Há Manelas e Manuelas…

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite, actual líder do PSD, não tem nada a ver com uma outra Manela, com o mesmo apelido, que, em tempos, foi Ministra da Educação.

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite é uma Senhora, com ésse grande, muito bem maquilhada, vestida de modo sóbrio mas elegante, com o cabelo irrepreensivelmente arranjado, que nada tem a ver com a tal Manela, a quem um grupo de estudantes mostrou os rabos, onde estava escrita a palavra de ordem: “Não pagamos!”

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite é muito acarinhada pelos jornalistas, que lhe fazem perguntas a propósito, que a fotografam em ângulos favoráveis, que a tratam como se ela já fosse primeira-ministra e não tem nada a ver com a Manela, a que também foi ministra das Finanças e inventou os pagamentos especial por conta, alinhou com a subida do IVA, congelou os salários da função pública  e se obstinou com o déficit.

A Sra. Dona Manuela Ferreira Leite só fala quando acha que tem algo para dizer, é detentora da Verdade e vai fazer-nos, a todos, muito felizes e prósperos, nada tendo a ver com a outra Manela, conservadora, retrógrada que, até no próprio partido, apenas conseguiu um terço dos votos.

Portanto, há que não confundir a Dona Manuela com a Manela e não votar em nenhuma delas!

Mais marrachos almadenses

E já que estamos em maré de mamarrachos, aqui vão mais três.

O primeiro é o Monumento ao Tétano, como lhe chama o Pedro e está no Parque da Paz, a atrapalhar os ciclistas e os atletas em geral; por baixo, tem uma espécie de piscina, que nunca teve água, e que é excelente para as criancinhas cairem lá dentro. A foto é favorável ao monstro, porque está em contra-luz e parece que aquilo se confunde com as árvores. Não confunde. É mesmo uma aberração ferrugenta.

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A segunda foto é dos Cubos Retorcidos, que foram plantados no meio da rotunda do Centro Sul. O que vale é que um gajo vai tão concentrado a conduzir que nem repara nesta coisa piramidal.

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Finalmente, por hoje, o 3º mamarracho, numa rotunda da Trafaria, uma espécie de escorrega para masoquistas.

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Mamarracho

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Numa rotunda, no Monte de Caparica, onde havia um verdejante relvado com algumas árvores já frondosas, ergue-se agora o Mamarracho.

É um incrível monumento ao operário da construção naval.

Quase indescritível: no centro, parece haver a proa de um navio em construção, depois, uns carris sulcam o chão, cheio de cascalho; mais atrás, um guindaste; num dos cantos, três hélices no topo de umas estacas; noutro canto, uma hélice maior, em cima de um cubo de cimento.

Tudo cor de ferrugem, feio, agreste.

Mamarracho!

Ainda não foi inaugurado.

A Maria Emilia de Sousa, presidente da Câmara de Almada desde a Idade Média (que exagero! Desde a 1ª República…), deve estar í  espera da campanha eleitoral das autárquicas para inaugurar o Mamarracho.

Só por isto devia perder as eleições!

Quadrilhice

cavaco_baloesEm qualquer país dito civilizado, se houvesse a suspeição de que o Governo estava a espiar o Presidente, instalar-se-ia a crise entre os órgãos de soberania.

Em Portugal, é apenas mais um “fait divers”, uma tontice de verão, uma coisa sem importância – de tal modo que o Presidente, que ameaçou falar ao país se algo de muito grave se passar antes das eleições, até se dá ao luxo de ignorar o assunto.

E, afinal, o que se diz é que os seus assessores (com 5 ésses!) estão a ser espiados por facínoras, a mando de Sócrates.

Conversa de porteiras!

Quadrilheiras!

Está visto que os gajos do PS estão í  rasca: querem conhecer o programa eleitoral do PSD, para poderem contra-atacar e, como a Manela não se descai, eles estão í  brocha.

Pobres coitados!

Será que eles ainda não perceberam como vai ser o programa do PSD?

É que é tão simples. O programa eleitoral do PSD é curto e incisivo e divide-se em dois pontos:

1º A Manela vai ser primeira-ministra;

2º Depois, logo se vê.

Quanto a Cavaco, é vê-lo encher balões, pastar caracóis, encher pneus, pisar ovos, encher chouriços, ver navios, contar carneiros, olhar para o ar e sair de cena como o presidente que menos marcas deixou na História de Portugal, embora tenha conseguido evitar a eminente independência dos Açores…

The Shield – séries 4,5 e 6

E com estas três temporadas, de 2005 a 2007, termina a série que mais polícias corruptos a televisão mostrou, até hoje. Aliás, a frase que serve de subtítulo í  série é: “The road to justice is twisted”.

A série mantém a mesma realização “nervosa”, ao longo das seis temporadas, com uma câmara sempre em andamento, captando os intervenientes por trás de uma porta, por baixo de uma mesa, através da folhagem de um arbusto. Os principais intérpretes andam sempre num frenesim, entre a esquadra e os bairros sociais de Farmington; os bandidos são maus, mas os polícias ainda conseguem ser piores!

O “strike team” liderado por Vic Mackey (Michael Chiklis) tenta tudo para ocultar as trafulhices que foi fazendo ao longo dos anos, mas enterra-se cada vez mais.

shield4Na 4ª temporada, entra em cena Glenn Close, interpretando o papel de Monica Rawling, a nova chefe da esquadra de Farmington, substituindo David Aceveda, que se dedica í  política, e até parece que Vic Mackey tem uma nova oportunidade.

No entanto, Rawling acaba por ser posta em causa e é afastada, cedendo o lugar, finalmente, í  detective Claudette Wyms (C. C. H. Pounder) que, desde o início da série ansiava por dirigir a esquadra.

shield5Na 5ª temporada, surge o tenente Jon Kavanaugh (Forest Whitaker), encarregado de investigar as actividades do “strike team” e que, í s tantas, fica completamente obcecado pelo objectivo de prender Vic Mackey, acabando por actuar como ele, forjando provas.

É nesta temporada que Shane (Walton Goggins) não resistindo í  pressão da investigação, mata Curtis Lemansky,  o colega do “strike team”, receando que ele conte tudo a Kavanaugh.

shield6A 6ª temporada é a mais curta – aliás, é um desdobramento da 5ª temporada, decidida devido ao êxito da série ou í  greve dos argumentistas.

O “strike team” está resumido a Vic e a Ronnie Gardocki (David Rees Snell), cada vez mais entalados e Shane anda í  deriva, tentando orientar-se sozinho. Na esquadra, o detective Wagenbach (Jay Karnes), tenta fazer a diferença, mas acaba sempre por ser gozado pelos colegas, por ser tão ingénuo.

No final, Vic Mackey, no próprio dia que seria presente a uma Junta que o deveria expulsar da polícia, descobre documentos que comprometem juizes, políticos e outros “big shots” e mostra-os a Aceveda (Benito Martinez), pedindo o seu apoio.

O político e o polícia corruptos, condenados a entenderem-se…

Zangam-se as comadres…

O eminente político, autarca, ex-inspector da PJ, criminalista, comentador-tipo-nuno-rogeiro-mas-com-bronquite, autor de telenovelas, escritor e tudo, Moita Flores…

(não acham que falta aqui qualquer coisa neste nome? não deveria ser Moita de Flores?…)

…está muito zangado com Manuela Ferreira Leite. A líder do PSD tirou Miguel Relvas do lugar de cabeça de lista por Santarém, em detrimento de Pacheco Pereira.

(Pacheco é aquele senhor barbudo, com elevado perímetro abdominal, corpo de pêra, favorável ao aparecimento de diabetes, com uma biblioteca riquíssima, que já foi militante do MRPP – que quer dizer Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado – ah! ah! ah! -, que escreveu uma biografia não autorizada de ílvaro Cunhal, que participa em debates há décadas, dizendo como os políticos se deviam comportar e que, agora, aceita ser deputado por Santarém, borrifando-se nas distritais do seu partido e esquecendo-se que recebeu um subsídio por já ter sido deputado…)

Enfim, eu diria apenas uma coisa í  Dona Manuela: deixe a política para quem tem jeito para a coisa e dedique-se aos netos; não faça de conta que tem fibra para vir a ser primeira-ministra quando não consegue, sequer, dirigir o seu próprio partido.

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Olhe que o Prof. Cavaco está cheio de vontade de ocupar o seu lugar. Pelo menos, parece…