Meo tanga

No mês passado decidi contratar a Zon Fibra.

Marquei a instalação. Telefonaram na véspera a confirmar. No dia aprazado, ninguém apareceu. Telefonei a indagar. Depois de muitas teclas batidas, do lado de lá da linha, e depois de muitos muito obrigado por ter esperado, Sr. Artur, disseram-me que não estava nada agendado.

Mudei de operador. Logo.

Liguei para o Meo.

Uma semana depois, tinha telefone, internet e televisão HD. Do Meo.

Sábado passado, já não tinha nada.

Nem telefone, nem internet, nem televisão.

Esperei por domingo. Telefonei. Depois de muito obrigado por ter aguardado, Sr. Artur, ordenaram-me que desligasse os equipamentos da corrente, por esta ordem: primeiro a box, depois o router e depois o não-sei-quê.

De cu para ar, com o telemóvel (que ainda é da Zon…) encostado ao ouvido, desliguei tudo.

Aguarde uns minutos.

Aguardei.

Agora ligue os aparelhos pela mesma ordem.

Liguei.

Aguarde uns minutos.

Aguardei.

Obrigado por ter aguardado, Sr. Artur – diga-me como é o estado das luzes no router, por favor.

Pois a primeira está ligada, as outras duas piscam e a da internet e a do telefone, estão apagadas.

Aguarde mais alguns minutos.

Aguardei.

Em resumo: 23 minutos depois, 6 euros e qualquer coisa de chamada (a chamada só é gratuita se for da rede PT), a menina diz-me que tem que mandar um técnico cá a casa.

Pode ser amanhã, das 18 í s 20h?

Pode.

Não apareceu ninguém.

Mas também não me chateei porque o serviço foi retomado, assim, de repente.

Ontem, a meio do Barcelona- Benfica, o serviço foi ao ar!

Liguei para o apoio ao cliente, mais uma vez.

Expliquei tudo.

Muito obrigado por ter aguardado, Sr. Artur: trata-se de um problema na sua zona. Já lá está alguém a tomar conta do assunto e o serviço deve ser retomado dentro de 24 horas.

Então e por que estive eu, ontem de cu para o ar, a ligar e a desligar equipamentos.

Pois, isso foi porque ainda não tínhamos um “tec” aberto (?)

Então e como poderei ser ressarcido de três dias sem serviço?

Ah, para isso vou passar ao meu colega das reclamações.

Desliguei.

É preciso ter fibra para aguentar estes gajos da fibra!

La crise oblige

Segundo o Público de hoje, citando uma reportagem de Le Parisien, começam a surgir, na imprensa francesa, anúncios que oferecem serviços em troca de sexo.

Exemplo: «homem efectua tarefas domésticas a troco de mimos».

Ou este: «homem, 44 anos, respeitável, higiene irrepreensível, não fumador, com 1,80 metros, 85 quilos, troca reparações eléctricas por mimos picantes».

Ou mais este: «diplomado em Ciência Política dá aulas de francês, inglês, filosofia ou cultura geral a troco de carinhos de aluna maior de idade ou da mãe da aluna».

Ora aqui está uma excelente ideia que podia ser aproveitada pelo governo português!

A crise avança, o FMI parece inevitável, os mercados estão-se borrifando para a aprovação, ou não, do Orçamento, e Sócrates, apesar do  seu optimismo militante, já não consegue disfarçar o desconforto.

Por que não publicar, na imprensa da zona euro, anúncios daquele tipo?

Assim: «primeiro-ministro de país periférico, descomprometido, elegante, cabelo grisalho, troca dívida externa por mimos picantes com qualquer especulador(a) com peso nos mercados internacionais».

Ou ainda: «chefe de governo de um dos PIGS, boa forma física, que faz jogging em qualquer parte do mundo, aceita compra de parte da dívida soberana em troca de beijinhos e outras carícias mais íntimas. Preço a combinar, conforme as carícias.»

Não custa nada tentar, pá…

“Jazz and Beatles”

—Os Beatles continuam a ser um grande negócio.

Segundo os jornais,uma semana depois de, finalmente, terem sido disponibilizados para venda no iTunes, os álbuns dos Beatles já tinham vendido mais de 450 mil exemplares e tinham sido vendidas mais de dois milhões de canções!

O álbum mais vendido tinha sido o “Abbey Road” (aprovo, mas aconselharia o álbum branco…) e, nos Estados Unidos, “The Beatles Box Set”, que junta todos os álbuns dos Beatles, e que custa 200 dólares, estava em 10º lugar no top de vendas!

Sou fã desde os 11 anos. Por volta de 1964, o meu tio Xico, jornalista do Mundo Desportivo e que acompanhava o Benfica nos jogos da taça dos Campeões Europeus, trouxe-me o meu primeiro EP dos Beatles. Era um 45 rotações com quatro canções tiradas do álbum “A Hard Day’s Night”. Incompreensivelmente, perdi o rasto a esse clássico, como a muitos outras preciosidades, que se diluíram na bruma da história…

E nunca me senti desiludido com os Beatles. Mesmo quando se separaram, aplaudi. Estávamos em 1970 e começavam a apetecer outras coisas. Acabaram antes de nos fartarmos deles.

Sendo um fã assim tão fiel, sou suspeito quando digo que gosto deste disco “Jazz and Beatles”. Os puristas do jazz hão-de chamar-me nomes, porque isto é um jazz de pacotilha, de lóbbi de hotel, de elevador de centro comercial, de sala de aeroporto. Os puristas dos Beatles, aqueles que acham que o Beatle mais importante não era o piroso do McCartney, nem o falso revolucionário do Lennon, mas sim o místico Harrison, hão-de dizer que as versões destas 12 canções dos Beatles desvirtuam os originais e não têm graça nenhuma.

Que se lixem!

São 12 canções dos Beatles, que gosto sempre de recordar, e com uma roupagem “cool”, que lhes fica bem, nomeadamente “Honey Pie” ou “Oh! Darling”, por exemplo.

Pede desculpa, Bento!

Todos os jornais hoje rejubilam: o Papa aprova o preservativo!

Aleluia!

Numa entrevista que será publicada na próxima terça-feira, Bento 16 diz: «num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana».

E só agora é que descobriste isso, pá?

Quer dizer, desde 1981 que se sabe que o HIV é transmitido através dos contactos sexuais e que o preservativo pode ser uma das maneiras de reduzir o perigo de contágio e tu só o admites 30 anos depois?!

Tarde piaste!

Não tens desculpa!

Vais para o inferno, Bentinho!

O GPS e o Alzheimer

Dizia-se, em tempos, que alguém poderia inventar um estudo que comprovasse que a televisão a cores provocava cancro do estí´mago.

Queria dizer-se, com esta hipérbole, que alguns estudos pareciam feitos por encomenda e que, com a desculpa dos estudos, poder-se-ia comprovar qualquer coisa, por mais absurda.

Surgiu agora esta notícia de um estudo realizado na Universidade McGill, no Canadá, e conduzido por uma tal Veronique Bohbot que diz que o uso de GPS parece reduzir a actividade da substância cinzenta do hipocampo, que é uma das áreas que primeiramente são atingidas pelo Alzheimer.

Assim, a investigadora aconselha a restrição do uso do GPS, desligando-o logo no primeiro regresso de um novo sítio e sempre que se vai para um sítio já conhecido.

A próxima vez que for fazer domicílio a casa do JS, doente meu que não sabe quem é e está acamado há 10 anos, vou anunciar-lhe esta brilhante descoberta.

Embora eu tenha quase a certeza que o JS nunca usou um GPS na vida…

Um acórdão do caralho!

—A notícia vem no Diário de Notícias de ontem, 18 de Novembro e a história conta-se em poucas palavras:

Um cabo da GNR pediu uma troca de serviço com um seu colega. Quando o seu superior lhe disse que não autorizava tal troca, o cabo exclamou: «não dá pra trocar? Então, pró caralho!»

Estaremos perante um crime de insubordinação ou apenas de um desabafo?

Para desfazer esta dúvida, o caso passou pelo Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, pelo Tribunal de Instrução Criminal e, finalmente, pelo Tribunal da Relação de Lisboa, que a 28 de Outubro decidiu não levar o cabo a julgamento.

Para fundamentar a decisão, o juiz desembargador Calheiros da Gama e o juiz militar major-general Norberto Bernardes até parece que leram o meu post “Vernáculo Parlamentar”, de março de 2009 e elaboraram um acórdão, que vai ficar na história.

Aqui vão alguns trechos desse acórdão (o DN substituiu a palavra “caralho” por “c…”, mas aqui podemos colocar caralho por extenso, que é como ele deve ser colocado):

Os juízes vasculham a História e dizem que «para uns, a palavra caralho vem do latim caraculu, que significa pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande. Certo é que, independentemente da etimologia da palavra, o povo começou a associar a palavra ao órgão sexual masculino, o pénis».

Reparem que os juízes vacilam, no que respeita ao tamanho do caralho, desde “pequena estaca” até “pau grande”.  Mas adiante:

Â«É público e notório, pois tal resulta da experiência comum, que caralho é palavra usada por alguns (muitos), para expressar, definir, explicar ou enfatizar toda uma gama de sentimentos humanos e diversos estados de ânimo. Por exemplo, “pró caralho” é usado para representar algo excessivo. Seja grande ou pequeno demais. Serve para referenciar realidades numéricas indefinidas (chove pra caralho; o Cristiano Ronaldo joga pra caralho; o ácaro é um animal pequeno pra caralho; esse filme é velho pra caralho)»

Até aqui se vê o prestígio de Ronaldo, cujo nome se vê assim envolvido num texto jurídico sobre o caralho. Estranha, no entanto, a escolha do ácaro; em primeiro lugar, porque pouca gente saberá que o ácaro é, de facto, um animal e, depois, porque comparar o seu tamanho com o do caralho, menospreza este último, por muito pequeno que seja…

Continuemos…

«Para alguns, tal como no Norte de Portugal com a expressão popular de espanto, impaciência ou irritação “carago”, não há nada a que não se possa juntar um caralho, funcionando este como verdadeira muleta oratória».

“Não há nada a que não se possa juntar um caralho?” – ó senhores doutores juízes! Esta é muito forte! Imaginem juntar um caralho a uma lâmina de barbear! Ou imaginem expressões como “aquela freira do caralho”, ou “o caralho do major-general Norberto Bernardes”. Não fica nada bem, caralho!

E, baseados nesta jurisprudência do caralho, os juízes consideraram que a expressão utilizada pelo cabo foi apenas “virilidade verbal” e não o levaram a julgamento.

Pergunto: e se ele tivesse mandado o seu superior levar no cu?

Seria virilidade ou mariquice?…

Vamos ajudar o Putin

—O ex-futuro Presidente e actual futuro-ex 1º ministro da Rússia, Vladimir Putin tem um cachorrinho novo. Trata-se de um pastor búlgaro que o 1º ministro da Bulgária, Boiko Borisov, lhe ofereceu durante a sua recente visita í quele país.

Putin, que é um machão, que gosta de ser fotografado com os peitorais de fora, montado no seu cavalo, deixou-se fotografar com a cabecinha encostada ao cachorro, numa atitude terna, com se estivesse a pegar num pequeno míssil terra-ar.

E agora, com toda a solenidade, o governo russo pede sugestões para um nome para o cachorro, sugestões que podem ser enviadas para www.premier.gov.ru.

Já enviei as minhas sugestões, a saber: Tejo, Kremlin, Bobi, KGB, Benfica, Rasputine, Snoopy, Molotov, Obama ou, no caso de ser uma cadela, Tchetchénia.