Archive for the ‘Coisas dos estudos’ Category

Cavaco em calções

Monday, August 30th, 2010

Fiquei a saber, pelo DN, que Cavaco Silva só usa calções Vilebrequin.

Penso que esta informação é de vital importância para o futuro da democracia portuguesa.

Os Vilebrequin são calções que ficam na história por encobrirem as partes pudendas de muitos políticos portugueses, de Manuel Pinho a Marcelo Rebelo de Sousa, passando pelo inevitável Santana Lopes.

Vantagens?

Muitas.

Secam rapidamente. O Presidente pode ir dar um mergulho que, 10 minutos depois, já tem o rabiosque seco.

E, por dentro, há uma excelente cueca de algodão, que aconchega os testículos presidenciais, de modo a evitar impingens e irritações desnecessárias (bem basta as provocadas pela cooperação estratégica).

Mas espanta-me que Cavaco, que exortou os portugueses a passarem férias cá dentro, pague 160 euros por uns calções franceses, em vez de comprar umas truces de fabrico português.

Ajudava a economia nacional e ficava muito mais apessoado.

Uma bica contra a demência

Sunday, June 14th, 2009

Eu não dizia?…

Este fim-de-semana foi divulgado um estudo, realizado por investigadores portugueses e franceses, segundo o qual o consumo moderado de café pode prevenir o aparecimento de perturbações da memória, sobretudo nas mulheres.

Parece, assim, confirmar-se o que já se pensava: o café previne o Alzheimer e a doença de Parkinson.

E mais: pode também ser responsável pelo atraso no aparecimento de diabetes tipo 2, tendo também um efeito positivo na prevenção dos cancros do cólon e da próstata, melhorar os estados depressivos, a atenção, a memória e a concentração – embora, provavelmente, não tudo ao mesmo tempo.

Ora, juntando isto ao que escrevi no post anterior, vamos mas é todos para a praia, apanhar sol, comer sardinhas e beber bicas!

Sol, salmão & sardinhas

Friday, June 12th, 2009

No 2º Congresso Ibérico de Medicina Anti-Envelhecimento, o especialista norte-americano, Michael Holick afirmou que “a vitamina D pode salvar a vida e todos dependemos dela”.

Segundo Holick, quem não consumir vitamina D fica sujeito aos cancros da mama, da próstata e do cólon, a enfartos do miocárcio, demência, esquizofrenia, osteoporose, osteomalácia e raquitismo, embora, provavelmente, não a tudo isto ao mesmo tempo…

Ora, onde se pode obter vitamina D em doses generosas e à borla?

Isso mesmo: expondo o nosso maravilhoso corpo ao sol, sem usarmos protector solar.

Pagando um pouco mais, também podemos obter vitamina D comendo salmão e sardinhas.

Portanto: abaixo o cancro da pele, toca a apanhar sol sem protector! que se lixe a acumulação de metais pesados, vamos mas é comer salmão à fartasana! fora com essa história dos peixes raimosos, embora emborcar sardinhas à la gardére!

Ainda hei-de ver cientistas defendendo sex, drugs & rock and roll…

Quecas e ovos podres

Friday, March 6th, 2009

O Viagra melhora a performance sexual, graças ao óxido nítrico. Simplificando: o óxido nítrico relaxa as estruturas vasculares que, ao nível do pénis, se enchem de sangue, permitindo uma erecção firme e duradoura.

Problemas?

Dois: 1º, homens que estejam a tomar nitratos (para doenças cardíacas), não podem tomar Viagra; 2º, o Viagra é caro.

Mas, e se o ácido sulfídrico tiver o mesmo efeito?

Cientistas italianos fizeram experiências que parecem demonstrar que este ácido tem um efeito semelhante ao óxido nítrico.

Grande vantagem: o ácido sulfídrico é barato.

Grande desvantagem: o ácido sulfídrico é a substância que confere aos ovos podres aquele cheiro tão peculiar.

Não me estou a ver a snifar ovos podres para mandar uma queca de jeito…

Mamas pequenas e tomates roxos

Sunday, November 23rd, 2008

Olha que dois estudos tão interessantes!

O primeiro, realizado na Suécia, chega à conclusão que o consumo de café em excesso pode provocar a diminuição dos seios das mulheres.

Segundo os investigadores, o café interfere com os estrogénios, interferindo, assim, no tamanho das maminhas.

Portanto: atenção mamalhudas! Para quê gastar rios de dinheiro nas Clínicas espanholas de cirurgia plástica. Não é preciso cirurgia de redução mamária – basta que bebam quilolitros de café todos os dias!

O segundo estudo vem da Grã-Bretanha. Cientistas britânicos criaram uma variedade de tomate, de cor roxa, que poderá ajudar a prevenir o cancro.

Os cientistas incorporaram nos tomates genes da planta boca-do-dragão, conhecida por ser rica em antocianina, um pigmento antioxidante, com propriedades anticancerígenas.

A antocianina acumulou-se nos frutos do tomateiro em níveis muito altos, dando a cor roxa à pele e polpa dos tomates.

Depois, os maquiavélicos cientistas, deram tomates roxos a ratinhos predispostos para o cancro e muitos destes não desenvolveram cancro, ao contrário dos que comeram tomates vermelhos.

Em resumo: os tomates roxos podem prevenir o cancro.

Portanto, toca a dar pontapés nos tomates uns dos outros, até que fiquem roxos!

PAC pior que Sheltox

Saturday, August 9th, 2008

Um grupo de cientistas da Universidade de Liverpool elaborou um estudo para a Organização Mundial de Saúde, segundo o qual, a Política Agrícola Comum foi responsável pela morte de mais de 12 mil pessoas, todos os anos, nos países da União Europeia, pelo menos, até 2004, quando a UE era apenas a 15.

Exceptuando os cigarros, os principais factores de risco para doença cardiovascular são a tensão elevada e o colesterol e a PAC subsidiou, ao longo dos anos, a produção de carne, de leite e de manteiga. A PAC pode ser considerada como «um sistema desenhado para matar os europeus através de doenças coronárias» (palavras do estudo, citadas pelo DN).

Nos anos 60/70, o slogan do Sheltox, contra baratas e formigas, era “Mata que se farta”.

Pelos vistos, a PAC mata mais que o Sheltox!

A sério: a PAC pode ser uma grande treta, uma grande negociata – mas daí a considerá-la responsável pela morte de milhares de europeus, só porque subsidiou a produção de alimentos gordos, parece-me um pouco exagerado, tipo teoria da conspiração.

É como dizer que Durão Barroso é o culpado de milhares de mortos, no conflito do Iraque, porque recebeu, nos Açores, Bush, Aznar e Blair.

E daí…

Afinal, as rapidinhas não prestam?

Saturday, April 5th, 2008

Sexólogos americanos conduziram um estudo, agora publicado no Journal of Sexual Medicine, que pretende esclarecer o que se entende por uma boa queca.

Como sou demasiado preguiçoso para procurar o estudo na Net, tenho que me contentar com as referências ao mesmo, publicadas na imprensa portuguesa.

E aí é que a porca torce o rabo.

Se eu acreditar no Diário de Notícias, se a queca (considerando, apenas a penetração, o que é pouco. Sempre.) demorar 1 a 2 minutos, é «demasiado curto»; se demorar 3 a 7 minutos, é «adequado»; se durar de 7 a 13 minutos, é «desejável»; se se prolongar por mais de 13 minutos, é «demasiado longo».

No entanto, se eu me fiar no Sexta-feira (semanário de distribuição gratuita – e há sempre que desconfiar do que é de borla…), «três a treze minutos é o tempo ideal para o acto sexual (…); não é preciso uma relação longa para satisfazer uma mulher». E para satisfazer um homem? Ou para satisfazer duas mulheres? O jornal não esclarece, mas acrescenta: «conclui-se também que dez a 30 minutos é uma relação demasiado longa». O que terá acontecido aos 13 minutos, referidos pelo DN?

Divergências à parte, ambos os jornais concordam que uma penetração sexual que dure entre um a dois minutos, é pouco satisfatória.

É o fim do velho Pepe Rápido!

Um gato especial

Saturday, July 28th, 2007

No Steere House Nursing and Rehabilitation Centre, em Providence, nos EUA, há um gato chamado Óscar que sabe qual é o doente que vai morrer a seguir.

Segundo um estudo publicado no New England Journal of Medicine, citado pelo Público, o gato dá uma volta pelas enfermarias, vai cheirando os doentes acamados, quase todos com Alzheimer ou Parkinson e, de vez em quando, sobe para a cama de um deles e enrosca-se no doente e ali fica, até que o doente morra.

Os autores do estudo garantem que o Óscar já fez isto, pelo menos, 25 vezes, o que foi óptimo para os doentes que estavam em lista de espera para entrar na Instituição. Enfim, óptimo é uma palavra demasiado forte, porque se os doentes do Steere House tiverem acesso a este estudo, das duas, uma: ou pedem transferência para outra casa de saúde, ou matam o sacana do gato. Pelo menos, os doentes com Parkinson – já que os que sofrem de Alzheimer, mesmo que tenham lido o artigo, já se esqueceram dele.

David Sosa, geriatra autor do estudo, afirma que o gato responderá a cheiros – será o famoso cheiro da morte?

Nicholas Dodman, especialista em comportamento animal, diz que o gato, provavelmente, salta para a cama do moribundo em busca do cobertor aquecido com que as enfermeiras costumam tapar os doentes em fase terminal.

De qualquer dos modos, embora eu goste de gatos, dispenso os desta espécie.

Cagarros com GPS

Saturday, July 7th, 2007

“A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves está a colocar GPS nos cagarros das ilhas de Santa Maria e do Corvo, para estudar as suas deslocações no mar e identificar as áreas marinhas mais importantes para as aves”, diz o Público de ontem.

Cagarros controlados por GPS.

Vejam bem onde já chegou a perseguição aos fumadores.

Depois dos cigarros, os cagarros.

Um fumador já nem se safa com truques fonéticos: nunca mais poderei dizer “vou ali fora fumar um cagarro”, que logo o GPS me detecta!

Chegou a vez do sexo oral

Saturday, May 12th, 2007

Um grupo de cientistas engraçadinhos da Escola de Saúde de John Hopkins, Baltimore (a mesma onde se formou o Dr. House), chegou à conclusão que fazer sexo oral aumenta a probabilidade de se contrair cancro na garganta.

Já não bastava o tabaco e o whisky – agora também já não podemos dar beijinhos da pilinha ou no pipi das nossas companheiras(os)!

Segundo o estudo que os engraçadinhos realizaram, os indivíduos que tiveram sexo oral com um a cinco parceiros, têm o dobro das possibilidades de contrair cancro da garganta, em relação aos que (idiotas!) nunca praticaram sexo oral.

Esta conclusão é um pouco perversa. Quer dizer, se eu já coloquei a minha língua no pipi da minha namorada, tenho o dobro do risco de ter cancro. Portanto, já agora, perdido por cem, perdido por mil: vou mas é colocar a minha língua nos pipis de mais quatro meninas. O risco é o mesmo! Mais é que não! Segundo o mesmo estudo, se praticares sexo oral com mais de seis parceiros, as hipóteses de cancro sobem 250%!

A culpa de tudo isto parece ser do vírus do papiloma humano que, pelos vistos, também se pode transmitir através do sexo oral.

E o mais engraçado (ou trágico?) do estudo, é que os cientistas tiveram o cuidado de fazer um inquérito a todos os indivíduos estudados, a fim de não enviesar os resultados com o eventual consumo de tabaco e álcool que, como se sabe, são os maiores responsáveis por cancros da garganta (ou eram?).

Portanto, agora, para além de termos, em locais públicos, sítios especiais só para fumadores, passaremos a ter, também, áreas restritas para praticantes de felacio e de cunilingus.

Eu tenho andado a avisar…