“O Animal Moribundo”, de Philip Roth

animalmoribundoPhilip Roth é, neste momento, um dos meus escritores favoritos.

Entrei em contacto com ele no ano 2000, com “Teatro de Sabbath”, de 1995. Fiquei fascinado pelo vigor e crueza da escrita torrencial.

Depois desse, já li muitos dos seus livros: “A Mancha Humana” (2000), “Todo-o-Mundo” (2006), “A Conspiração Contra a América” (2004), “Pastoral Americana” (1997), “Casei Com Um Comunista” (1998) e “Património” (1991) .

“O Animal Moribundo” é um pequeno livro, com pouco mais de 100 páginas, em que um professor e crítico de arte de quase 70 anos, narra as suas aventuras sexuais com algumas das  suas alunas, que se sentem atraídas pela maturidade e pela cultura do professor.

David Kepesh, assim se chama o narrador, conta, sobretudo a sua relação com Consuella Castillo, uma jovem cubana, com quem manteve maratonas sexuais quando ela tinha pouco mais de 20 anos e ele já tinha ultrapassado os 60.

Agora, que ela tem 32 anos e ele já está nos 70, e depois de já não se verem há vários anos, Consuella vem ter com o antigo amante. Tem um cancro da mama, está a fazer quimioterapia, perdeu o cabelo, quer ajuda para enfrentar o fim e vai procurá-la junto de quem, naturalmente, está mais perto da morte.

O erotismo, a passagem do tempo, a idade, a morte – tudo isto não é exclusivo de determinados grupos etários.

Nesta história, temos um homem de 70 anos, cheio de vigor e de desejo e uma mulher de 32 anos, enfrentando a morte.

Por coincidência, a capa do livro, da responsabilidade do atelier de Henrique Cayate, poderia muito bem levar à apreensão do livro pela PSP de Braga, como aconteceu recentemente

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2 Responses to ““O Animal Moribundo”, de Philip Roth”

  1. Caro Artur,

    Uma sugestão. Eu deixei aqui uma reflexão sobre os últimos 40 dias num certo canto do mundo (http://ovalordasideias.blogspot.com/2009/03/desuniao-europeia-em-bruxelas-e-os.html). E se confrontasse com o que foi o mesmo período em Portugal? Só de pensar deprime-me, mas pode ter havido algo de bom que me tenha escapado…

  2. Maria says:

    Estou a ler Exit – Fantasma sai de cena e Roth captura a atenção. Também senti o mesmo com Todo-o-mundo. Deixou-me curiosa com o Animal Moribundo. Como se chama em inglês?

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