“Um Punhado de Flechas”, de Maria Gainza (2024)

Maria Gainza nasceu em Buenos Aires em 1975 e foi crítica de arte durante muitos anos, escrevendo para vários jornais, sendo também correspondente do New York Times.

Publicou o seu primeiro romance, O Nervo Ótico, que ainda não li, em 2018, inaugurando uma escrita que mistura narrativa, ensaio e crítica de arte.

O título deste Um Punhado de Flechas foi-lhe sugerido por uma conversa com Francis Ford Coppola, que lhe disse que casa um de nós nasce com uma aljava com um certo número de flechas douradas. Quando as lançou todas, acabou-se. Penso que Coppola estava a referir-se a ele próprio, que lançou as suas flechas todas com os três filmes do Padrinho, com o Apocalipse Now e o One From The Heart.

Este livro de Maria Gainza é curioso por isso mesmo: deu-nos a conhecer vários artistas plásticos argentinos que desconhecíamos e contou-nos histórias curiosas com eles relacionadas.

Um livro diferente que vale a pena.

Tomates para a Argentina já!

Segundo o DN “os argentinos estão furiosos, especialmente os mais jovens. O motivo é a falta de ketchup nas cerca de duas centenas de restaurantes McDonalds do país”.

Pelos vistos, os argentinos não toleram comer Big Macs sem o acompanhamento do tradicional molho vermelho.

E a coisa é tão importante que até a própria presidente Cristina Kirchner ordenou ao ministro da Economia que importasse tomates do Brasil.

Ora aqui está uma boa oportunidade de negócio para o nosso governo, ou será que o Pires de Lima não tem tomates?

Coisas…

1. Um livro de poemas para adultos de Alice Vieira foi recomendado a crianças no Plano Nacional de Leitura.

Parece-me correcto.

Em Portugal, o livro mais vendido é “As 50 Sombras Mais Negras” e o segundo mais vendido é “As 50 Sombras de Grey” – dois calhamaços escritos por uma dona de casa que fez uma dieta í  base de Pau de Cabinda.

Talvez começando a fornecer poesia í s criancinhas, consigamos mudar os hábitos de leitura desta malta!

2. Todas as escolas do 1º ciclo de S. João da Madeira vão passar a ensinar mandarim.

Justificação? Preparar futuros contactos comerciais com o “maior mercado da Humanidade”.

Já estou a imaginar os jovens de S. João da Madeira a abrir lojas de chineses em Xangai…

3. O comissário europeu Oli Rehn insiste na necessidade de manter em Portugal o “espírito construtivo” que tem caracterizado o ambiente político e acrescentou que quer os partidos a “trabalhar em conjunto”.

Mas quantos de nós votaram neste gajo?

4. Portugal foi o segundo país com maior aumento de impostos entre 2009 e 2012, só suplantado pela Argentina.

í“ Gaspar – vamos lá a fazer só mais um esforçozinho!

Ninguém gosta de ficar em segundo lugar quando pode ficar em primeiro!