Archive for the ‘Coisas dos estudos’ Category

Entretanto, na Casa Branca…

Wednesday, March 1st, 2017

As promessas de Trump

Friday, January 20th, 2017

Trump tomou posse.

Discursou durante 18 minutos e prometeu muitas coisas.

Que a América vai ser grande outra vez.

Que as fronteiras se fecharão para quem rouba a riqueza e os empregos aos americanos.

Que o Daesh será esmagado.

Que o Sporting será campeão ainda este ano.

Está tudo dito…

Afinal, a igreja sempre vai pagar IMI?

Sunday, September 4th, 2016

iminência

As trancas da Cristas

Wednesday, August 24th, 2016

Cristas
mostras as pernas
e mostras pistas
para os que querem votar
no Partido Popular
Mas ouve os meus conselhos
olha que os teus joelhos
não são para mostrar
Não faças promessas falsas
Usa antes calças
E vai-te catar!
E pergunto já aqui:

porque escolheste o kiwi?

cristas

Hoje o Tejo estava assim

Saturday, January 30th, 2016

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A carta do Costa

Tuesday, November 24th, 2015

Vamos lá rever a matéria.

O Presidente Cavaco podia ter antecipado as eleições para Junho para evitar a confusão, mas achou que não valia a pena porque estudou todos os cenários possíveis e já sabia o que tinha que fazer.

As eleições foram em Outubro, a coligação PSD/CDS ganhou mas os partidos de esquerda tiveram mais deputados.

Isto deixou o Cavaco à brocha, porque ele tinha estudado todos os cenários, menos este.

Com efeito, o Presidente tinha previsto a vitória do PSD, ou a vitória do PSD ou, no máximo, a vitória do PSD. E sempre com maioria absoluta ou, pelo menos, com maioria absoluta.

Restava a hipótese de nomear António Costa, mas Cavaco não iria fazer isso sem, primeiro, ter a certeza que Costa não queria sair da Nato.

Como se sabe, Cavaco adora a Nato e a Nato não sobrevive sem a ajuda de Portugal, por isso, que se lixem os salários, que se lixem as reformas – temos é que preservar a Nato.

Então, Cavaco exigiu que Costa respondesse a seis questões fundamentais, antes de o indignar, perdão, indigitar para primeiro-ministro.

Costa respondeu em poucas horas, com uma carta, cujo conteúdo não foi revelado, mas que diz o seguinte:

Caro Aníbal:

Espero que esta carta te encontre bem, assim como a todos os teus. A Maria tem passado bem? E os netinhos? Já fizeram a árvore de Natal? E já têm uma lista de prendas? Era bom que fizessem uma lista porque cada vez é mais difícil arranjar prendas para vos dar – vocês têm tudo!

Nós, aqui pelo Rato, temos passado bem. O Sócrates lá continua a fazer almoços de desagravo, muito zangado com a justiça. Quem está muito contente é o João Soares, porque já lhe prometi o ministério da Cultura, caso faças a fineza de me indigitar. Já agora, se decidires indigitar-me, faz o favor de o fazer antes de sexta-feira porque já tinha planeado um fim de semana em família e não me dava jeito nenhum tomar posse nessa altura.

Além disso, o Jerónimo já prometeu que te oferece uma assinatura do Avante até morreres!

Onomatopeias presidenciais

Sunday, November 1st, 2015

Tudo começou com o PAF – sigla de Portugal à Frente.

pafQuando os cérebros do PSD e do CDS se lembraram de cunhar a sua coligação com esta sigla, todos nos lembrámos do Astérix e do Obélix a dar estaladas nos romanos – e era impossível não pensar que Passos e Portas estavam, de certo modo, a dar-nos umas estaladinhas na cara, como quem dizia “ainda não estás farto de austeridade, meu tolo? Toma lá mais uma! PAF! PAF!”.

O PAF passou à história, já que vencendo, perdeu as eleições, mas chegou agora o SNAP.

snapSNAP é a sigla de Sampaio da Nóvoa à Presidência.

Assim, como um estalar dos dedos, entrámos na era das onomatopeias eleitorais.

O professor universitário e o seu director de campanha deviam estar os dois muito ralados, sem saberem como dar a volta às sondagens, cada vez mais desfavoráveis, até que tiveram esta ideia brilhante.

Ainda pensaram em CROINK ou ZUNK, mas acabaram por se decidir por SNAP!

Agora, são os outro candidatos que estão à nora.

Que onomatopeia escolher?

Maria de Belém à Presidência daria MBAP, que é difícil de pronunciar.

Também Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, seria MRSB. Muito mau!

165932025Mas temos muitas à escolha.

Por exemplo, para a candidatura de Maria de Belém, poderíamos escolher BANG – Belém A Nossa Garina, e Marcelo poderia escolher BAM – Bora Anda Marcelo!

Aquele velhote simpático, que se chama Henrique Neto, podia escolher CRUNCH porque soa bem.

Assim, no boletim de voto, figurariam as candidaturas de BAM, BANG, SNAP e CRUNCH.

Seria bem divertido, sobretudo depois do triste Cavaco ter feito KABOOM!

Sexy Coelho

Thursday, August 13th, 2015

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Com que Então temos um dos primeiro-ministros mais sexy do planeta?

Quem diria que Passos Coelho, com aquele ar de enjoadinho, conseguia ficar em 7º lugar numa competição de sexys!

Segundo o Jornal de Notícias um inquérito norte-americano, on line, pretendia saber quais eram os dirigentes políticos mais sexy, a partir de uma lista de 200 nomes.

wangchuckO rei do Butão Wangchuck, ficou em primeiro lugar, talvez devido à popa, ou por causa das suas vestes coloridas, ou apenas porque é rei de um país com um nome engraçado…

Seguiu-se o presidente do México, Nieto e o rei Filipe, de Espanha ficou em terceiro.

E o nosso Pedrocas ficou num honroso sétimo lugar, à frente de Tsipras, Obama e Putin, entre outros políticos giraços!

O PSD deve estar orgulhoso, com a coligação Portugal à Frente e o sexy Passos Coelho atrás (ou será que Portugal fica atrás e Passos Coelho é sexy à frente?).

No entanto, há algo neste inquérito que o descredibiliza.

É que Cavaco Silva também fazia parte dessa lista de 200 nomes e, espantosamente, ficou em 72º lugar, à frente de 128 outros dirigentes.

Sempre gocavaco bocejastava de saber que fotografia de Cavaco constava do inquérito.

Seria esta?

 

(PS – Esta notícia faz-me lembrar aquela canção dos Beatles, Sexy Sadie, que começa assim: “Sexy Pedro, what have you done/You made a fool of anyone”)

Novo accordo ortográphyco

Thursday, May 14th, 2015

Entrou ontem em vigor o Novo Acordo Ortográfico e apeteceu-me ser ordinário e pedir aos autores que o metessem no cu.

Mas depois, fiquei com dúvidas: com o novo acordo, cu leva acento?

Eu sei que “heroico”, por exemplo, perdeu o acento mas, sendo cu, em si mesmo, um assento, não precisará de um?

O acento circunflexo mantém-se em “pôde”, para distinguir de “pode” e em “pôr”, para distinguir de “por”.

Então porque desaparece o acento em “pára”, para distinguir de “para”?

O Benfica vai ter que mandar fazer novas t-shirts, corrigindo a frase “Ninguém pára o Benfica”.

Mas “ninguém para o Benfica” quer dizer outra coisa completamente diferente!

E tenho mais dúvidas.

Dizem-me que as consoantes mudas desaparecem.

Não será discriminação?

O mudo é alguém que tem uma deficiência – não devia ser apoiado?

Por exemplo: actor passa a ator.

Aceita-se.

Agora, não me parece bem que espectadores passe a espetadores.

Quer dizer: deixa de ser um conjunto de pessoas que assistem a algum espectáculo e passam a ser um grupo de tipos que espetam.

Aliás, o próprio espectáculo passa a espetáculo, uma espécie de evento onde se espeta algo.

E a recepção, que perde o pê e fica receção; não se confundirá com recessão?

Passaremos a ver, nos serviços públicos, cartazes dizendo “Dirija-se à recessão e tire uma senha”?

E as incongruências?

Egipto, o país, passa a chamar-se Egito, mas os seus habitantes continuam egípcios.

Ora se o pê cai no país, devia também cair nos habitantes, que passariam a ser os egícios.

Além disso, se as consoantes mudas caem, não deveríamos passar a escrever “omem”, “umano”, “ipismo” e “ipnótico”, por exemplo?

Outra coisa que cai são os hífens, o que nos vai obrigar a gastar muitos ésses: em minissaia, lombossagrada, anglossaxónica…

Os defensores desta Coisa, dão sempre como exemplo a palavra “pharmácia”, que assim se escrevia antes do acordo de 1942. E dizem, aos que atacam o novo acordo que, caso queiram, podem continuar a escrever farmácia com “ph”.

Eu não quero continua a escrever “pharmácia”, mas também não quero escrever “ótimo” nem “batismo”.

E, por favor, não me ponham a escrever pênis!

Pénis nunca há de ser circunflexo!

“O Museu da Inocência”, de Orhan Pamuk (2008)

Monday, March 23rd, 2015

pamukArranjei finalmente vontade para ler este romance de Orham Pamuk (Istambul, 1952). Como já disse, desconfio sempre dos best sellers e receava que este fosse mais um desses livros que vendem milhares e que pouco interesse têm.

O Museu da Inocência foi o primeiro romance que Pamuk escreveu depois de ter ganho o Nobel, em 2006.

E esmerou-se.

Tenho alguma dificuldade em qualificar o livro mas apetece-me dizer que parece um romance “à moda antiga”, uma história escrita por alguém muito antigo, uma história “que já não se usa” …

museu da inocenciaO livro conta a história de Kemal, um jovem novo-rico de 30 anos que, apesar de estar noivo de outra abastada jovem, se apaixona por uma prima afastada, Fusun, de 18 anos, empregada numa loja de roupa. Amor impossível.

A história, que parece saída da Mil e Uma Noites, começa nos anos 70 e prolonga-se por cerca de 30 anos e, à medida que se desenrola, vamos tomando contacto com a evolução de Istambul, pelo menos ao nível das classes mais endinheiradas que queriam, a toda a força, ser e, sobretudo, parecer, ocidentalizadas.

Como se diz na página 275: «Na Europa, os ricos são suficientemente refinados para agir como se não fossem ricos. É assim que as pessoas civilizadas se comportam. Se queres saber a minha opinião, ser culto e civilizado não tem nada a ver com sermos todos livres e iguais; tem a ver com sermos todos suficientemente refinados para agir como se assim fosse.»

Kemal vai para a cama com Fusun, o que é muito “ocidental”, mas nunca chegam a casar.

Nos anos seguintes, a obsessão de Kemal por Fusun vai crescendo e começa a coleccionar objectos relacionados com ela: brincos, postais ilustrados das ruas que percorreram juntos, bilhetes e cartazes de cinema, beatas que ela fumou, etc, até nascer a ideia de fazer um Museu todo dedicado a ela.

E Pamuk foi mais longe, criando mesmo um Museu da Inocência, num dos bairros de Istambul (http://en.wikipedia.org/wiki/The_Museum_of_Innocence_%28museum%29).

Passei apenas dois dias em Istambul, mas a leitura deste livro fez-me lembrar constantemente aquela cidade, não sei explicar porquê.

Talvez porque Pamuk conseguiu impregnar a sua história com a essência da cidade onde nasceu.

Vale a pena ler.