Não aguentou a pressão! Tantos grupos de trabalho, tantas inteligências í sua volta, tantos colaboradores e ninguém o avisou que um SAP, neste momento, vale tanto como a capelinha ou a taberna.
Qualquer lugarejo que se preze tem que ter os seus locais de culto: um sítio para rezar pelas alminhas, um outro para emborcar os seus púcaros e, finalmente, um serviço de urgência, onde se possa ir mostrar a unha encravada ou o joanete de estimação.
O Sr. Campos não realizou a força dos SAP. E o SAP engoliu-o.
Tentou fazer passar a ideia de que, caso se tenha uma dor no peito suspeita de enfarto do miocárdio, é mais seguro chamar o INEM do que ir ao SAP lá do sítio. A malta quer morrer no SAP, caramba! Como muito bem disse o autarca de Anadia: «já nem se tem a dignidade de morrer num hospital!»
Eu sou dos antigos. Eu sou dos que pensam que a morte não tem dignidade nenhuma. Mas, já que tenho que morrer, prefiro que seja em casa.
Agora, a Dra. Ana Jorge aceitou o cargo e já disse que a política de saúde é para continuar.
Se é para continuar, por que raio é que o Sr. Campos se foi embora?
Enfim… tinha tanta coisa para dizer sobre isto mas, acreditem, estando por dentro de tudo, estou tão farto que não me apetece dizer mais nada.









