Archive for October, 2006

“A Vida é um Milagre”, de Kusturica

Tuesday, October 31st, 2006

vidaeummilagre.jpgOra aqui está mais um “Gato Preto, Gato Branco”, talvez não tem bem conseguido, mas divertido na mesma. Kusturica ri-se para não chorar.

A acção do filme passa durante o conflito da Bósnia e a guerra, a pobreza extrema, a destruição, tudo é vivido com aquela música de fundo, as bandas desconjuntadas sempre a tocar, os personagens todos um pouco loucos, um frenesim permanente.

A história é o que menos interessa: Luka quer transformar o “seu” caminho de ferro numa atracção turística, mas a guerra rebenta. O seu filho, Milos, que estava à beira de ser contratado pelo Partizan de Belgrado, como grande estrela de futebol, vai para a guerra e é feito prisioneiro; a sua mulher, uma ex-cantora de ópera um pouco louca, foge com um músico húngaro; e Luka apaixona-se por uma enfermeira muçulmana, mesmo no meio dos bombardeamentos e das explosões.

Ao fundo, a música, sempre a música.

“Nip/Tuck” – 3ª série

Tuesday, October 31st, 2006

niptuck3.jpgSérie televisiva mais “kinky” não existe.

Que outra série poderia juntar um psicopata assassino que não tem pénis, uma inspectora da polícia bi-sexual, um herói do Iraque sodomizando um cirurgião plástico em pleno consultório, a mulher do Pai Natal transportando, há 17 anos, no abdómen, um feto calcificado, um spa que usa esperma como creme facial, um pai racista que obriga a filha a raptar um transexual, para lhe amputar o pénis, e mais, muito mais.

O mais fascinante nesta série é que, por muito bizarra que seja a situação, faz todo o sentido, naquele contexto.

Os dois cirurgiões, Sean McNamara e Christan Troy, têm as suas vidas todas viradas do avesso, as suas famílias são o mais disfuncionais que se possa imaginar, mas lá vão sobrevivendo e proporcionando-nos bons momentos de entretenimento.

Como já li algures, a criatividade de Hollywood parece ter-se mudado definitivamente para as séries televisivas, deixando o cinema na penúria.

“The Black Dahlia”, de Brian de Palma

Monday, October 30th, 2006

blackdahlia.jpgDe Palma é um realizador de excessos, usando e abusando de truques e tiques, mas quem vai ver um filme realizado por ele já sabe ao que vai.

Este “The Black Dahlia”, no entanto, fica muitos furos abaixo de outros filmes de De Palma. Pretende ser um filme feito à maneira dos antigos filmes da série B, com o herói narrando a acção, em voz off, e todas as cores em tons de sépia. No entanto, parece que De Palma se baralhou com a riqueza de pormenores da história de James Elroy e o filme acaba por ser um pouco confuso.

Tudo gira em redor do assassínio de uma jovem candidata a actriz, mas, às tantas, um tipo já se perdeu no emaranhado de histórias laterais. Depois, nos últimos dez minutos da fita, tudo nos é revelado de um modo um pouco atabalhoado.

A fotografia, no entanto, é excelente e a reconstituição de Los Angeles do post-guerra também me pareceu correcta. No entanto, gostei muito mais de “LA Confidencial” (Curtis Hanson, 1997), outro filme cujo argumento se baseia num livro de Elroy.

Hoje, o Tejo estava assim

Monday, October 30th, 2006
tejo_30outubro.jpg

Sócrates custa-nos 4,5 milhões por ano

Sunday, October 29th, 2006
socrates_banho.jpg

É este o preço que temos que pagar por ter um primeiro-ministro.

O Público divulga, hoje, as contas do gabinete de Sócrates, inscritas no Orçamento para 2007.

São cerca de 4,5 milhões de euros.

É muito? É pouco?

Difícil de avaliar. Considerando que o Benfica queria 20 milhões pelo Simão, talvez seja pouco. Considerando que o ordenado mínimo nacional não chega aos 500 euros, é capaz de ser muito.

Curioso é escalpelizar as várias rubricas inscritas no Orçamento do gabinete do primeiro-ministro.

Por exemplo: o gabinete de Sócrates só vai gastar 248 euros com “produtos químicos e farmacêuticos”.

Ficamos contentes: temos um primeiro-ministro saudável, que quase não gasta dinheiro em medicamentos.

No que respeita a vestuário, também ficamos satisfeitos. Sócrates é conservador, aguenta o mesmo fato várias semanas, raramente muda de camisa e só vai gastar, em 2007, 1067 euros com “vestuário e artigos pessoais”.

Ainda no que respeita a “ferramentas e utensílios”, a coisa está bem. Apenas se vão gastar 444 euros com estas tretas do bricolage.

Mas existem outras rubricas que nos deixam preocupados.

Por exemplo: o gabinete de Sócrates vai gastar, em 2007, 139.201 euros com “alimentação” e, apenas, 11.326 euros com “limpeza e higiene”.

Não me parece justo.

Um gabinete que gasta mais de cem mil euros em comida, devia gastar um pouco mais com a higiene dos seus membros.

O povo não quer um primeiro-ministro sujo!

Pequenas notas sobre um país minúsculo

Friday, October 27th, 2006

Estou de férias. Fui passear até Praga, na passada semana. Estive lá quatro dias. Esta semana, estive entretido a fazer bricolage. Não li jornais, nem vi telejornais.

Senti-me muito bem.

Mas hoje, não resisti mais. Comprei o Público e o Diário de Notícias e vi o telejornal à hora do almoço.

Senti-me logo mal. Muito mal.

O chefe dos bombeiros disse que o Estado investe tudo nos incêndios e não quer saber das inundações. Talvez fosse melhor deixar arder mais um bocadinho e, com o dinheiro que sobrasse, limpar melhor as sarjetas.

Acho uma injustiça o ministro que se ocupa dos incêndios ser o mesmo que tem a seu cargo as inundações. Devia ser um ministro para cada tipo de catástrofe. O António Costa pode ter as costas largas, mas deve ser difícil estar praticamente a apagar as últimas labaredas, quando já tem que ir a correr, escoar as águas.

Li também, no Público, que “o TGV vai entrar em Lisboa pela margem direita do Tejo”. Fiquei estupefacto. Ora, se Lisboa fica na margem direita do Tejo, por onde raio poderia o TGV entrar?

Só que, mais à frente, o jornal publica um mapa, segundo o qual, o comboio rápido vem do Porto, chega a Lisboa, passa para o Barreiro e, depois, vai por Évora, em direcção a Espanha. Ou será que ele vem de Espanha, passa por Évora, entra em Lisboa (pela margem esquerda do Tejo, que é onde fica o Barreiro), e depois é que vai para o Porto?

Muito provavelmente, como se trata de um comboio de alta velocidade, nós nunca saberemos por onde é que ele entra em Lisboa. Vai ser tão rápido que, quando a gente se põe a pensar se ele vem da direita ou da esquerda, o tipo já passou.

Aliás, hoje em dia, estes conceitos de direita e de esquerda estão cada vez mais baralhados.

Veja-se o Sócrates, que continua a malhar nos funcionários públicos, e o Marques Mendes, sempre a defendê-los. Afinal, quem é de esquerda: o dito socialista Sócrates ou esse grande defensor dos operários e camponeses, soldados e marinheiros, chamado Marques Mendes?

Ainda hoje, o Benfica foi a votos. Esse grande clube, que conta com 6 milhões de adeptos e cerca de cem mil sócios, escolhe o seu novo presidente. A escolha é entre Luís Filipe Vieira e Luís Filipe Vieira. Os sócios poderão ainda escolher Luís Filipe Vieira, caso não engracem com os outros dois.

Mais de metade do telejornal foi dedicado ao facto de Luís Filipe Vieira ter afirmado que vai assistir ao Porto-Benfica, sentado no camarote presidencial do estádio do Dragão.

Que grande notícia!

Ora tomem lá mais esta notícia: eu não vou ao estádio do Dragão! Vou ver o jogo sentadinho no meu sofá, na companhia dos meus irmãos e cunhados.

Isto é que é uma grande notícia!

Outro título do Público: “Gago diz que superior pode beneficiar de verbas para a ciência”. E como será que Gago dirá isso? Assim: “su-superior po-pode benefi-ficiar de ver-bas-bas para a ci-ciên-cia”. A menos que o diga a cantar.

Fechei os jornais. Enjoado.

Quero voltar para Praga.

Só mais três ou quatro dias, por favor!

As torres de Praga

Sunday, October 22nd, 2006

O dia esteve espectacular, com sol aberto e calor para t-shirt.

Começámos pela Porta da Pólvora e a Casa Municipal. Este edifício é muito bonito, com decoração art déco, do artista checo Alfons Mucha. Foi neste edifício que foi declarada a independência da Checoslováquia, em 1918. Hoje, alberga pubs e restaurantes e é o lugar onde actua a Orquestra Filarmónica de Praga.

A torre da Porta da Pólvora é uma das várias torres que dominam a cidade. Por 50 coroas, subimos 184 degraus de escadas em caracol para podermos desfrutar uma excelente vista da cidade.

Continuámos pela Celetná. A paragem, seguinte foi a Torre da Cidade Velha. Eram quase 11 horas e a multidão apinhava-se em frente ao relógio. Por isso, fomos dos poucos que subimos ao topo da torre. Desta vez, de elevador. O panorama também é soberbo, sobretudo porque podemos olhar a fachada de Tyn, de frente. Mas também se vê a azáfama dos turistas, na Praça, os pináculos das igrejas, os telhados das casas, a cidade, a perder de vista.

praga_tyn.jpg

Continuando na senda das subidas, a seguinte, foi a torre da Ponte Carlos. Pagámos mais 50 coroas, cada um, e subimos, a pé, 139 degraus. Do alto desta torre, vemos o Moldava a brilhar ao sol e a Ponte, pejada de gente. Ao fundo, a catedral de S. Vito, na colina do Castelo. Depois do dia chuvoso de ontem, o dia solarengo de hoje fez com que tudo parecesse mais luminoso.

Depois do almoço, rumámos à Norudova, para apreciar alguns dísticos de casas, outra das características de Praga.

Regressámos ao hotel, após mais 15 km de caminhada.

Às 17 horas, o transfer veio buscar-nos.

Confirmei Praga como uma das minhas cidades preferidas e esta visita tornou-se ainda mais agradável graças à companhia do Pedro, da Marta, da Dalila e do Filipe.

Praga – música ao fim da tarde

Saturday, October 21st, 2006

Saímos do hotel às 9h30 e, antes de chegarmos à Praça da Cidade Velha, fomos abordados por um sujeito, anunciando um concerto. Depois de conferenciarmos, decidimos comprar bilhetes: 550 coroas cada bilhete, preço especial para famílias, segundo nos disse a senhora da bilheteira. Já temos programa para a tarde.

Prosseguimos em direcção à ponte. Tempo frio e cinzento, a ameaçar chuva. Ruas ainda com pouco movimento. Depois de atravessarmos a ponte, virámos à esquerda, para a ilha de Kampa. Passeámos pelo jardim junto ao Moldava. Começou a chuviscar.

Mais à frente, apanhámos o funicular que, por 120 coroas (para o seis), nos levou até ao cimo do monte Petryn. Lá em cima, o observatório é uma réplica da torre Eiffel, mas com um quarto da altura. Mesmo assim, é preciso subir cerca de 300 degraus para chegar ao topo. Subimos só até ao primeiro patamar, já que a visibilidade era muito reduzida e não valia a pena um esforço tão grande. Mesmo assim, o panorama é soberbo.

Visitámos, depois, o labirinto dos espelhos. Recordámos velhos tempos na Feira Popular de Lisboa, quando a malta se escangalhava a rir, ao ver o seu próprio reflexo deformado pelos espelhos. Era assim que a Europa se divertia, antigamente…

Regressámos ao funicular e fomos almoçar. Comida italiana, novamente, em mais um restaurante simpático. Pizza em forno de lenha, à vista do cliente.

Regressámos debaixo de chuva, que não incomodou muito. As ruas já estavam pejadas de gente. Na Karluv Most, a Bridge Band tocava jazz. Seis tipos já entradotes, divertiam-se à brava, indiferentes à chuva.

praga_ponte.jpg

Depois de algum descanso, rumámos à Old Town House, para assistir ao concerto.

O concerto decorreu no Baroque Library Hall, uma salinha simpática, com capacidade para cerca de 60 pessoas. Os quatro executantes formavam Gli Archi di Praga, chefiados pelo primeiro violino Frantisen Eret. Ao longo de uma hora, escutámos quatro bons executantes, dois violinos, uma viola e um violoncelo, a tocar um Concert of Hits, que incluíram peças de Vivaldi, Mozart, Bach, Handel, Haydn e Schubert. Claro que é um concerto para turistas e os puristas devem achar que isto de tocar apenas alguns trechos de obras famosas do repertório clássico é um sacrilégio, mas a verdade é que foi muito agradável e que este tipo de míni-concertos são bem melhores do que concertos nenhuns.

Na sala, estavam apenas 34 pessoas, o que não impediu que os músicos se empenhassem a fundo e nos tivessem proporcionado bons momentos.

Depois do concerto, passeámos pelas ruelas em redor da Praça da Cidade Velha e fomos jantar. Italiano, outra vez.

Praga – do castelo ao bairro judeu

Friday, October 20th, 2006

Partimos, a caminho do Castelo, percorrendo o mesmo caminho do dia anterior.

A Ponte Carlos parece diferente, conforme a hora em que a visitamos. Mas está sempre cheia de gente. De um lado e do outro, as estátuas religiosas – são mais de 30, instaladas a partir de 1683. por baixo, o rio Moldava corre, de sul para norte. Ao fundo, o complexo do Castelo, com os pináculos da catedral de S. Vito.

É verdade que a beleza de uma cidade depende muito do rio que a atravessa. É esse rio que torna cada cidade única. O Danúbio, em Budapeste, o Sena, em Paris, o Tamisa, em Londres, o Tejo, em Lisboa. É impossível pensar em cada uma destas cidades, sem pensar no seu respectivo rio.

Chegados ao outro lado, subimos a torre. Lá de cima, o panorama é soberbo: não só as torres das inúmeras igrejas, mas também os telhados das casas, a azáfama da ponte e o rio.

As escadas para o Castelo são um desafio para quem já se fartou de andar.

O chamado Castelo (Prazsky Hrad) não é castelo nenhum. Começou por ser uma fortaleza de madeira, no século IX e, depois de ter sido a capital do Sacro Império Romano, foi reconstruído no século XVI, dando origem ao edifico renascentista que é, hoje, a residência oficial do Presidente checo.

Entra-se pelo portão encimado pela estátua que representa os Titãs em luta e, olhando para cima, já se vêem as torres da catedral de S. Vito. Com 124 metros de comprimento e 34 de altura, a construção desta catedral gótica iniciou-se em 1344, mas só foi completada em 1929! Uma multidão arrasta-se no interior da catedral. A nave central é imponente (60 metros de largura) e os vitrais chamam a atenção.

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O chamado Beco dos Ourives, mais á frente, está transformado num pequeno centro comercial de souvenirs. Cada casinha é agora uma loja. No segundo andar das casas, um corredor, ao longo de toda a rua, tem uma exposição de armaduras e armas medievais. Podia ser mais interessante se não houvesse tanta gente. A acumulação de turistas impede que se vejam as fachadas das casas sem que uma cabeça se meta à frente.

Depois do Beco dos Ourives, fica a Daliborka, que é uma masmorra onde o Robin dos Bosques checo esteve preso. Tem pouco interesse. Mais interesse desperta uma estátua que representa um homem, em posição de prece muçulmana, com uma enorme caveira às costas. Pelas ruas de Praga vimos vários pedintes nesta posição submissa: os joelhos no passeio, o corpo curvado para a frente e as mãos estendidas, segurando um copo de plástico, esperando pelas moedinhas.

Outro tipo de pedinte que se vê com frequência: o pedinte e o seu cão; estão ali, simplesmnte, com um recipiente para as moedas. Damos uma moeda ao pedinte ou ao cão? Ou a pedinte por ele ter um cão? Ou ao pedinte para ele cuidar bem do cão?

Deixámos o recinto do Castelo pelas escadas velhas e, depois de um breve descanso, prosseguimos, em direcção ao bairro judeu.

Visitámos o cemitério judeu e duas sinagogas. O antigo cemitério judeu terá, segundo alguns cálculos, cerca de duzentos mil corpos enterrados, em camadas. A lápide mais antiga data de 1439 e a mais recente é de 1787. Quanto às sinagogas, a visita tem, sobretudo, interesse histórico.

Voltámos, depois, à Karlova, para comprarmos alguns souvenirs e ainda demos mais um salto à ponte, para tirar fotos ao por do sol. Numa loja, tivemos mais uma prova da globalização: fomos atendidos por um jovem búlgaro, falando espanhol.

Ao longo da Karlova, muitos jovens distribuem panfletos anunciando inúmeros espectáculos: concertos de música clássica, shows de marionetas, jazz e blues.

Casas de câmbio às dezenas. Estão a dar o último suspiro. Quando a República Checa aderir ao euro, acaba-se a mama. De cada vez que trocámos dinheiro, recebíamos menos coroas – parece que o euro se foi desvalorizando, ao longo destes dias.

Praga – a língua checa tem muitas consoantes

Thursday, October 19th, 2006

Visita a Praga, pela segunda vez e, agora, com a família.

Um shuttle levou-nos, por 960 coroas, ao Hotel Yasmin, na Politickych Veznu, muito perto da Praça Venceslau.

E começámos a andar.

Descemos a Praça Venceslau (Vaclavské Namesti), que estava muito animada às 4 da tarde, cheia de adolescentes estridentes.

A Praça, que mais parece uma larga avenida, é dominada pelo edifício do Museu Nacional. Este edifício neo-renascentista, foi bombardeado por engano pelas tropas soviéticas, durante a invasão de 1968. Pensavam que era ali que ficava o Parlamento.

Logo a seguir, a estátua de S. Venceslau e, depois, por ali abaixo, os edifícios vão-se sucedendo, com destaque para o Hotel Europa e o Palác Koruna.

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Mesmo ao fundo, um palco montado, onde um sexagenário cantava “I’ve got you under my skin”. Percebemos que aterrámos no meio de uma campanha eleitoral. Mas pouco mais percebemos. A língua checa tem muitas consoantes e mais acentos que o português. No scrabble checo, a letra “a” deve ser tão difícil de jogar como, para nós, o “xis”.

Deambulámos por ali, percorremos a Celetná, que tem mais uma série de edifícios belíssimos, e chegámos à Praça da Cidade Velha (Staromestské Námesti) perto das 6 da tarde.

Esta Praça é o coração de Praga e, a qualquer hora, está sempre cheia de gente, admirando a lindíssima fachada da igreja de Nossa Senhora de Tyn e a torre do relógio astronómico. De hora a hora, uma multidão concentra-se em frente ao relógio, para ver as figurinhas aparecerem às janelas e o esqueleto tocar o sino. A malta chega a ficar ali, de pé, quase meia hora, para assistir ao espectáculo fugaz, inventado pelos relojoeiros em 1572.

Seguimos, depois, para a Ponte Carlos (Karluv Most), através da sinuosa Karlova, pejada de gente e ladeada de inúmeras lojas de souvenirs (matrioskas, ovos de madeira pintados, gorros de pele com a foice e o martelo, objectos em vidro, marionetas, etc)

Quando chegámos à ponte, já o sol se tinha posto.