?

Monday, September 28th, 2009

Olhando para os jornais, assim de repente, até parece que foi o Paulo Portas!…

E, afinal, o CDS não teve mais do que 10% dos votos, o que corresponde a 21 deputados. Quer dizer que o Partido do táxi vai ter que comprar um mini-bus.

Mas 10% é uma miséria! Se o estádio da Luz estiver cheio, com 60 mil pessoas (e isso, agora, é cada vez mais frequente…) apenas 60 terão votado no Portas, considerando que as crianças até aos 18 anos não votam, mas gostam muito do Benfica…

Ridículo!

Então, se não foi o Portas que ganhou, parece que terá sido o Louçã, o que ainda é mais ridículo, pois o Bloco nem sequer chegou aos 10%!

É preciso contar mais de 90 portugueses para encontrar o primeiro que tenha votado no Bloco.

Insignificante!

No que respeita ao PCP, já se sabe que ganha sempre, ou porque tem mais votos, ou porque os votos são mais bonitos, ou porque teve mais jovens a votar ou porque o Jerónimo sua mais que os outros candidatos.

Mas – 7%?!

Tenham dó!

Portanto, quem ganhou as eleições, com 36% dos votos, foi o Sócrates!

Sem espinhas!

Agora tem é que fazer alianças e nisso os políticos portugueses são muito esquisitos.

Ainda há pouco tempo, na Noruega, três partidos de esquerda, incluindo comunistas, se coligaram para formar um governo maioritário.

Ontem mesmo, a Angela Merkel ganhou as eleições, mas vai governar coligada com o Partido Liberal – mas também podia ser com o SPD, só que estes tiveram um resultado miserável.

Em Portugal, não.

O Louçã já disse que, com o Sócrates, nunca!

O Manuel Alegre já disse que coligações, só com a esquerda!

Mas se o Louçã não quer o Sócrates e p o Sócrates é que ganhou as eleições, coligações à esquerda, só se fôr com o Jerónimo.

Mas com o Jerónimo não chega para formar governo maioritário…

Nesse caso, mais vale o PS formar um governo minoritário e governar sozinho.

Está-se mesmo a ver que vamos ter que aturar o Portas no governo, outra vez.

Se eu fosse ao Sócrates, dava, ao CDS, as pastas da Agricultura, da Segurança Social e da Educação.

Sempre gostava de ver ministros do CDS a distribuir subsídios pelos agricultores, a cortar com o rendimento mínimo aos ciganos e a avaliar professores!…

Faz isso, Sócrates… não és homem, não és nada!…

Dia de reflexão

Saturday, September 26th, 2009

Há uns anos, havia uma frase feita que classificava a nossa democracia como “a jovem democracia portuguesa”.

Portugal só é uma democracia desde abril de 1974 e, comparativamente com a Inglaterra, a França ou os Estados Unidos, há-de ser, sempre uma mais jovem democracia.

No entanto, 35 anos depois do 25 de Abril, o chamado dia de reflexão, em que os partidos não podem fazer campanha e os órgãos de comunicação social não podem falar disso, faz cada vez menos sentido.

De certeza que, na net, dezenas, centenas de blogs estão a ser actualizados com posts sobre as eleições, dizendo, claramente, a intenção de voto dos seus autores.

Eu, no meu caso, vou votar no PS, como fiz há 4 anos, porque defendo o Serviço Nacional de Saúde e o PS tem uma ideia boa para a sua reforma, através das Unidades de Saúde Familiares, por causa do ensino de inglês na instrução primária, pelos 12 anos de escola obrigatória, pela aprovação da lei do aborto, pelo complemento solidário para idosos, pelo cheque-dentista, pelos medicamentos genéricos gratuitos para os reformados com complemento solidário, pelo programa Novas Oportunidades, pela distribuição do Magalhães, apesar dos erros, pelo complemento para grávidas, pela informatização de todos os centros de saúde, etc, etc.

Todas estas políticas compensam, largamente, os erros cometidos – e quanto à história da arrogância, do medo e do autoritarismo, tenham paciência, mas já dei para esse peditório.

Pensei, por momentos, na Manuela Ferreira Leite como primeiro-ministro e ia tendo um enfarto.

O Paulo Portas é postiço e não merece mais que um bocejo.

O Jerónimo de Sousa cheira a bafio e só se mantém porque Portugal teve um líder comunista chamado Cunhal e um ditador chamado Salazar.

Quanto ao Louçã, é o mais perigoso de todos eles. É um moralista de esquerda, um conservador encapotado, um defensor de propostas de ruptura, que não usa gravata mas que, enfim, até nem se importaria de fazer parte de um governo burguês, quem sabe para corroer o sistema por dentro (ah! ah! ah!).

Portanto, Sócrates, apesar de já ter gostado mais de ti, podes contar com o meu voto amanhã.

Manuela merdosa, perdão, medrosa!

Saturday, September 19th, 2009

A D. Manuela está com medo de viver em Portugal. Diz que Sócrates asfixiou o país, acabou com um jornal televisivo, pressionou um director de jornal e até anda a escutar o que diz o Presidente.

A D. Manuela, transida de medo, diz que todos os funcionários públicos, os que trabalham nas escolas e nos hospitais sabem que têm que ter cuidado com a língua porque podem estar a ser escutados por alguém ligado ao Governo, que logo fará deles queixa ao Sócrates.

A D. Manuela que, obviamente, está já na fase do delírio democrático, diz:

“Não aceito viver num país onde um director de jornal suspeita  que está sob vigilância”.

Percebemos perfeitamente.

D. Manuela: faça favor de se mudar, por exemplo, para a Eslovénia.

Obrigado.

A padeira de Aljubarrota

Monday, September 14th, 2009

A D. Manuela não quer nada com os espanhóis!

A D. Manuela é uma nova padeira de Aljubarrota, correndo com os castelhanos à pazada!

A D. Manuela quer-nos manter aqui, neste cantinho, longe de tudo e de todos.

Pobres, mas honrados!

A D. Manuela já não tem idade para fazer figuras destas.

Faça o favor de se retirar.

Obrigado.

Manuela asfixiada

Friday, September 11th, 2009

A D. Manuela inventou a “asfixia democrática”.

Segundo ela, no Continente, as pessoas têm medo de exprimir as suas opiniões porque podem colocar em risco os seus empregos. Pelo contrário, na Madeira, é o Paraíso democrático.

Ontem, até o Paulinho das feiras lhe chamou a atenção para o facto de um debate como o que estava a decorrer entre ambos, seria impossível na Madeira.

A D. Manuela acha que não. Que na Madeira é que se pratica a verdadeira democracia.

E porquê?

Porque, diz ela, Alberto João Jardim “é eleito há muitos anos, por voto secreto e com maiorias sempre crescentes”.

Ó D. Manuela – isso também o Saddam Hussein, que era sempre eleito por 99% dos eleitores, e o Nyyazov, que foi presidente do Turquemenistão entre 1991 e 2006, e ainda o Karimov, que é presidente do Uzbequistão desde 1991, e o Kadhaffi, que está no poder desde a Idade Média!

Todos com maiorias sempre crescentes!

E ai de quem não votar neles!

D. Manuela, a senhora está-me a descair – eu pensei que fosse uma política inteligente e digna e, afinal, a senhora é trapalhona, pouco séria nos argumentos e já deu provas, em anteriores legislaturas, quer como ministra da Educação, quer como ministra das Finanças, de ter muito pouca abertura democrática.

Portanto, se sente asfixiada, sugiro-lhe Ventilan – 1 a 2 inalações de 8/8 horas e consulte um pneumologista.

As melhoras…

Há Manelas e Manuelas…

Monday, August 31st, 2009

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite, actual líder do PSD, não tem nada a ver com uma outra Manela, com o mesmo apelido, que, em tempos, foi Ministra da Educação.

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite é uma Senhora, com ésse grande, muito bem maquilhada, vestida de modo sóbrio mas elegante, com o cabelo irrepreensivelmente arranjado, que nada tem a ver com a tal Manela, a quem um grupo de estudantes mostrou os rabos, onde estava escrita a palavra de ordem: “Não pagamos!”

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite é muito acarinhada pelos jornalistas, que lhe fazem perguntas a propósito, que a fotografam em ângulos favoráveis, que a tratam como se ela já fosse primeira-ministra e não tem nada a ver com a Manela, a que também foi ministra das Finanças e inventou os pagamentos especial por conta, alinhou com a subida do IVA, congelou os salários da função pública  e se obstinou com o déficit.

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite só fala quando acha que tem algo para dizer, é detentora da Verdade e vai fazer-nos, a todos, muito felizes e prósperos, nada tendo a ver com a outra Manela, conservadora, retrógrada que, até no próprio partido, apenas conseguiu um terço dos votos.

Portanto, há que não confundir a Dona Manuela com a Manela e não votar em nenhuma delas!