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A reflectir

Saturday, June 6th, 2009

Desde as 9 da manhã que estou sentado no sofá da sala.

A reflectir.

Amanhã vou votar e ainda não decidi para quem vai o meu voto.

Se escolhesse o meu sentido de voto pela aparência dos candidatos, votaria em branco.

Ninguém se safa.

NO PS não votaria porque o Avô Cantigas me parece deslocado nestas eleições; aquele bigode e aquele cabelo parecem não pertencer àquela pessoa e a voz fica muito melhor a um professor primário de Mangualde do que a um deputado europeu.

No PSD também não votaria porque o cabeça de lista parece, de facto, o Manelinho, da Mafalda, com o cabelo cheio de gel e aquele corpo em forma de pêra, qual sempre-em-pé.

Na CDU, muito menos. A Dona Ilda aparece com aquele casaco verde, que parece uma grande alface frisada e troca os vês pelos bês e diz coisas que já ninguém diz em nenhum país da Europa, excepto, talvez, o Azerbeijão (que, por acaso, fica na Ásia).

O meu voto também não iria para o CDS porque o Nuno Melo também não se parece nada com um eurodeputado, dando mais a impressão de ser o gerente de um loja de roupa para homens modernaços, mas pouco, tipo Cortefiel ou Dielmar. E, depois, traz o Portas sempre atrás…

No Bloco, também não. O Miguel Portas tem aqueles olhos sempre franzidos, como se tivesse obstipação crónica e agora anda com uma calmeirona sempre atrás dele, com olhos de carneira-mal-morta e ar de matadora. Perigosa, aquela senhora…

O meu voto também não iria para nenhum dos outros candidatos, por razões várias.

Para a Laurinda Alves, do MEP, não, porque é demasiado católica. Para a Manuela Magro, do Partido Humanista, também não, porque não. Para o Partido da Terra, só se fosse adubo. Para aquela coisa que se chama MMS, também não, por razões óbvias (MMS?!…). Para o MRPP, nunca, porque tem Lenine a mais. Para a Carmelinda, do RUE (ligado ao POUS, que não tem nada a ver com a OCMLP, nem com a FSR, muito menos com o PCM-ML), também não, porque estou farto de siglas.

Sendo assim, poderia escolher o meu sentido de voto depois de ler as propostas de cada um dos candidatos.

E, neste caso, tirando o tal RUE (ligado ao POUS), que propõe a ruptura com a União Europeia, todos os outros candidatos querem uma Europa melhor e mais justa, mais igual e mais fraterna, mais humana e mais amiga do ambiente, mais moderna e mais aberta e mais honesta e mais bonita e mais limpinha e mais asseada e mais, e mais, e mais…

Já passa do meio-dia, já estou a reflectir há mais de 3 horas e cada vez estou mais confuso.

Ajudem-me, por favor!

Louçã e as coelhinhas

Sunday, February 8th, 2009

Francisco Louçã, na Convenção do Bloco de Esquerda:

“Imaginem que se colocam dois coelhos numa cova; de certeza que vão surgir coelhinhos, se for um casal de coelhos. Mas experimentem pôr duas notas de 100 euros, juntas uma com a outra, numa caixinha; acham que vão surgir muitas notas de 20 euros dessa caixinha?”

Das duas, uma: ou Louçã estava com os copos ou deixou de tomar as gotas, porque:

- Colocar dois coelhos numa cova não será atentar contra os direitos dos animais?

- Se a cova for muito funda, os coelhinhos não morrerão asfixiados?

- Colocar os coelhos numa cova não será o mesmo que enterrar os coelhos? Que mal fizeram eles?

- Se os coelhos forem ambos machos ou ambos fêmeas, por muito que forniquem, provavelmente não sairão coelhinhos nenhuns daquela cova, não é, Xico?

E mais:

Por que razão duas notas de 100 euros deveriam dar origem a notas de 20 euros? Será que Louçã acha que os filhos valem menos que os pais? Não seria melhor Louçã começar de imediato, psicanálise?

Quanto a mim, vou pegar nestas duas coelhinhas e colocá-las numa cova.

Depois, ai delas, se não sairem, muitas notas de 20 euros lá de dentro!

Obrigado pela ideia, Louçã!

E viva a 4ª Internacional! Trotsky ficaria orgulhoso!