O Partido Nova Democracia da Madeira passou í clandestinidade.
Ah! Ah! Ah!
aqui desde 1999
Em equipa que ganha não se mexe?
Mentira! Se a equipa ganha, sobretudo se a equipa ganha tudo, muda-se de equipa, que é para não começar a ter a mania das grandezas!
Foi o que aconteceu ao Benfica.
Como ganhou o Campeonato, a Taça da Liga e a Taça de Portugal, toca a vender os jogadores todos e a comprar 252 novos jogadores e, assim, formar uma nova equipa (ou duas…)
Chama-se a isto ter vistas largas ou ser completamente idiota… o tempo o dirá…
Mas há uma coisa que caracteriza todos os jogadores portugueses que o Benfica contrata de novo: é que todos são do Benfica desde pequeninos!
Esta semana, dois novos reforços portugueses: Eliseu e Criança Pequena (também conhecido por Bebé).
Eliseu, que jogava no Málaga, claro que é do Benfica desde pequenino, assim como toda a família.
Disse ele:Â “Felizmente que chegou este momento e estou muito contente por chegar a um clube tão grande como o Benfica. Era um sonho de criança, lembro-me de ser pequeno e ter uma paixão enorme pelo Benfica. Era um sonho que tinha e que consegui concretizar. Estou muito orgulhoso, assim como toda a minha família, que é toda benfiquista”.
Também Criança Pequena (também conhecido por Bebé) é do Benfica desde pequenino, o que quer dizer que já era benfiquista quando ainda não passava de um minúsculo feto.
Disse ele: “Não podia estar mais feliz. Desde pequeno que sou do Benfica e isso também importante”.
Então não é, Bebé!
E assim, Jesus tem, finalmente, um Bebé!
O problema vai ser a linguagem que os jogadores praticam no terreno de jogo.
Imaginem os jogadores a gritarem para o Bebé: “passa a bola caralho!” ou “chuta essa merda, meu filho da puta!”
Não é linguagem que se use em frente a um bebé, francamente!
Para quem gosta de palavras, este livro do Professor de Latim e Grego, Pedro Braga Falcão é algo a não perder.
Ao longo de cerca de 250 páginas, e numa linguagem acessível, o autor disseca algumas palavras, explicando a sua origem.
Ficamos assim a saber, por exemplo, que “badameco deriva do latim vade mecum, uma expressão que literalmente se traduz por «vem comigo» e se aplicava a um livro ou manual apropriado para ser levado em qualquer circunstância, uma espécie de «livro de bolso»; a expressão ainda hoje se usa, em particular em relação aos roteiros turísticos. Como ganhou o sentido pejorativo que tem hoje? Suspeitamos que vem de um dos sentidos metafóricos da expressão, que também se aplicava, não a um livro, mas a uma pessoa que acompanhava sempre outra, de um lado para outro, uma espécie de «pau para toda a obra».”
Ficamos também a saber que há palavras com animais escondidos, como capricho, que tem na sua origem ouriço e cabra.
E ficamos ainda a saber que candidato era aquele que se vestia de branco, portanto, era cândido, que quer dizer branco, puro. Pois…
No final do livro, um índice permite-nos procurar o vocábulo cuja origem queremos conhecer.
Gostei.
Mas o que é que o Riky fez de mal?
Subiu ao Monte Branco sem pagar bilhete do teleférico?
Esqueceu-se de declarar uns míseros milhões de euros?
Será que tem culpa que um pato bravo lhe tenha querido oferecer prendas?
Branqueou capitais? E depois? Quem gosta de capitais sujas, carago?
E obrigam o pobre Riky a pagar 3 milhões de fiança!… o homem, agora, está desempregado, como podem exigir-lhe tanto dinheiro? Os desempregados não têm certos e determinados direitos?
Além disso, o Riky já tem uma certa idade: há que respeitar a terceira idade!
Juntemo-nos, todos, em defesa do Ricardo Salgado!
Ricardo Salgado jamais será lixado!
Se o teu presidente tomou o Poder í força, num golpe de Estado sangrento;
Se vives numa ditadura;
Se aprovas a tortura e a pena de morte;
Se tens uma taxa de analfabetismo superior a 50%;
Se não falas uma palavra de português;
Junta-te í Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa!
A Guiné Equatorial já o fez!
De que estás í espera?!
O novo presidente do BES, Vitor Bento, mandou-me um mail.
Quando um conselheiro de Estado nos envia um mail, devemos ficar um pouco emocionados.
Foi o que eu fiquei.
Até o li em pé, perfilado.
Começa por dizer o seguinte:
“Os Clientes são a razão de ser do BES. A sua confiança é a base de todo o valor que geramos. Ao tomar posse como presidente da Comissão Executiva sinto, com orgulho e responsabilidade, o peso da valorosa confiança que em nós está depositada.”
Clientes com “cê” grande, note-se.
E acrescenta:
“O BES é uma instituição assente na economia real e líder europeu na satisfação ao Cliente. É uma instituição com um passado histórico, um pilar da nossa economia, das nossas empresas e dos portugueses em geral ““ e irá continuar a sê-lo.”
Até aqui, tudo bem.
Sou Cliente de um Banco que é um pilar e que está assente na economia real.
Ok… mas e aquela bronca da família Espírito Santo?
Vejamos a continuação do mail; pode ser que venha mais í frente.
“A equipa de gestão que lidero desde 14 de julho está já a trabalhar com todo o empenho para reconquistar a confiança dos mercados, gerando benefícios sustentáveis e abrindo caminho a um novo capítulo no Banco. E para continuar a fazer aquilo que melhor sabemos, a excelência no serviço aos Clientes.”
Ora, a equipa que Bento lidera está já a trabalhar para reconquistar a confiança dos mercados… ah! então parece que os mercados sempre perderam a confiança no BES… talvez seja agora que ele fala na Rioforte e nos negócios de Angola e tal… vejamos…
“É por isso que o BES foi ainda recentemente reconhecido como banco líder na satisfação dos clientes de acordo com o ECSI 2013 (European Customer Satisfaction Index).”
Não, ainda não foi desta… fiquei a saber que, em termos de satisfação, não há outro como o BES… embora este tipo de inquéritos de satisfação me façam lembrar os concursos para cervejas: é sempre possível ganhar uma medalha de ouro num concurso qualquer, nem que seja na Suazilândia.
Continuemos… pode ser que seja agora que ele fale no Ricardo Salgado e no Ricciardi e naquela tropa toda…
“Estou certo que, com a sua fidelidade e a de todos os outros Clientes ““ pela qual estamos tão gratos ““ faremos com que o Banco continue a ser a referência que sempre tem sido.
A sua confiança é a nossa força.”
E acabou!
Afinal, nem uma palavra sobre as tramóias, os empréstimos ruinosos, a queda das acções, os negócios com a PT – nada!
Nem se percebe por que razão o Vitor Bento se deu ao trabalho de enviar este mail.
Se o BES é assim tão bom, se tudo é tão perfeito, por que carga de água o Vitor Bento me está a passar a mão pelo pêlo?
Aqui há gato!…
Factos: a Polícia Judiciária desmantelou uma quadrilha de 12 elementos que assaltava e roubava apartamentos; os bandidos apresentavam-se de uniforme da polícia e exibiam mandados de busca, falsos, claro; depois, entravam nos apartamentos e roubavam ouro, jóias, diamantes e outros objectos de valor.
Da quadrilha faziam parte três polícias, que tinham acesso a informação privilegiada sobre os locais a assaltar.
Depois de presentes ao juiz, oito elementos da quadrilha ficaram em prisão preventiva, incluindo os três polícias.
Acho mal!
Se os funcionários da TAP têm descontos nos voos e os empregados da Carris podem viajar í borla, os polícias também deviam ter alguma vantagem corporativa.
Talvez se pudesse resolver a coisa com uma reprimenda ou um par de estalos, não acham?…
J. M. Coetzee (Cidade do Cabo, 1940) é um dos meus escritores preferidos e este Summertime é mais um bom texto com uma ideia notável.
Um biógrafo inglês está a escrever um livro sobre o falecido escritor John Coetzee, centrando-se nos anos 1972-77, altura em que o escritor tinha í volta de 30 anos e ainda não tinha publicado nada de importante.
Nesse sentido, entrevista uma mulher casada com quem Coetzee teve um caso amoroso, a sua prima Margot, uma bailarina brasileira, cuja filha foi aluna de inglês do escritor e alguns ex-colegas professores.
Graças a essas entrevistas, conhecemos o jovem Coetzee, um homem solitário, desajustado, que vivia com o seu velho pai viúvo e que ganhava a vida com trabalhos temporários de professor.
Recomendo.
Outras obras de Coetzee: No Coração desta Terra (1976), O Homem Lento (2005), A Vida e o Tempo de Michael K. (1983), Diário de um Ano Mau (2007), A Infância de Jesus (2013), Desgraça (1999).
A artista plástica japonesa Megumi Igarashi conseguiu, através do crowdfunding, realizar um projecto ousado. Fotografou a sua
vagina e enviou o resultado, por mail, para os seus financiadores, de modo a que possam fazer uma impressão em 3 D do seu pipi.
Do mesmo modo, utilizou o molde para fazer um caiaque com a forma da sua vagina, a que chamou Pussy Boat.
Na foto, vemos a artista a posar para a câmara fotográfica, em cima, o molde da sua vagina, í esquerda e, em baixo, ela dentro da vagina, ou melhor, dentro do caiaque em forma de vagina.
Foi presa no passado fim de semana.
As autoridades japonesas acusaram-na de infringir as leis da obscenidade e pode vir a ser condenada a dois anos de prisão.
Olhando bem para a foto, temos que concordar que o caiaque da japonesa parece-se com tudo, menos com uma vagina e a foto do molde da dita parece ter o clítoris em baixo – a menos que seja assim nas japonesas…
Mas se a vagina de Igarashi pode ser considerada má, porque levou a sua dona í prisão, já a vagina da Erica Fontes, só pode ser boa.
Erica é uma portuguesinha assim para o escanzelado que, certo dia, respondeu a um anúncio para entrar num filme porno, “por brincadeira”, segundo ela conta.
Desde então, foi um ver se te avias, filme atrás de filme – e digo atrás com propriedade…
A fama de Erica chegou aos States e este ano ganhou um prémio pela melhor artista porno estrangeira.
Observando as as posições que a Erica adopta nos seus inúmeros filmes, temos que concordar que ela é, também, í sua maneira, uma artista plástica, como Igarashi.
E, no entanto, em vez de ser presa, Erica ganha prémios!
Se calhar, é porque tem o clítoris no sítio certo…
Na página 10 do Diário de Notícias de hoje, quatro exemplos de mau português e péssimo jornalismo.
O primeiro tem a ver com o novo acordo ortográfico e o título da notícia é: «Fação criticada por admitir “governação”».
O que será “fação”?
Não quero ser faccioso, mas por que carga de água se deixou cair o segundo cê de FACí‡íƒO, porra?!
O segundo exemplo intitula-se «Autarca histórico perde pelouros» e é uma grande confusão.
Diz a notícia que “O presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha (PS), retirou ontem os pelouros a dois vereadores socialistas do município, o ex-presidente Rondão de Almeida e a vice-presidente Elsa Grilo”.
Então, mas se o presidente retirou os pelouros aos outros dois, como é que se pode dizer que os perdeu?
E a notícia acrescenta que “Nuno Mocinha justificou a decisão por, desde o início do mandato, «não ter a liberdade suficiente para exercer o cargo».
Mas qual cargo?
Não se percebe nada…
Passemos ao terceiro exemplo, intitulado “Leilão em Viana de par de muletas”.
Estranho e curioso título.
Ao lermos a notícia percebemos que “um par de muletas está entre o material que a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo vai voltar tentar vender em leilão, na próxima semana”.
Um par de muletas no leilão dos Estaleiros?
Porquê?
Não se sabe e a notícia não nos esclarece, acrescentando, apenas, que “os cerca de 60 leilões já realizados desde janeiro representam 1,12 milhões de euros”.
Quantas muletas terão sido leiloadas?
E termino com o quarto exemplo, intitulado “PS expulsa dirigente local”.
A notícia conta-nos que o presidente da Comissão Política Concelhia de Pedrógão Grande do PS, Diogo Coelho, foi expulso do partido.
E porquê?
Porque “terá tido «atuação continuada» e «infracional» toda «dominada e presidida pelo mesmo processo resolutivo», o desejo de «querer ser a todo o custo» o cabeça de lista do PS í câmara do concelho.”
E mais nada!
A notícia não nos explica o que é isso de “atuação infracional” ou o que será o “processo resolutivo”.
Jornalismo vergonhoso…