Archive for the ‘Coisas Lidas’ Category

Jornalistas com viroses de merda

Saturday, April 22nd, 2017

O jornalismo tablóide passou a ser a regra.

Em todos os assuntos, procura-se o acessório, o mexerico.

No caso da nova epidemia do sarampo, como disse o ministro da Saúde, a opinião está a ganhar à Ciência.

Ah, eu sou contra as vacinas! Porquê? Porque acho que causam autismo…

Acho.

É uma questão de achar que deita para o lixo décadas de estudos.

Ouvi na RTP uma senhora, adepta da macrobiótica, que era contra as vacinas porque uma médica de medicina tradicional chinesa lhe tinha dito que as vacinas não eram seguras. Por causa do mercúrio.

Mais uma vez, um achismo.

A tal médica que, por ser de medicina tradicional chinesa deve ser especial, achava que as vacinas não eram seguras…

E então, a tal senhora, não vacinou a filha – também porque quer uma vida sem químicos.

Sem oxigénio, símbolo químico O2, ou água, símbolo químico H2O, presumo.

Os jornalistas, em geral (acredito em excepções), estão mal informados, o que é um contrassenso (acordo ortográfico de 1990).

No que respeita, por exemplo, à jovem de 17 anos que faleceu, vítima da epidemia de sarampo, o Expresso diz que a mãe da jovem, depois de a filha ter feito uma reacção anafilática a uma vacina (difteria, tétano e tosse convulsa) decidiu não vacinar nenhuma das irmãs mais novas, hoje com 5 e 12 anos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No entanto, o Sol, diz que a jovem de 17 anos, terá feito reacção alérgica à vacina do sarampo aos “2 meses”, o que é impossível, uma vez que a primeira dose dessa vacina é dada aos 12 meses, e afirma que a mãe da jovem vacinou as irmãs, agora com 19 e 13 anos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dirão que são pormenores.

São pormenores, de facto.

Mas se as versões são tão diferentes neste caso, tão simples de verificar, o que se passará em outras notícias que vamos papando por aí?

“No Outono”, de Karl Ove Knausgard (2015)

Sunday, April 2nd, 2017

Enquanto se aguarda a publicação do 5º volume da série A Minha Luta, a editora Relógio D’ Água publica este No Outono, o primeiro de mais quatro livros que este escritor norueguês escreveu.

Não há dúvida que o homem escreve que se desunha, mas nem tudo merecia ser publicado, acho eu.

Gostei muito, mas mesmo muito, de A Morte do Pai, gostei um pouco menos de Um Homem Apaixonado, já bocejei um pouco com A Ilha da Infância e tive alguma dificuldade em acabar Dança no Escuro.

Quanto a este No Outono, achei-o desinteressante.

Knausgard diz que esta série de quatro livros são uma espécie de carta para uma filha que vai nascer – e que será a sua quarta filha.

Suponho que, depois deste, surgirão volumes com as restantes estações do ano.

O livro é um conjunto de textos sob os mais variados temas, desde o silêncio, sacos plástico, golfinhos, a boca, víboras, molduras, igrejas, sapos, etc, etc.

A qualidade e interesse dos textos são muito irregulares; alguns são interessantes, outros são banais, muitos podiam ser textos de um qualquer blog mais ou menos confessional.

Não tenciono ler os outros três volumes, caso sejam editados por cá.

“O Ruído do Tempo”, de Julian Barnes (2016)

Friday, March 31st, 2017

Muito interessante, este romance de Barnes, que nos conta a história da relação difícil entre Chostakovitch e a ditadura soviética.

Começo por dizer que Chostakovitch é um dos meus compositores preferidos. Nos anos 70 do século passado, assistimos, no velho S. Luís, à 10ª Sinfonia e emocionei-me. Estávamos lá em cima, no chamado 2º Balcão e, no último andamento, quando as percussões entram em verdadeiro delírio, o músico da tarola, a rufar a toda a brida, deixa fugir uma baqueta, que voa por cima da orquestra, mas ele continua a bater furiosamente no instrumento até ao fim!

A relação de Chostakovitch com Estaline foi muito difícil e o compositor só não terá ido parar à Sibéria porque convinha, ao poder soviético, ter um músico oficial, que personificasse as ideias marxistas-leninistas em relação à arte, nomeadamente, à música. Ainda por cima, Stravinsky tinha sido um traidor e mudara-se de armas e bagagens para o inimigo, isto é, para os States.

Apesar de todas as pressões, Chostakovitch foi resistindo, acabando por ceder muitos anos depois, filiando-se no Partido Comunista na era de Krutchev, o Labrego (como era conhecido à boca pequena…).

O livro de Barnes é muito curioso porque vai contando esta história em pequenos parágrafos, por vezes com apenas meia dúzia de linhas.

E tem tiradas muito boas.

Como esta, sobre o facto de Chosta usar a ironia nas suas composições, como maneira de ludibriar a censura.

“Num mundo ideal, um jovem não devia ser uma pessoa irónica. Nessa idade, a ironia impede o crescimento, atrofia a imaginação. É melhor começar a vida com um estado de espírito animado e sincero, acreditar nos outros, ser franco acerca de tudo e com toda a gente. E depois, quando compreendemos melhor as coisas, desenvolver o sentido da ironia. A progressão natural da vida humana é do optimismo para o pessimismo; e o sentido da ironia ajuda a moderar o pessimismo, ajuda a produzir equilíbrio, harmonia.”

Ou esta, em que Chostakovitch diz o que pensa de Picasso, que apregoava o seu comunismo, mas que nunca viveu sob o jugo soviético:

“(…)tinha Picasso por sacana e por cobarde. Como era fácil ser comunista quando não vivíamos sob o comunismo! Picasso passara a vida a pintar as suas merdas e a celebrar o poder soviético. Mas ai de qualquer artistazinho, a sofrer sob o poder soviético, que tentasse pintar como Picasso.”

Chostakovitch nunca teve a coragem de enfrentar a ditadura. Ou, afinal, ser cobarde exige maior coragem?

“Mas não era fácil ser cobarde. Ser herói era muito mais fácil do que ser cobarde. Para ser herói era só preciso ser bravo por um momento – quando puxávamos da pistola, lançávamos a bomba, carregávamos no detonador, eliminávamos o tirano e a nós também. Mas ser cobarde era embarcar numa carreira que durava toda a vida. Nunca podíamos descansar. (…) Ser cobarde exigia tenacidade, persistência, recusa em mudar – o que tornava isso, de certa maneira, numa espécie de coragem”.

Para o fim da vida, Chostakovitch está cansado e desolado.

“(…)em que ponto é que o pessimismo se torna desolação? As suas últimas músicas de câmara formulavam essa pergunta. Disse ao violista Fyodor Druzhinin que o primeiro andamento do seu Quarteto nº 15 devia ser tocado «de modo que as moscas caiam mortas no ar e a assistência comece a abandonar a sala, de puro tédio»”

The Noise of Time foi editado pela Quetzal e tem tradução de Helena Cardoso.

Gostei muito.

Outras obras de Julian Barnes: Amor & Etc; Arthur & George; O Sentido do Fim

“Quando Ela Era Boa”, de Philip Roth (1966)

Sunday, March 12th, 2017

Só no ano passado, 40 anos depois, a D. Quixote edita mais este romance de Roth, publicado em 1966.

Depois de ter lido mais de uma dúzia de obras de Philip Roth, confesso que este Whe She Was Good não me prendeu como os outros.

O livro conta a história de Lucy Nelson, do seu pai alcoólico e da sua mãe algo pateta, de como Lucy se deixa seduzir, aos 18 anos, por Roy, três anos mais velho, mas muito infantil, e traça o retrato de uma América provinciana e retrógrada; no entanto, o habitual sarcasmo de Roth está ausente, o que torna o livro um tanto incaracterístico.

Outros livros de Philip Roth: “Goodbye, Columbus“, “Némesis“, “A Humilhação“, “O Complexo de Portnoy“, “Indignação“, “O Fantasma Sai de Cena“, “O Animal Moribundo“, “Património“, “Todo-o-Mundo“, “Pastoral Americana“, “A Conspiração Contra a América“, “Casei com um Comunista“.

“A Minha Luta -4: Dança no Escuro”, de Karl Ove Knausgard (2010)

Friday, February 3rd, 2017

Karl Ove Knausgard continua a sua luta, com o quarto volume deste projecto monumental, que consiste em contar a sua vida com pormenores insignificantes e, aparentemente, sem deixar de fora situações mais embaraçosas, como o facto de ter ejaculação precoce e ter demorado tanto tempo até conseguir perder a virgindade.

Este quarto volume narra a experiência de Knausgard como professor; pelos vistos, na Noruega é possível tal coisa: depois acabar o ensino secundário e com apenas 18 anos, Knausgard foi viver para uma pequena aldeia piscatória, no norte do país, onde deu aulas durante um ano.

Ao longo de 400 e tal páginas, Knausgard descreve as aulas, a casa onde viveu durante aquele ano, como ocupava os tempos livres, a atracção que sentiu por algumas das alunas e, sobretudo, as grandes bebedeiras. Ao que parece, todos os jovens bebem muito na Noruega e a bebedeira é frequente.

No final do livro, já depois de ter terminado o ano lectivo e de ter regressado a Bergen, Knausgard vai com um amigo a um festival qualquer de rock e aí, finalmente, depois de várias garrafas de vinho, lá consegue perder a virgindade com uma desconhecida gorducha.

Dos quatro volumes deste Minha Luta, este terá sido o menos interessante, na minha opinião.

Os outros volumes são: A Morte do Pai; Um Homem Apaixonado; A Ilha da Infância.

“Manual para Mulheres de Limpeza”, de Lucia Berlin (1977-1999)

Sunday, January 29th, 2017

Lucia Berlin nasceu no Alasca em 1936, publicou os seus primeiros contos aos 24 anos, foi enfermeira, telefonista, mulher da limpeza, professora de escrita criativa, viveu em várias cidades dos EUA, no México e no Chile, foi casada três vezes, teve quatro filhos, uma mãe e um avô alcoólicos, ela própria foi alcoólica e submeteu-se a várias desintoxicações, foi publicando os seus contos em diversas revistas, reuniu-os em vários livros que nunca tiveram grande aceitação, senão depois da sua morte, em 2004, no dia em que completava 68 anos.

Hoje em dia, é considerada uma das grandes escritoras norte-americanas, sobretudo de short stories e, de facto, este foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos.

As histórias de Lucia Berlin têm pessoas reais dentro e são retratos do dia-a-dia, enriquecidos pela experiência de uma mulher que trabalhou em hospitais, deu aulas na Universidade, atendeu telefonemas, trabalhou como mulher-a-dias e teve uma vida cheia.

Num dos contos, Lucia, enquanto enfermeira, fala nas mortes dos doentes e, no que respeita à morte de doentes ciganos, escreve algo que eu também já presenciei e que demonstra que os ciganos são iguais em toda a parte:

“Os ciganos são mortes boas. Eu acho… as outras enfermeiras não, e os seguranças também não. Há sempre dezenas deles que exigem estar com o moribundo, que o beijam e abraçam, a desligar e a estragar os televisores e os monitores e o resto dos aparelhos. A melhor coisa nas mortes ciganas é eles nunca mandarem calar os miúdos.

Os adultos clamam e choram, mas todas as crianças continuam a correr e a brincar e a rir, sem que lhes seja dito que devem estar tristes ou mostrar-se respeitosas.”

O presente volume, junta histórias de vários livros de Lucia (edição Alfaguara, com tradução cuidada de Rita Canas Mendes, com notas muito a propósito).

Aconselho vivamente.

“Um Copo de Cólera”, de Raduan Nassar (1978)

Sunday, November 6th, 2016

raduan-nassarRaduan Nassar (Pindorama, 1935) é um escritor brasileiro que este ano ganhou o Prémio Camões, o que fez com que as editoras se lembrassem dele.

A Companhia das Letras editou este Um Copo de Cólera, um texto que Nassar terá escrito em 15 dias, por volta de 1970, mas que só veio a público em 1978.

Trata-se de um conto, pequena novela, minúsculo romance, de qualquer modo, um texto escrito de supetão, como um grito ou um manifesto, sobretudo o capítulo mais longo, denominado, correctamente, O Esporro.

um-copo-de-colera-raduan-nassar-capaDepois de uma noite tórrida de amor e sexo, um casal zanga-se e lança-se num “bate-boca” violento.

Vale pelo ritmo, pelas palavras, pelo domínio da língua, embora seja um texto típico dos anos 70-80 do século passado, quase sem pontuação, como era, então, moda (recordo O Outono do Patriarca, do Gabriel Garcia Marquez, publicado em 1975).

Preciso ler mais coisas de Nassar para formar uma opinião.

“Numa Casca de Noz”, de Ian McEwan (2016)

Sunday, October 30th, 2016

No ano em que celebra o 400º aniversário da morte de Shakespeare, Ian McEwan decidiu homenagear o bardo escrevendo uma pequena variação a Hamlet.

numa-casca-de-nozTrudy está grávida, fim de tempo, e planeia envenenar o marido e pai da criança, de conluio com Claude, irmão do marido.

A originalidade do Nutshell (Gradiva, tradução de Ana Falcão Bastos), é que toda a história é narrada pelo feto que, à medida que vai contando as peripécias da trama, vai fazendo comentários ao incómodo que lhe provoca as relações sexuais, sobretudo quando a sua mãe é penetrada por Claude, que é um bocado bruto e algo estúpido, contrastando com seu pai, editor, livreiro e poeta; o feto descreve-nos também as sensações que tem quando a sua mãe bebe uns copos a mais, ou quando ela está ansiosa, ou sonolenta ou excitada.

Prestes a nascer, o feto divaga, por exemplo, sobre o facto de nascer no Reino Unido:

“Vou herdar uma situação de modernidade (higiene, férias, anestésicos, candeeiros de leitura, laranjas no Inverno) e habitar um canto privilegiado do planeta – a Europa Ocidental bem alimentada e livre de pestes. A velha Europa, esclerótica, relativamente generosa, atormentada pelos seus fantasmas, vulnerável aos opressores, insegura, destino de eleição de milhões de infelizes. A minha vizinhança imediata não vai ser a próspera Noruega – a minha primeira opção devido ao seu gigantesco fundo soberano e às suas generosas prestações sociais; nem a segunda, a Itália, devido à cozinha regional e ao declínio abençoado pelo sol; nem sequer a terceira, a França, pelo seu pinot noir e auto-estima confiante. Em vez disso, vou herdar um reino não tão unido quanto isso, governado por uma estimada rainha idosa, onde um príncipe-empresário, famoso pelas suas boas obras, pelos elixires que usa (essência de couve-flor para purificar o sangue) e pela sua ingerência inconstitucional, aguarda com impaciência a coroa. Será essa a minha pátria, e terá de servir. Podia ter visto a luz do dia na Coreia do Norte, onde a sucessão é igualmente incontestada, mas onde há escassez de liberdade e de alimentos”.

São tiradas destas, da autoria de um feto em fim de tempo, que tornam o livro diferente, já que a história em si, não tem nada de especial.

Curioso.

Outras obras deste autor: A Balada de Adam HenryMel, Na Praia de Chesil, Cães Pretos, Entre Lençóis, Jardim de Cimento, Solar.

“Ronda das Mil Belas em Frol”, de Mário de Carvalho (2016)

Sunday, October 23rd, 2016

Entre Janeiro e Maio de 1986, fiz parte da equipa do programa de rádio Uma Vez por Semana, da responsabilidade do José Duarte.

Uma Vez por Semana – o seu programa sexual, foi algo de único na rádio portuguesa; parte da equipa do Pão Com Manteiga decidiu dedicar-se à sexualidade, uma vez por semana, entre as 11 da noite e a uma da manhã e, à meia-noite, convidávamos os ouvintes a experimentarem uma das posições para o acto.

Em resumo: um fartar de rir.

Da equipa fazia parte o Mário de Carvalho que, já nessa altura, era um daquele marotos que parecem que não partem um prato.

rondaVinte anos depois, Mário de Carvalho publica este Ronda das Mil Belas em Frol, um conjunto de pequenos textos malandrecos que me fazem lembrar os textos que ele escreveu para aquele programa radiofónico da extinta Rádio Comercial.

Mário de Carvalho conhece a nossa língua como ninguém e usa-a – digo mesmo que abusa dela.

Poderia citar inúmeros exemplos, mas deixo aqui estes:

“Era minha incumbência garantir o fulcro daquele intenso circuito de mó. Ia o eixo sendo inclinado num vértice complacente, conforme solicitado por tal arco ou pelo contrário, em inversões bruscas, para as quais eu, o fulcro, contava pouco. Irrompia do meio de mim, ombros no chão, um cone projectado, abrindo em leque até que desse”.

Ele há maneira mais elegante de descrever uma foda?

Há – e Mário de Carvalho é perito nisso.

Outro exemplo, este relacionado com uma senhora muito concentrada em si própria:

A senhora serpeava, estorcia-se, molezas a dar a dar, relance torvo, mas todos os revolteios e sonoridades eram concentrados em si própria.”

A riqueza da nossa língua, a abundância de sinónimos e de imagens, espraiam-se nestas pequenas histórias de macho latino, a quem não escapam casadas, solteiras, jovens ou balzaquianas.

Eis como é descrita a principal atracção das senhoras:

“Não há mais elegante delineio da Natureza que aquela abençoada fenda, sulcada em macios conchegos, figurando duas mãos que rezam, unidas ao alto, entrada de catedral, gasalho de mistério”.

Lê-se em três tempos.

“História Secreta”, de Donna Tartt (1992)

Saturday, October 8th, 2016

De Donna Tartt já tinha lido o aclamado O Pintassilgo, editado há três anos.

historia-secretaEste História Secreta foi o primeiro romance que Tartt publicou e trata-se de uma história estranha, sobretudo devido aos personagens.

A história, que se pretende secreta, é narrada por Richard, um estudante de ascendência modesta, que consegue uma bolsa para estudar na Universidade de Hampden. Aí, conhece e junta-se a um grupo de estudantes provenientes de famílias abastadas que estudam sob a influência de um carismático professor de Estudos Clássicos.

Esse grupo de alunos é tudo menos banal: são quatro rapazes e uma rapariga que vivem num mundo à parte, quase num universo paralelo, muito influenciados pela cultura grega e pelos princípios de honra, obediência, compaixão, lealdade e sacrifício.

Para além das aulas muito pouco ortodoxas com o tal professor, o grupo apenas se interessa por outra coisa: álcool. Penso que os protagonistas passam mais metade do livro bêbados ou a caminho. Também fumam muito e, uma vez por outra, tomam drogas.

Embora nunca seja referido em que época se passa esta história, percebe-se que será mais ou menos nos anos 90 do século passado; no entanto, embora se fale uma ou duas vezes em computadores portáteis, os estudantes fazem os seus trabalhos em máquinas de escrever.

As experiências mais ou menos esotéricas que o grupo leva a cabo, no sentido de se aproximarem o mais possível do hábitos da cultura helénica, acabam por levar a uma morte acidental, facto que altera completamente a vida destes jovens.

Um romance estranho, que nos capta a atenção, mesmo quando, aparentemente, não se passa nada.